Estudo da língua

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Estudo da língua by Mind Map: Estudo da língua

1. Estrutura das palavras.

1.1. Uma palavra é formada por unidades mínimas que possuem significado. A essas chamamos de Elementos mórficos ou morfemas

1.1.1. Morfemas

1.1.1.1. Radical

1.1.1.1.1. É a parte fundamental da palavra, contém o sentido básico e é comum a um grupo de palavras.

1.1.1.2. Desinência

1.1.1.2.1. Nominal

1.1.1.2.2. Verbal

1.1.1.3. Vogal temática

1.1.1.3.1. É a vogal que torna possível a ligação entre o radical e a desinência.

1.1.1.4. Afixos

1.1.1.4.1. São morfemas que se colocam antes ou depois do radical alterando sua significação básica.

1.1.1.5. Vogais e Consoantes de ligação

1.1.1.5.1. Ocorrem entre um morfema e outro facilitando ou até possibilitando a leitura de uma palavra.

2. Formação de palavras

2.1. Palavras primitivas

2.1.1. São palavras que servem como base para a formação de outra e que não foram formadas a partir de outro radical da língua.

2.1.1.1. Ex.: pedra, flor, sol.

2.2. Palavras derivadas

2.2.1. São palavras que servem como base para a formação de outra e que não foram formadas a partir de outros radicais.

2.2.1.1. Ex.: pedreiro, floricultura, girassol.

2.3. Derivação

2.3.1. É a formação de palavras a partir da anexação de afixos á palavra primitiva.

2.3.1.1. Ex.: inútil= prefixo in + radical útil.

2.3.2. Derivação prefixal

2.3.2.1. Faz-se pela anexação de prefixo á palavra primitiva.

2.3.2.1.1. Ex.: desfazer, refazer.

2.3.3. Derivação sufixal

2.3.3.1. Faz-se pela anexação de sufixo á palavra primitiva.

2.3.3.1.1. Ex.: alegremente, carinhoso.

2.3.4. Derivação Parassintética

2.3.4.1. Faz-se pela anexação simultânea de prefixo e sufixo á palavra primitiva .

2.3.4.1.1. Ex.: desalmado, entristecer.

2.3.5. Derivação regressiva

2.3.5.1. Faz-se pela redução da palavra primitiva.

2.3.5.1.1. Ex.: trabalho (trabalhar), choro (chorar).

2.3.6. Derivação imprópria

2.3.6.1. Forma-se quando uma palavra muda de classe gramatical sem que a forma da primitiva seja alterada .

2.3.6.1.1. Ex.:O infeliz faltou ao serviço hoje. (adjetivo torna-se substantivo).

2.4. Composição

2.4.1. O processo de composição forma palavras através da junção de dois ou mais radicais.

2.4.1.1. Ex.: guarda-roupa, pombo-correio.

2.4.2. Composição por aglutinação

2.4.2.1. Ocorre quando um dos radicais, ao se unirem, sofre alterações.

2.4.2.1.1. Ex.: planalto (plano+ alto), embora ( em + boa + hora).

2.4.3. Composição por justaposição.

2.4.3.1. Ocorre quando os radicais, ao se unirem, não sofrem alterações.

2.4.3.1.1. Ex.: pé-de-galinha, passatempo, cachorro-quente, girassol.

2.5. Hibridismo

2.5.1. Ocorre quando os elementos que formam a palavra são de idiomas diferentes.

2.5.1.1. Ex.: automóvel( auto=grego, móvel=latim), televisão( tele= grego, visão=latim).

2.6. Onomatopéia

2.6.1. Acontece nas palavras que simbolizam a reprodução de determinados sons.

2.6.1.1. Ex.: tique-taque, zunzum.

2.7. Redução ou abreviação

2.7.1. 'Esse processo se manifesta quando uma palavra é muito longa, pois forma novas palavras a partir da redução ou abreviação de palavras já existentes .

2.7.1.1. Ex.: moto ( motocicleta), pneu( ( pneumático).

2.8. Neologismo

2.8.1. É a criação de novas palavras para atender às necessidades dos falantes em contextos específicos.

2.8.1.1. Ex.: ''amar, desamar, amar''

3. Prosódia

3.1. Ocupa-se da correta emissão de palavras quanto á posição da sílaba tônica, segundo as normas da língua culta.

3.2. A prosódia é identificada a partir das variações dos discursos do interlocutor que pode acontecer de forma voluntária ou involuntária, quando a voz é afetada por sentimentos ou emoções.

4. Ortoépia

4.1. É o estudo da correta pronúncia das palavras.

4.2. A ortoépia ocupa-se não só da correta pronúncia dos fonemas, mas também do ritmo e entonação das palavras. Quando as palavras não são pronunciadas de acordo com as regras da ortoepia, cometemos o que a gramática normativa denomina de cacoépia. Os erros de ortoepia, ou seja, a cacoépia, são recorrentes na linguagem coloquial e podem acontecer por desconhecimento do falante sobre a norma culta. Ex.: advogado, apropriado e garfo.