Get Started. It's Free
or sign up with your email address
Rocket clouds
Encéfalo by Mind Map: Encéfalo

1. O bulbo, bulbo raquídeo ou ainda medula oblonga, é a parte menor e mais caudal do tronco encefálico. Derivando do mielencéfalo embrionário, o bulbo é contínuo, em sua parte inferior, com a medula espinhal e, na superior com a ponte.

2. Cérebro

2.1. Córtex

2.1.1. O córtex cerebral, cuja espessura varia de um e meio a três e meio milímetros, cobre as circunvoluções e sulcos dos hemisférios, numa área de aproximadamente 200.000 milímetros quadrados. Avalia-se em 10 bilhões o número de corpos de neurônios nele situados, os quais se distribuem em cinco camadas sobrepostas.

2.1.2. Lóbulos

2.1.2.1. Lobo frontal

2.1.2.1.1. Ocupa a parte anterior do hemisfério, logo adiante da cesura de Rolando. Devido a sulcos secundários, que o percorrem, é ele dividido em quatro circunvoluções: a primeira, a segunda e a terceira frontais, e a frontal ascendente, ou circunvolução pré-rolândica. A parte posterior da terceira frontal chama-se pé da terceira frontal, ou ainda zona de Broca, pois foi nesta zona que o grande anatomista francês localizou o centro da linguagem falada.

2.1.2.2. Lobo occipital

2.1.2.2.1. Está na parte posterior do hemisfério cerebral, sendo dividido, por sulcos secundários em três circunvoluções: a primeira, a segunda e a terceira occipitais.

2.1.2.3. Lobo parietal

2.1.2.3.1. Fica logo atrás da cesura de Rolando e acima da de Sylvius. Compreende três circunvoluções: a parietal ascendente, ou pós-rolândica, a parietal superior e a parietal inferior.

2.1.2.4. Lobo Límbico

2.1.2.4.1. O Lobo Límbico constitui uma estrutura anatômica em forma de anel, situado na porção interna de cada hemisfério, em torno das formações inter-hemisféricas fechado anteriormente pelas fitas olfativas. É constituído por 3 circunvoluções (subcalosa, do cíngulo e 5ª circunvolução temporal) e um espessamento da 5ª circunvolução temporal, o úncus. Circunvoluções Subcalosa/ Paraterminal A circunvolução subcalosa situa-se inferiormente ao joelho e ao rostrum do corpo caloso e anteriormente à lâmina terminalis.

2.2. Centro oval

2.2.1. O centro oval é a substância branca do interior dos hemisférios cerebrais. É constituído exclusivamente por fibras mielínicas, que podemos repartir em dois grupos: fibras de associação e fibras de projeção. As fibras de associação são as que unem umas às outras as diferentes regiões do córtex.

2.2.2. Umas, as fibras de associação curtas, vão de um ponto a outro do córtex, mas no mesmo hemisfério; outras, as fibras de associação longas, ou comissurais, vão de um a outro hemisfério, passando principalmente pelo corpo caloso. As fibras de projeção põem o córtex em conexão com os centros nervosos subjacentes: protuberância, bulbo, cerebelo, medula espinhal.

2.2.3. Umas trazem ao cérebro impulsos provindos das regiões inferiores: são as fibras ascendentes, ou aferentes; outras levam do cérebro para baixo os impulsos motores: são as fibras descendentes, ou eferentes.

2.3. Hipotalámo

2.3.1. Fórnix

2.3.1.1. Percorre o hipotálamo de cima para baixo o que permite dividi-lo em uma área medial e outra lateral.

2.3.1.2. Área medial

2.3.1.2.1. Situada entre o fórnix e as paredes do III ventrículo, rica em substância cinzenta e nela se localizam os principais núcleos do hipotálamo.  Área lateral: situada lateralmente ao fórnix, há um predomínio de fibras de direção longitudinal. É percorrida pelo feixe prosencefálico medial, que estabelece conexão nos dois sentidos entre a área septal e a formação reticular. Muitas dessas fibras terminam no hipotálamo.

2.3.1.3. Área lateral

2.3.1.3.1. Situada lateralmente ao fórnix, há um predomínio de fibras de direção longitudinal. É percorrida pelo feixe prosencefálico medial, que estabelece conexão nos dois sentidos entre a área septal e a formação reticular. Muitas dessas fibras terminam no hipotálamo.

2.3.2. Planos Frontais

2.3.2.1. Hipotálamo supraóptico

2.3.2.1.1. Quiasma óptico e toda a área situada acima dele até o sulco hipotalâmico. Núcleos presentes: supra quiasmático, supraóptico e paraventricular.

2.3.2.2. Hipotálamo Tuberal

2.3.2.2.1. Túber cinero toda a área situada acima dele até o sulco hipotalâmico. Núcleos: dorsomedial, ventromedial e arqueado.

2.3.2.3. Hipotálamo Mamilar

2.3.2.3.1. Corpos mamilares com seus núcleos toda a área situada acima deles até o sulco hipotalâmico. Núcleos: mamilares, túberomamilares e posterior.

3. Cerebelo

3.1. Tálamo

3.1.1. Grupo Anterior

3.1.1.1. Compreende núcleos situados no tubérculo anterior do tálamo, limitados posteriormente pela bifurcação em Y da lâmina medular interna, esses núcleos recebem fibras dos núcleos mamilares pelo fascículo mamilo-talâmico, relacionado ao sistema límbico e, consequentemente as emoções, constituindo parte do circuito de Papez.

3.1.2. Grupo Posterior

3.1.2.1. Pulvinar

3.1.2.1.1. Tem conexões recíprocas com a chamada área de associação têmporo-parietal, não tendo funções ainda esclarecidas, embora lesões neste parecem ocasionar problemas de linguagem.

3.1.2.2. Corpo Geniculado Medial

3.1.2.2.1. Recebe fibras provenientes do colículo inferior ou diretamente do lemnisco lateral e projeta fibras para a área auditiva do córtex.

3.1.2.3. Corpo Geniculado Lateral

3.1.2.3.1. Recebe fibras provenientes da retina pelo tracto óptico e projeta fibras pelo tracto geniculo-calcarino para o sulco calcarino, área visual do córtex.

3.1.3. Grupo Lateral

3.1.3.1. Núcleo Ventral Anterior

3.1.3.1.1. Recebe a maioria das fibras do globo pálido, projetando-se para as áreas motoras do córtex e tem função ligada a motricidade somática.

3.1.3.2. Núcleo Ventral Lateral

3.1.3.2.1. Recebe as fibras do cerebelo e projeta-se para as áreas motoras do córtex, além disso, recebe o restante das fibras do globo pálido.

3.1.3.3. Núcleo Ventral Póstero-Lateral

3.1.3.3.1. É um núcleo relé das vias sensitivas, recebendo fibras do lemnisco medial (tato epicrítico e propriocepção consciente) e do lemnisco espinhal (impulsos de temperatura, dor, pressão e tato protopático). Ambos projetam fibras para o córtex do giro pós -central, onde se localiza a área somestésica.

3.1.3.4. Núcleo Ventral Póstero-Medial

3.1.3.4.1. É um núcleo relé das vias sensitivas, recebe fibras do lemnisco trigeminal, trazendo sensibilidade somática geral de parte da cabeça e fibras gustativas provenientes do núcleo do tracto solitário, projetando fibras para as áreas somestésicas e gustativas no giro pós-central.

3.2. Divisão Anatômica

3.2.1. Vermis

3.2.1.1. O vermis cerebelar (do termo em latim para "verme") ou verme cerebelar está localizado na zona medial córtico-medular do cerebelo, na região da fossa posterior do crânio. A fissura primária do vermis se curva ventrolateralmente para a superfície superior do cerebelo, dividindo-o em dois lobos: anterior e posterior. Funcionalmente, o vermis está associado à postura corporal e à locomoção. O vermis faz parte do espinocerebelo (paleocerebelo) e recebe inervação somática sensorial da cabeça e das regiões proximais do corpo por vias espinais ascendentes.

3.2.2. Hemisfério cerebelar direito

3.2.3. Hemisfério cerebelar esquerdo

3.3. Divisão ontogenética

3.3.1. Lobo anterior

3.3.1.1. No lobo frontal, localizado na parte da frente do cérebro (testa), acontece o planejamento de ações e movimento, bem como o pensamento abstrato. Nele estão incluídos o córtex motor e o córtex pré-frontal. O córtex motor controla e coordena a motricidade voluntária, sendo que o córtex motor do hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo do indivíduo, enquanto que o do hemisfério esquerdo controla o lado direito. Um trauma nesta área pode causar fraqueza muscular ou paralisia. A aprendizagem motora e os movimentos de precisão são executados pelo córtex pré-motor, que fica mais ativa do que o restante do cérebro quando se imagina um movimento sem executá-lo. Lesões nesta área não chegam a comprometer a ponto do indivíduo sofrer uma paralisia ou problemas para planejar ou agir, no entanto a velocidade de movimentos automáticos, como a fala e os gestos, é perturbada.

3.3.2. Lobo posterior

3.3.2.1. O lobo posterior do cerebelo é a porção do cerebelo caudal à fissura primária. Pode ser referido como "neocerebelo", já que filogeneticamente é a porção mais recente do cerebelo. Tem papel importante na coordenação fina dos movimentos, especialmente na inibição de movimentos involuntários, via neurotransmissores inibitórios, principalmente GABA. O lobo posterior recebe projeções principalmente do tronco encefálico e do córtex cerebral.

3.3.3. Lobo flóculo-nodular

3.3.3.1. Trata-se da parte mais antiga do cerebelo, a qual compreende apenas os flóculos e o nódulo de vérmis. Mantém estreitas relações com o sistema vestibular.

3.4. Divisão filogenética

3.4.1. Arquicerebelo ou cerebelo vestibular

3.4.1.1. A 1ª fase de evolução aparece juntamente com os seres bem primitivos, os ciclóstomos. Estes animais têm a necessidade de se manter em equilíbrio no meio líquido, por serem desprovidos de membros e fazerem movimentos ondulatórios bem simples. O equilíbrio é conseguido, pois o cerebelo consegue coordenar a atividade muscular dos ciclóstomos, através de impulsos recebidos dos canais semicirculares que se encontram na parte vestibular da orelha interna, e dão informações sobre a posição do animal.

3.4.2. Paleocerebelo ou cerebelo espinhal.

3.4.2.1. O cerebelo da 2ª fase é assim chamado porque mantém conexões com a medula espinhal. Os animais surgidos nessa fase são os peixes, que por apresentarem membros (nadadeiras) fazem movimentos mais elaborados do que os ciclóstomos. O cerebelo já é capaz de controlar o tônus muscular e manter uma postura adequada.

3.4.3. Neocerebelo ou cerebelo cortical

3.4.3.1. É a 3ª e última fase. Corresponde ao surgimento dos mamíferos. Esta parte do cerebelo mantém conexões com o córtex cerebral, com o objetivo de manter o controle dos movimentos finos. Nesta fase se desenvolveu a capacidade de usar os membros para movimentos delicados e assimétricos. Todos os movimentos voluntários e involuntários tornam-se suaves e exatos, graças a ação do neocerebelo , e também porque as atividades motoras na periferia da medula são imediata e continuamente transmitidas ao cerebelo, por intermédio das vias espinocerebelares, dotada de extraordinária velocidade de condução. Estas informações permitem que o cerebelo providencie a regulagem e compensação imediata de quaisquer erros ou imperfeições na execução dos movimentos voluntários. A rapidez as quais as informações são processadas pelo cerebelo nos permite repetir, sem grande esforço, as sequencias e combinações de movimentos difíceis previamente aprendidas, sempre que houver necessidade.

4. Ponte

5. Bulbo

5.1. Fissura mediana anterior

5.2. Olivas

5.2.1. A fissura ventromedial é parcialmente obliterada pelas fibras decussantes, mas reaparece rostral a decussação, terminando cranialmente em uma depressão denominada forame cego. Em situação lateral às pirâmides, e estendendo-se até dois centímetros abaixo da ponte, existem duas proeminências ovóides, as olivas, que refletem a presença, em posição subjacente, dos núcleos olivares inferiores.

5.3. Pirâmides

5.3.1. Eminências alongadas, formadas por um feixe compacto de fibras nervosas descendentes que ligam as áreas motoras do cérebro aos neurônios motores da medula , que será estudado com o nome de trato córtico-espinhal ou trato piramidal.

5.4. Sulco bulbo-pontino

5.4.1. corresponde à margem inferior da ponte. A superfície do bulbo é percorrida por dois sulcos paralelos que se continuam na medula. Estes sulcos delimitam o que é anterior e posterior no bulbo. Vista pela superfície, aparecem como uma continuação dos funículos da medula espinhal. A fissura mediana anterior termina cranialmente em uma depressão denominada forme cego.

6. Mesencéfalo

7. Sistema Nervoso Central

7.1. Medula Espinhal

7.1.1. Medula significa miolo e indica o que está dentro. Assim temos a medula espinhal dentro dos ossos, mais precisamente dentro do canal vertebral. A medula espinhal é uma massa cilindroide de tecido nervoso situada dentro do canal vertebral sem entretanto ocupa-lo completamente. No homem adulto ela mede aproximadamente 45 cm sendo um pouco menor na mulher. Cranialmente a medula limita-se com o bulbo, aproximadamente ao nível do forame magno do osso occipital. O limite caudal da medula tem importância clinica e no adulto situa-se geralmente em L2. A medula termina afinando-se para formar um cone, o cone medular, que continua com um delgado filamento meníngeo, o filamento terminal.