Crescente Fértil ou Egito (Cap. 2)

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Crescente Fértil ou Egito (Cap. 2) por Mind Map: Crescente Fértil ou Egito (Cap. 2)

1. Mesopotâmia (terra entre rios)

1.1. Geograficamente: Alta Mesopotâmia (parte norte montanhosa e menos fértil), Media Mesopotâmia (centro) e Baixa Mesopotâmia (sul do vale entre os rios Tigre e Eufrates)

1.2. Desenvolveram-se as civilizações:

1.2.1. Sumérios

1.2.1.1. As cidades-estados sumérias eram governadas pelo PATESI, rei-sacerdote que acumulava funções religiosas e militares, possuindo poder absoluto

1.2.1.2. Aperfeiçoaram as técnicas de irrigação, arquitetura, escrita cuneiforme, artes e comércio

1.2.2. Acádios

1.2.2.1. Vieram do planalto do Irã, fixaram-se na Caldéia (Média e Baixa Mes.) e fundaram cidades-estados como Ur, Uruk, Nipur, Lagash

1.2.2.2. Os acadianos fizeram a unificação política do centro (Média Mes.) e do sul (Baixa Mes.), assimilando a cultura sumeriana e conservando a estrutura de cidades-estados governadas pelos patesi

1.2.2.3. O império desapareceu por volta de 2100 a.C. (guerras)

1.2.3. Assírios

1.2.3.1. Povo que habitava as margens do rio Tigre e praticavam agricultura e caça

1.2.3.2. Fixaram-se no norte da Mesopotâmia (planalto de Assur) e fundaram o império Assírio

1.2.3.3. Destacaram-se pela crueldade com que tratava os vencidos nas guerras (Mutilações, torturas e deportação em massa)

1.2.3.3.1. Desse modo, conseguiram formar um grande império que dominou outros reinos (Armênia, Síria, Fenícia, Palestina e Egito)

1.2.3.4. Os caldeus, povo de origem semita, derrotaram os assírios e fundaram o Segundo Império Neobabilônico ou Babilônico

1.2.3.4.1. No reinado de Nabucodonosor esse império viveu seu apogeu do desenvolvimento arquitetônico

1.2.3.4.2. Por meio de campanhas militares conquistaram boa parte das regiões da Palestina, Síria e Fenícia

1.2.3.4.3. Criadores do zodíaco e do horóscopo

1.2.3.4.4. Os habitantes do reino de Judá foram então conduzidos como escravos para a Mesopotâmia "Cativeiro da Babilônia"

1.2.3.4.5. Império derrotado pelos Persas

1.2.4. Babilônios

1.2.4.1. Houve a invasão dos amoritas, povo originário do deserto da Arábia e fundadores da cidade da Babilônia, deram inicio ao PRIMEIRO IMPÉRIO DA BABILÔNIA

1.2.4.2. Hamurábi foi um imperador amorita

1.2.4.2.1. Autor do primeiro código de leis escrito: "Código de Hamurábi" baseado na Lei de Talião (olho por olho, dente por dente)

1.2.4.2.2. Sua morte levou o império à decadência

1.3. Essa região representa uma passagem natural entre o Mediterrâneo e a Ásia, isso contribuiu para que as invasões fossem duradouras e responsáveis por um grande desgaste da população local

1.4. A religião era antropomórfica e politeísta. Acreditava na vida após a morte e na influência dos deuses no destino dos homens

1.5. A sociedade era dividida em castas

1.5.1. Os imperadores não possuíam condição divina, mas exerciam o poder de chefes de Estado com vigor e autoridade

1.5.2. Casta privilegiada: sacerdotes, aristocratas, comerciantes e militares

1.5.3. A imensa maioria da população era constituída por camponeses, artesãos e escravos (sustentavam as camadas superiores)

1.6. A economia dependia dos recursos fluviais. A agricultura estava apoiada na construção de canais e aquedutos que facilitavam a irrigação das terras e a distribuição das águas

1.6.1. Produziam cereais como o trigo e a cevada

1.6.2. Atividade agropastoril

1.6.3. Grande pólo comercial do Oriente, por se tratar de uma zona de passagem. Houve uma grande industria artesanal que atraiu a atenção de diversos povos

1.7. Desenvolveram astronomia e incentivaram o estudo da matemática, principalmente álgebra e geometria

2. Foi no Oriente (final do período Neolítico) que ocorreu a mudança das comunidades, antes baseadas na propriedade coletiva da terra e dos rebanhos para as primeiras manifestações das sociedades baseadas na propriedade particular e organizadas em Estados. As vilas e aldeias foram agrupadas em cidades e depois deram origem ao Estado.

3. Atuais Estados do Egito, Israel, Líbano, Jordânia, Síria, Turquia e Iraque

3.1. Egito: "Dádiva do Nilo"

3.1.1. A civilização egípcia se desenvolveu no nordeste da África, conhecida por uma cultura rica e profunda. Desenvolveu obras hidráulicas, drenou os pântanos e distribuiu água através de diques e canais.

3.1.2. Economia baseada no trabalho servil e na agricultura irrigada

3.1.3. Inicialmente o Egito estava dividido em pequenas aldeias conhecidas como NOMOS, lideradas pelos NOMARCAS. O quadro natural do território favoreceu o surgimento das primeiras cidades. A união das populações originou a formação de dois reinos: o ALTO EGITO ou Terra do Sul e o BAIXO EGITO ou Terra do Norte

3.1.3.1. Nesse período surgiu o uso da escrita

3.1.3.1.1. Hieroglífica

3.1.3.1.2. Hierática ou sacerdotal

3.1.3.1.3. Demótica

3.1.4. Por volta de 3200 a.C. ocorreu a unificação do Egito, que passou a estar submetido ao Faraó.

3.1.4.1. Esse detinha em suas mãos a administração e os tribunais de justiça. Era também o sacerdote chefe dos templos, liderava o exército, intervinha no comércio, nas minas e nos celeiros

3.1.4.2. A história do Egito unificado é normalmente dividida em três períodos:

3.1.4.2.1. Antigo Império

3.1.4.2.2. Médio Império

3.1.4.2.3. Novo Império

3.1.5. Cultivo de trigo, cevada, linho, papiro e algodão

3.1.6. Predominância de trabalho servil. O Estado, na figura do Faraó, era o detentor das terras. A economia se completava com a pecuária, pesca, artesanato, joalheria, tecelagem, vidraçaria e marcenaria

3.1.6.1. Para haver exploração a população camponesa pagava impostos ao monarca e aos templos, quer com trabalho quer com produtos

3.1.7. Sociedade estruturada a partir de bases econômicas e religiosas, num sistema de castas sociais hierarquizadas

3.1.7.1. Castas superiores

3.1.7.1.1. Família do faraó, sacerdotes e aristocracia

3.1.7.2. Castas médias

3.1.7.2.1. Funcionários públicos, escribas, comerciantes, artesãos e soldados

3.1.7.3. Castas inferiores

3.1.7.3.1. Massa camponesa

3.1.8. Religião politeísta e antropozoomórfica

3.1.8.1. Houve a tentativa de implantação do monoteísmo por Amenófis IV, com o culto a deus Aton (AKENATON) mas durou pouco, os velhos deuses logo retornaram.