Inteligência Aprisionada

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Inteligência Aprisionada by Mind Map: Inteligência Aprisionada

1. DIFAJ

1.1. Diagnóstico Interdisciplinar Familiar De Aprendizagem

1.1.1. O DIFAJ é somente um modelo possível para observar a dinâmica da circulação do conhecimento dentro de um grupo familiar, articulando com a análise de sua sintomatização em um de seus integrantes.

2. Motivos que levaram a pensar na necessidade de uma modalidade diagnóstica diferente partiram de:a) carente situação econômica do paciente hospitalar; b) alto índice de deserção durante os processos diagnósticos ;c) características particulares dos pacientes que fracassam na aprendizagem ; d) necessidade interdisciplinar ; e) exigência de uma abordagem preventiva ;f) evidência do lugar da família na gênese e manutenção do sintoma no aprender ;g)incidência da instituição educativa e manutenção do fracasso escolar.

3. Para aprender põem -se em jogo quatro níveis: orgânico,corporal, intelectual e simbólico. Não se pode entender um processo somente a partir do aprendente, sem recorrer ao ensinante.

4. Com o DIFAJ desde o enquadre a família é o protagonista. A origem do problema de aprendizagem não se encontra na estrutura individual. O sintoma ancora em uma rede particular de vínculos familiares, que entrecruzam com uma estrutura individual. A criança suporta a dificuldade, porém, os outros dão sentido a ela. O DIFAJ para diagnosticar e intervir necessita da presença da família real e da simbólica.

5. Não existe uma unica causa, nem situações determinantes do problema de aprendizagem. Não encontraremos nem no orgânico, nem nos quadros psiquiatricos, nem nas etapas da evolução psicossexual, nem na estrutura da inteligência. O que tentamos encontrar é a relação particular do sujeito com o conhecimento e o significado do aprender.

6. Para que ocorra a aprendizagem, é preciso que quem aprende possa conectar-se mais com seu sujeito ensinante do que com seu sujeito aprendente, e quem ensina possa conectar-se mais com seu sujeito aprendente do que com seu sujeito ensinante.

7. O não aprender tem uma função positiva, da-lhe certo prazer, permite manejar em algumas situações, não se pode interpretar um problema de aprendizagem sem saber aonde ele esta preso. Devemos saber enxergar as dificuldades trazidas pela criança, e ajuda-la a supera-la. Um diagnóstico precoce tem eficacia para o paciente. A função da educação pode ser alienante ou libertadora, depende de como for usada.

8. O ensinante tem um corpo, que tem um organismo, que possui desejo e inteligência, assim como o aprendente. Eles se completam, se conectam.

9. O organismo necessita do corpo, assim como um gravador necessita de um instrumento de música que emita um som e este possa gravar. Não temos diálogo com o nosso organismo, mas temos diálogo com o nosso corpo. Um corpo real, que acumula experiências e adquire novas destrezas. O corpo é essencial na aprendizagem, pois esta passa por ele.

10. O organismo, transversalizado pela inteligência e o desejo, irá se mostrando em um corpo, e é deste modo que intervém na aprendizagem, já corporizado.

11. O problema da aprendizagem constitui um sintoma ou uma inibição que toma forma do indivíduo , afetando a dinâmica de articulação entre os níveis da inteligência,desejo, organismo e corpo, redundando um aprisionamento da inteligência e da corporeidade por parte da estrutura simbólica inconsciente.

12. Em cada um de nós, podemos observar uma particular modalidade de aprendizagem, uma maneira pessoal para aproximar-se do conhecimento e para conformar seu saber. Tal modalidade de aprendizagem constrói-se dede o nascimento, e por ela nos deparamos com a angústia inerente ao conhecer- desconhecer.

13. Investigar como fez para aprender o que aprendeu.

14. Assimilação:é o movimento do processo de adaptação pelo qual os elementos do ambiente alteram-se para ser incorporados á estrutura do organismo.

15. Acomodação: é o movimento do processo de adaptação, pelo qual o organismo altera-se , de acordo com as características do objeto a ser ingerido.

16. O saber psicopedagógico se obtém através de duas vertentes, através da experiência e pelo tratamento psicopedagógico didático.´O psicopedagogo precisa de escutar; olhar; deter-se nas fraturas do discurso; observar e relacionar; descobrir o esquema de significações; buscar as repetições, interpretar.

17. È necessário que o psicopedagogo faça uma entrevista com a família, sem o paciente; realize a hora do jogo para possibilitar o desenvolvimento das significações do aprender para a criança, use técnicas, como a de recontrução da historia da criança através dos pais; usar de testes ,se necessário, como por exemplo o teste Bender que está associado a medidas de inteligência (como fator g) e também mostra relação com a aprendizagem (aquisição da escrita e diferenciação de séries).  O Sistema de Pontuação Gradual (B-SPG) está baseado nos pressupostos teóricos preconizados por Bender, de que por meio da reprodução de desenhos pode-se estabelecer o nível de maturação da função gestáltica visomotora.

18. È usado também testes projetivos, onde podemos observar os processos simbólicos, aspectos cognitivos entre outros.