DISTÚBIOS CIRCULATÓRIOS

Get Started. It's Free
or sign up with your email address
DISTÚBIOS CIRCULATÓRIOS by Mind Map: DISTÚBIOS CIRCULATÓRIOS

1. INFATO

1.1. Área circunscrita de necrose tecidual causada por isquemia absoluta prolongada por obstrução arterial ou venosa

1.2. TIPOS

1.2.1. Infarto branco (anêmico)

1.2.1.1. Obstrução arterial em órgãos sólidos com circulação terminal Coração, baço e rins

1.2.2. Infarto vermelho (hemorrágico)

1.2.2.1. Região atingida tem coloração avermelhada por causa da intensa hemorragia Órgãos frouxos (pulmão) e com intensa irrigação colateral Obstrução arterial ou venosa

1.3. SINAIS CLINICOS

1.3.1. Dores locais: braço, braço esquerdo, maxilar ou peito Dores circunstanciais: em repouso No corpo: fadiga, tontura, pele fria e úmida, suor ou suor frio No aparelho gastrointestinal: azia, indigestão, náusea ou vômito No braço: desconforto ou rigidez No pescoço: desconforto ou rigidez

2. EMBOLIA

2.1. É a ocorrência de qualquer elemento estranho (êmbolo) à corrente circulatória, transportado por esta, até eventualmente se deter em vaso de menor calibre

2.2. TIPOS

2.2.1. Embolia Pulmonar

2.2.1.1. Normalmente origina-se de trombos formados nas veias ileo-femurais Consequências variam com o tamanho do trombo

2.2.1.1.1. Embolos grandes – obstrução tronco artéria pulmonar Quando mais de 60% do leito arterial é ocluído o tromboembolismo é letal

2.2.1.1.2. Embolos médios – se alojam nos ramos pulmonares de médio calibre Pode ser assintomático, artérias bronquicas evitam a necrose

2.2.1.1.3. Embolos pequenos – pequenos, mas multiplos, podem ocluir circulação Oclusão maior que 30% causa hipertensão pulmonar, podem ser lisados, organizados ou recanalizados

2.2.2. Embolia arterial

2.2.2.1. Trombos originados no coração Podem se originar de placas ateromatosas Podem causar obstrução no encéfalo, intestino, rins

2.2.3. Embolia de líquido amniótico

2.2.3.1. Entrada de líquido amniótico na circulação (1:500.000 partos) Ruptura de membranas da placenta e veias uterinas

2.2.4. Embolia gasosa

2.2.4.1. Presença de bolhas de gás que obstruem vasos sanguíneos Venosa -Grande quantidade de ar penetra rapidamente pela veia -Punções, cirurgias, pneumotoráx, parto, sistemas de infusão Arterial

2.2.5. Embolia gordurosa

2.2.5.1. Presença de gotículas de lipídeos na circulação

2.3. CONSEQUENCIA

2.3.1. Isquemia e infarto, hiperemia passiva e edema, infarto hemorrágico, infamação êmbolos sépticos

3. TROMBOSE

3.1. Caracterizado pela solidificação do sangue, através da formação de um trombo

3.2. CLASSIFICAÇÃO

3.2.1. Trombose Aguda

3.2.1.1. A trombose aguda, na maioria das vezes, é solucionada naturalmente. O próprio corpo utiliza de mecanismos para dissolver os coágulos que provocam o entupimento das veias, sem deixar sequelas e sem evoluir para quadros mais graves.

3.2.2. Linfedema

3.2.2.1. Já a trombose crônica ocorre quando, durante o processo de dissolução do coágulo natural, ficam sequelas no interior das veias, destruindo a estrutura das válvulas.

3.3. TIPOS

3.3.1. Trombose de veia superficial

3.3.2. Trombose venosa profunda (TVP)

3.3.3. Trombose hemorroidária

3.3.4. Trombose renal

3.3.5. Trombose cerebral

4. ISQUEMIA

4.1. é a falta de fornecimento sanguíneo para um tecido orgânico devido a obstrução causada por um trombo, seja ele formado por placas gordurosas ou por coágulos sanguíneos

4.2. TIPOS

4.2.1. Isquemia relativa temporária

4.2.1.1. A trombose aguda, na maioria das vezes, é solucionada naturalmente. O próprio corpo utiliza de mecanismos para dissolver os coágulos que provocam o entupimento das veias, sem deixar sequelas e sem evoluir para quadros mais graves.

4.2.2. subtotal temporária, Isquemia

4.2.2.1. Interrupção passageira do suprimento sanguíneo Durante a isquemia o órgão entra em disfunção, mas as células não morrem.

