História Psiquiátrica e Saúde Mental

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História Psiquiátrica e Saúde Mental by Mind Map: História Psiquiátrica e Saúde Mental

1. HISTÓRIA DOS MANICÔMIOS

1.1. Asile, madhouse, asylum, hospizio, são alguns dos nomes que denominam as instituições cujo fim é abrigar, recolher ou dar algum tipo de assistência aos "loucos". As denominações variam de acordo com os diferentes contextos históricos em que foram criados.

1.2. O termo manicômio surge a partir do século XIX e designa mais especificamente o hospital psiquiátrico, já com a função de dar um atendimento médico sistemático e especializado

1.3. Pré-História

1.3.1. Ritos Tribais: abandono à própria sorte, morrer de inanição ou ataque de feras.

1.3.2. Idade Antiga

1.3.3. GREGA: Encenações teatrais, cavalgadas,

1.3.3.1. caminhadas e ouvir o som de uma cascata eram métodos para melhorar o humor;

1.3.4. Em alguns casos: tratamento rígido (inanição, correntes e flagelo).

1.3.5. ROMANA: orientação grega;

1.3.6. Sangrias, purgantes e banhos sulfurosos

1.3.7. Idade Média

1.3.7.1. O tratamento aos doentes mentais foi deixado a cargo dos religiosos e as crendices supersticiosas floresceram: os insanos eram flagelados, acorrentados, escorraçados e deixados sem alimentos para espantar os demônios que os possuíam.

1.3.7.2. Toque suave das mãos: monastérios e santuários.

1.3.8. O tratamento aos doentes mentais foi deixado a cargo dos religiosos e as crendices supersticiosas floresceram: os insanos eram flagelados, acorrentados, escorraçados e deixados sem alimentos para espantar os demônios que os possuíam.

1.3.9. Toque suave das mãos: monastérios e santuários.

1.3.10. LOUCOS DE PEDRA

1.3.11. A extração da pedra da loucura, de 1485 (óleo sobre madeira, 48x35cm, Museu do Prado, Madri), do pintor flamengo Hieronymus Bosch (1450 – 1516).

1.3.12. Na Idade Média e no Renascimento, supunha-se que a loucura era causada por uma pedra no cérebro e sua extração seria o “caminho da cura”.

1.3.13. SÉCULO XVII:

1.3.13.1. Doença mental: batalha entre Deus e o Satã pela alma humana. “Caça às bruxas”. Estima-se 20.000 queimados na Escócia. Casas de caridade: prisão e asilo – doentes e criminosos (garantir segurança à população). Masmorras de Paris. Severas purgações, sangrias, chicotes e camisas-de-força aplicados pelos carcereiros.

2. Philippe Pinel

2.1. (1745-1826), diretor dos hospitais de Bicêtre e da Salpêtrière, foi um dos primeiros a libertar os pacientes dos manicômios das correntes, propiciando-lhes uma liberdade de movimentos por si só terapêutica.

2.2. CORRENTES: tratamento "moral", nas práticas psico-pedagógicas, nas terapias afetivas como mais importantes; tratamento físico, crendo ser a loucura um mal orgânico, fruto de uma lesão ou de um mal funcionamento encefálico.

2.3. Modelo Assilar

2.4. Distante

2.5. Seguro

2.6. Fora da Sociedade

2.7. Institucionalização

2.8. Resistencia a alta

2.9. Adaptação ao ambiente

2.10. Internação pelo resto da vida

2.11. Exploração por trabalho não remunerado

3. Reforma Psiquiátrica

3.1. “As iniciativas reformadoras prosseguiram ao longo do século XIX, visando agora dar orientação científica aos estabelecimentos especializados. Na virada do século XX, a reforma passou a se orientar pela crítica à insuficiência do asilo, produzindo, por exemplo, o modelo das colônias agrícolas.

3.2. REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA

3.3. O processo que denominamos reforma psiquiátrica brasileira data de pouco mais de vinte anos e tem como marca distintiva e fundamental o reclame da cidadania do louco: ‘embora trazendo exigências políticas, administrativas, técnicas - também teóricas - bastante novas, a reforma insiste num argumento originário: os ‘direitos’ do doente mental, sua ‘cidadania’’”.

3.4. Que tem como objetivos e estratégias o questionamento e a elaboração de propostas de transformação do modelo clássico e do paradigma da psiquiatria.

3.5. No Brasil, a reforma psiquiátrica é um processo que surge mais concreta e principalmente a partir da conjuntura da redemocratização, em fins da década de 1970, fundado não apenas na crítica conjuntural ao subsistema nacional de saúde mental, mas também, e principalmente, na crítica estrutural ao saber e às instituições psiquiátricas clássicas, no bojo de toda a movimentação político-social que caracteriza esta mesma conjuntura de redemocratização.

3.6. MARCO LEGAL

3.7. LEI ESTADUAL DA REFORMA PSIQUIÁTRICA - N.º 9.716, de 07 de agosto de 1992 - Dispõe sobre a substituição dos leitos psiquiátricos por uma rede de atenção integral à saúde mental no Estado do RS

3.8. LEI FEDERAL N.º 10.216, de 06 de abril de 2001 - Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

3.9. LEI ESTADUAL N.º 11.562, 2000 – Trata das atividades de redução de danos entre usuários de drogas endovenosas, visando prevenir e reduzir a transmissão de doenças e da Sida.

3.10. LEI ESTADUAL N.º 11.791, de 22/05/2002 - Regulamenta o funcionamento dos Serviços Residenciais Terapêuticos no Estado

3.11. DISPOSITIVOS LEGAIS

3.12. Pt ANVISA 101/2002 - Regulamentação do funcionamento de serviços psicossociais para atendimento de usuários de álcool e outras drogas

3.13. Pt MS 2.391/2002 – Controle das internações psiquiátricas involuntárias e voluntárias.

3.14. Pt MS 251/2002 - Diretrizes e normas para a assistência hospitalar em psiquiatria e reclassifica os hospitais psiquiátricos na rede SUS

3.15. Portaria MS 816/2002 - Cria o Programa Nacional de Atenção Comunitária Integrada a Usuários de álcool e outras drogas

3.16. Pt MS 52/2004 – Institui o Programa Anual de reestruturação da Assistência Psiquiátrica Hospitalar no SUS

3.17. Pt MS 2.197/2004 - Redefine e amplia a atenção integral para usuários de álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS.