Pâncreas Endócrino

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Pâncreas Endócrino by Mind Map: Pâncreas Endócrino

1. Além disso, existem numerosos grânulos de secreção contendo o hormônio sintetizado.

2. Tipo 1

2.1. Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia.

2.1.1. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.

2.2. Esse tipo aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também.

2.3. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

2.4. Sintomas

2.4.1. 1. Vontade frequente para urinar, mesmo de noite 2. Sensação de sede excessiva 3. Fome em excesso 4. Perda de peso sem razão aparente 5. Cansaço frequente 6. Sonolência injustificável 7. Coceira em todo o corpo 8. Infecções frequentes, como candidíase ou infecção urinária 9. Irritabilidade e mudanças de humor repentinas

3. Anatomia

3.1. Para fins descritivos, o pâncreas é dividido em quatro partes: cabeça, colo, corpo e cauda.

3.1.1. Cabeça e processo uncinado

3.1.1.1. A cabeça é a parte expandida da glândula, que é circundada pela curvatura em forma de C do duodeno, à direita dos vasos mesentéricos superiores, logo abaixo do plano transpilórico.

3.1.1.2. A cabeça do pâncreas está apoiada posteriormente na VCI, artéria e veia renais direitas, e veia renal esquerda.

3.1.1.3. O processo uncinado, uma projeção da parte inferior da cabeça do pâncreas.

3.1.1.3.1. Esse processo se estende medialmente para a esquerda, posteriormente à AMS (artéria mesentérica superior).

3.1.2. Colo

3.1.2.1. É curto (1,5 a 2 cm) e está situado sobre os vasos mesentéricos superiores.

3.1.2.1.1. Esses vasos deixam um sulco na face posterior do colo do pâncreas.

3.1.3. Corpo

3.1.3.1. É o prosseguimento do colo e situa-se à esquerda dos vasos mesentéricos superiores, passando sobre a aorta e a vértebra L2, logo acima do plano transpilórico e posteriormente à bolsa omental.

3.1.3.2. A face anterior do corpo do pâncreas é coberta por peritônio, está situada no assoalho da bolsa omental e forma parte do leito do estômago.

3.1.3.3. A face posterior do corpo do pâncreas não tem peritônio e está em contato com a aorta, AMS, glândula suprarrenal esquerda, rim esquerdo e vasos renais esquerdos.

3.1.4. Cauda

3.1.4.1. Situa-se anteriormente ao rim esquerdo, onde está intimamente relacionada ao hilo esplênico (hilo do baço) e à flexura esquerda do colo.

3.1.4.2. A cauda é relativamente móvel e passa entre as camadas do ligamento esplenorrenal (que conecta o hilo esplênico ao rim esquerdo) junto com os vasos esplênicos.

3.2. Ductos

3.2.1. Ducto pancreático principal

3.2.1.1. Começa na cauda do pâncreas e atravessa o parênquima da glândula até a cabeça do pâncreas: aí ele se volta inferiormente e tem íntima relação com o ducto colédoco.

3.2.1.2. O ducto pancreático principal e o ducto colédoco geralmente se unem para formar a ampola hepatopancreática (de Vater) curta e dilatada, que se abre na parte descendente do duodeno, no cume da papila maior do duodeno.

3.2.2. Ducto pancreático acessório

3.2.2.1. Se abre no duodeno, no cume da papila menor do duodeno.

3.2.2.1.1. Em geral, o ducto acessório comunica-se com o ducto pancreático principal.

3.2.2.2. Em alguns casos, o ducto pancreático principal é menor do que o ducto pancreático acessório e pode não haver conexão entre os dois. Nesses casos, o ducto acessório conduz a maior parte do suco pancreático.

3.3. Músculos pancreáticos

3.3.1. São esfíncteres de músculo liso que controlam o fluxo de bile e de suco pancreático para a ampola e impedem o refluxo do conteúdo duodenal para a ampola hepatopancreática.

3.3.2. Músculo esfíncter do ducto pancreático

3.3.2.1. Fica ao redor da parte terminal do ducto pancreático.

3.3.3. Músculo esfíncter do ducto colédoco

3.3.3.1. Fica ao redor da extremidade do ducto colédoco.

3.3.4. Músculo esfíncter da ampola hepatopancreática (de Oddi)

3.3.4.1. Fica ao redor da ampola hepatopancreática.

4. Histologia

4.1. A porção endócrina, que corresponde a aproximadamente 2%, secreta cinco hormônios cujas ações estão direta e indiretamente relacionadas à homeostasia glicêmica.

4.2. Revestimento

4.2.1. Ele é envolvido por uma cápsula muito delgada de tecido conjuntivo de onde partem septos que subdividem a glândula em lóbulos.

4.2.1.1. Os septos de tecido conjuntivo contêm vasos sanguíneos, vasos linfáticos, nervos e ductos excretores.

4.3. Ilhotas pancreáticas

4.3.1. São envolvidas por uma delgada cápsula de tecido conectivo, rica em fibras reticulares desprovidas de canais secretores e, por isso, lançam seus hormônios (glucagon, insulina, somatostatina) para o meio extracelular, onde se difundem rapidamente para os vasos sanguíneos adjacentes.

4.3.2. Cada ilhota contém aproximadamente de duas a três mil células dispostas em cordões, entremeadas por uma rica rede de capilares sanguíneos fenestrados.

4.3.3. As ilhotas são constituídas por cinco tipos celulares com função endócrina, cada uma responsável em secretar um hormônio peptídico distinto.

4.3.3.1. Células que compõem as ilhotas

4.3.3.1.1. Células beta

4.3.3.1.2. Células alfa

4.3.3.1.3. Células delta

4.3.3.1.4. Células PP ou F

4.3.3.1.5. Células épsilon

4.4. Ultraestrutura

4.4.1. As células endócrinas da ilhota apresentam características típicas de células epiteliais produtoras de hormônios de natureza protéica.

4.4.1.1. Dentre essas características, destacam-se a presença de um retículo endoplasmático rugoso e complexo de Golgi bem desenvolvidos (embora não sejam tão abundantes como os da célula acinar pancreática).

5. Hormônios Pancreáticos

5.1. Insulina

5.1.1. A cadeia A é formada por 21 resíduos de aminoácidos e a cadeia B, por 30.

5.1.2. A insulina é produzida pelas células β pancreáticas e sua síntese (formação) é estimulada por nutrientes, tais como glicose, aminoácidos e lipídeos.

5.1.3. Seus receptores estão presentes em diversos tecidos, incluindo hepático, adiposo e muscular, o que reflete a variedade de funções da insulina.

5.1.4. Seus principais efeitos metabólicos são:

5.1.4.1. Aumento da captação periférica (tecidos periféricos) de glicose, destacando-se nos tecidos muscular e adiposo.

5.1.4.2. Estímulo à síntese protéica e bloqueio da proteólise (quebra da proteína).

5.1.4.3. Aumento da síntese de ácidos graxos livres e glicogênio.

5.1.4.4. Bloqueio da lipólise (quebra de lipídio) e produção hepática de glicose.

5.1.5. Síntese

5.1.5.1. Sob condições normais, a célula β está em constante reposição do estoque de insulina, de modo que, em situações agudas, como quando há a sobrecarga de glicose, haja a disponibilidade imediata do hormônio.

5.1.5.2. A pré-pro-insulina é uma molécula de alto peso molecular, constituída por quatro domínios diferentes:

5.1.5.2.1. Peptídeo C

5.1.5.2.2. Cadeias A e B (insulina)

5.1.5.2.3. Peptídeo sinalizador, sendo este responsável pela rápida penetração no retículo endoplasmático

5.1.5.3. Processos

5.1.5.3.1. No retículo endoplasmático rugoso (RER), a pré-pró-insulina sofre clivagem de seu peptídeo sinalizador, dando origem a pró-insulina.

5.1.6. Secreção

5.1.6.1. A insulina persiste armazenada até que algum estímulo promova sua exocitose, sendo o principal estímulo a concentração de glicose no interstício.

5.1.6.2. Processos

5.1.6.2.1. Na célula β, a glicose atravessa a membrana plasmática por difusão facilitada, através de seus transportadores GLUT1 e GLUT2. Estes vão possuir baixa afinidade pela glicose e permitem influxo de glicose.

5.1.7. Regulação da síntese e secreção de insulina pela célula beta.

5.1.7.1. A célula β é capaz de regular a síntese e secreção de acordo com a demanda metabólica, de acordo com a necessidade do metabolismo.

5.1.7.2. Alguns fatores implicam na regulação (estímulo ou inibição) da síntese de insulina, como:

5.1.7.2.1. Concentração de glicose no sangue.

5.1.7.2.2. Nutrientes.

5.1.7.2.3. Outros hormônios e o SNA.

5.1.7.2.4. Hormônios Gastrointestinais.

5.2. Glucagon

5.2.1. O glucagon é um polipeptídeo, secretado pelas células alfa (α) das ilhotas de Langerhans.

5.2.2. Quando a concentração da glicose sanguínea cai, o glucagon tem diversas funções que são opostas às da insulina. A mais importante dessas funções é aumentar a concentração de glicose no sangue, contrapondo-se aos efeitos da insulina. O glucagon é também chamado de hormônio hiperglicêmico

5.2.3. Ele é composto por 29 aminoácidos, tendo um peso molecular de 3,485.

5.2.4. Síntese pelas células alfa

5.2.4.1. O pró-glucagon recebe a ação de uma enzima proteolítica específica, a convertase pró-hormonal 2 (PC2), que permite que o glucagon seja o único hormônio biologicamente ativo (29 AA), deixando para trás sua porção biologicamente inativa (pro-glucagon).

5.3. Secreção

5.3.1. A secreção do glucagon é regulada por neuropeptídeos (são substâncias químicas produzidas e liberadas pelas células cerebrais), hormônios (pancreáticos e gastrointestinais), aminoácidos e SNA.

5.3.2. Assim como a insulina, o principal estímulo da regulação da secreção do glucagon é o nível plasmático de glicose.

6. Regulação do transporte de glicose

6.1. A glicose necessita de transportadores específicos, uma vez que é uma molécula hidrofílica, não sendo capaz de atravessar a membrana. O transporte é feito a favor de um gradiente de concentração, ou seja, não requer energia.

6.2. GLUT 1

6.2.1. Sítios de expressão

6.2.1.1. Tecidos fetais, barreira hematoencefálica, rim, células sanguíneas

6.2.2. Função

6.2.2.1. Transporte basal da glicose na maioria das células.

6.2.2.2. Captação de glicose na gordura e musculatura esquelética.

6.3. GLUT 2

6.3.1. Sítios de expressão

6.3.1.1. Células beta do pâncreas, intestino, rins, astrócitos de núcleos cerebrais.

6.3.2. Função

6.3.2.1. Confere a capacidade de "sensor de glicose" à célula, onde se expressa regulando a captação de glicose.

6.4. GLUT 3

6.4.1. Sítios de expressão

6.4.1.1. Principal transportador em neurônios. Também presente em testículos e placenta.

6.4.2. Função

6.4.2.1. Junto com o GLUT 1, regula a passagem da glicose pela barreira hematoencefálica.

6.5. GLUT 4

6.5.1. Sítios de expressão

6.5.1.1. Presentes no músculo estriado (esquelético e cardíaco) e adiposo.

6.5.2. Função

6.5.2.1. Medeia o transporte da glicose estimulada pela insulina.

6.6. GLUT 5

6.6.1. Sítios de expressão

6.6.1.1. Intestino delgado e testículos.

6.6.2. Função

6.6.2.1. Transportador de frutose.

6.7. GLUT 7

6.7.1. Sítios de expressão

6.7.1.1. Hepatócitos (somente no RE).

6.7.2. Função

6.7.2.1. Transporta a glicose derivada da glicose-6-fosfato.

7. A razão entre insulina e glucagon regula o metabolismo

7.1. A ação do glucagon é estimular a produção de glicose pelo fígado, e a da insulina é bloquear essa produção, além de aumentar a captação da glicose pelos tecidos periféricos insulino-sensíveis (tecidos sensíveis à insulina).

7.1.1. Com isso, eles promovem o ajuste, minuto a minuto, da homeostasia da glicose.

7.2. Insulina e glucagon são antagonistas fisiológicos e a regulação desses hormônios se dá de uma maneira recíproca.

8. Diabetes Mellitus

8.1. Tipo 2

8.1.1. Aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.

8.1.2. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar.

8.1.3. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

8.1.4. 1. Aumento da sede 2. Boca constantemente seca 3. Vontade frequente para urinar 4. Cansaço frequente 5. Visão turva ou embaçada 6. Feridas que cicatrizam lentamente 7. Formigamento nos pés ou mãos 8. Infecções frequentes, como candidíase ou infecção urinária

8.2. Critérios para o diagnóstico do diabetes e do pré-diabetes

8.2.1. O diagnóstico do diabetes acaba se tornando difícil quando se considera que os sintomas clássicos da doença (poliúria, polidipsia e polifagia) não estão presentes na maioria dos casos de diabetes tipo 2 (DM2).

8.2.1.1. Portanto, o diagnóstico do diabetes tipo 2 e do pré-diabetes só poderá ser confirmado através de testes laboratoriais de glicemia e de hemoglobina glicada (A1C).

8.2.2. Critérios para o diagnóstico de diabetes

8.2.2.1. A1C ≥ 6,5%

8.2.2.2. Glicemia pós-prandial de duas horas ≥ 200mg/dL no teste de tolerância à glicose.

8.2.2.3. Glicemia ao acaso (em qualquer horário) ≥ 200mg/dL em pacientes sintomáticos (poliúria, polidipsia e perda de peso).

8.2.2.4. Glicemia de jejum ≥ 126mg/dL

8.2.3. Critérios para o diagnóstico de pré-diabetes

8.2.3.1. A1C entre 5,7% e 6,4%

8.2.3.2. Glicemia pós-prandial de 2 horas entre 140 e 199 mg/dL, no teste oral de sobrecarga à glicose.

8.2.3.3. Glicemia de jejumtt entre 100-125 mg/dL

9. Controle de secreção dos hormônios

9.1. O nível de glicose controla a secreção via feedback negativo

9.2. Hipoglicemia

9.2.1. Estímulo da secreção do GLUCAGON pelas células alfa.

9.2.1.1. O glucagon atua nos hepatócitos,.

9.2.1.1.1. Acelerando a glicogenólise.

9.2.1.1.2. Promovendo a gliconeogênese.

9.2.1.2. O glucagon tem secreção estimulada, também, por atividade mais intensa do SNA simpático.

9.2.1.2.1. Esse fator promove a elevação dos aminoácidos no sangue quando a glicose está baixa.

9.3. Hiperglicemia

9.3.1. Estímulo de secreção de INSULINA pelas células beta.

9.3.1.1. Inibe a secreção de glucagon.

9.3.1.2. Estimula a glicogênese.

9.3.1.3. Acelera a lipogênese.

9.3.1.4. Intensifica a síntese de proteínas.

9.3.1.5. Torna mais lenta a gliconeogênese.

9.3.1.6. A insulina é estimulada, também, por ACh, GH, arginina, GIP e pela digestão e absorção de carboidratos e proteínas.