4.2.3. temporária, Isquemia persistente

4.2.3.1. Bloqueio total por tempo prolongado Placas de aterosclerose, trombos embolos Pode provocar infarto = necrose da área atingida

4.2.4. Isquemia subtotal temporária

4.2.4.1. Obstrução vascular incompleta = fluxo sanguíneo mínimo Nível de energia próximo ao limite inferior Células não morrem mas perdem sua função Rápida reperfusão pode salvar estas áreas

4.3. SINAIS CLINICO

4.3.1. Dores no peito ,Batimento cardíaco acelerado, Falta de ar ao fazer exercícios, Náusea e vômitos Dor ao andar ,Dificuldade para urinar Isquemia cerebral ,Fadiga ,AVC.

5. HEMORRAGIA

5.1. É a saída do sangue do espaço vascular para o compartimento extra vascular ou para fora do organismo.

5.2. TIPOS

5.2.1. HEMORRAGIA INTERNA

5.2.1.1. é aquela que não é visível, ou seja, todo o sangue perdido se acumula nas cavidades do organismo, tais como: crânio, abdominal, torácica, entre outras.

5.2.2. HEMORRAGIA EXTERNA

5.2.2.1. Arterial

5.2.2.1.1. venosa

5.2.2.1.2. atos de sangue vermelho vivo

5.3. SINAIS CLINICO

5.3.1. Palidez e cansaço; Pulso rápido e fraco; Respiração acelerada; Muita sede; Queda da pressão; Náuseas ou vômitos com sangue; Confusão mental ou desmaios; Muita dor do abdômen, que fica endurecido.

6. CHOQUE

6.1. Caracterizada clinicamente por hipotensão severa, incapacidade do sistema circulatório em manter a circulação sanguínea.

6.2. TIPOS

6.2.1. Choque Anafilático

6.2.1.1. Reação antígeno-anticorpo mediada por IgE/mastócitos Queda da pressão arterial e retorno venoso

6.2.2. Choque Séptico

6.2.2.1. Provocado por bactérias Gram-negativas produtoras de endotoxina Ativação generalizada de leucócitos – síndrome da resposta inflamatória sistêmica

6.2.3. Choque Hipovolêmico

6.2.3.1. Perda súbita de grandes quantidades de líquidos – hemorragia, desidratação

6.2.4. Choque Neurogênico

6.2.4.1. Desregulação neurogênica (hemorragia/traumatismo) Redução do tônus de artérias e veias Diminuição do retorno venoso ao coração

6.2.5. Choque cardiogênico

6.2.5.1. Coração incapaz de bombear adequadamente o sangue Destruição extensa do miocárdio (40%), arritmias Debito cardíaco bastante reduzido

6.3. SINAIS CLINICO

6.3.1. Hipotensão associada a taquicardias taquipnéia, diminuição do débito urinário e rebaixamento do nível de consciência

7. EDEMA

7.1. Consiste em um acúmulo anormal de líquido no compartimento extracelular intersticial ou nas cavidades corporais devido ao aumento da pressão hidrostática.

7.2. TIPOS

7.2.1. Edema comum

7.2.1.1. Quase sempre é generalizado, possuindo em sua composição água e sal.

7.2.2. Linfedema

7.2.2.1. Edema localizado formado pelo acúmulo de linfa

7.2.3. Mixedema

7.2.3.1. Um edema localizado que ocorre em casos de hipotireoidismo, havendo um acúmulo de água, sais e proteínas produzidas nesta afecção.

7.2.4. Edema de membros inferiores

7.2.4.1. Pode ser provocado por insuficiência cardíaca; Obstrução da veia cava inferior; Obstrução linfática

7.2.5. Edema pulmonar

7.2.5.1. Aumento da pressão capilar, redução da pressão oncótica ou agressão aos capilares isolados ou em conjunto, infarto miocárdio; Líquidos acumulam no interstício e se a causa persiste passam para os alvéolos.

7.2.6. Edema cerebral

7.2.6.1. Cérebro não dispõe de drenagem linfática, pequenos aumentos de volume são suficientes para causar edema Compromete inclusive a perfusão sanguínea – crânio duro

7.3. sinais clínicos

7.3.1. Além do inchaço, o edema também pode causar descoloração da pele, deixar temporariamente a marca de um dedo quando pressionado, deixar a área afetada dolorida, causar rigidez articular, aumento ou perda de peso, aumento da pressão arterial e da pulsação.

8. HIPEREMIA

8.1. Consiste no aumento da quantidade de sangue no interior dos vasos de um órgão

8.2. TIPOS

8.2.1. Ativa

8.2.1.1. Dilatação arteriolar com aumento do fluxo sanguíneo local Abertura de capilares “inativos” Fisiológica: por maior necessidade Ex.: músculo durante o exercício, mucosa intestinal na digestão Patológica: Ex.: inflamações agudas

8.2.2. Passiva

8.2.2.1. Decorre da redução da drenagem venosa Região adquire coloração vermelho escuro Alta concentração de hemoglobina desoxigenada

8.3. CONSEQUENCIAS

8.3.1. Edema; Hemorragias; Degenerações; Necrose; Fibrose; Trombose