The effect of exercise training on cardiac remodelling in children and young adults with correct...

Mapa conceitual 1 - Lígia Gonçalves

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The effect of exercise training on cardiac remodelling in children and young adults with corrected tetralogy of Fallot or Fontan circulation: A randomized controlled trial par Mind Map: The effect of exercise training on cardiac remodelling in children and  young adults with corrected tetralogy of Fallot or Fontan circulation:  A randomized controlled trial

1. O efeito do treinamento físico na remodelação cardíaca em crianças e adultos jovens com tetralogia corrigida da circulação de Fallot ou Fontan: um estudo controlado randomizado

1.1. DUPPEN, N.; KAPUSTA, L.; RIJKE, Y.b. de; SNOEREN, M.; KUIPERS, I.m.; KOOPMAN, L.p.; BLANK, A.c.; BLOM, N.a.; DULFER, K.; UTENS, E.m.w.j.. The effect of exercise training on cardiac remodelling in children and young adults with corrected tetralogy of Fallot or Fontan circulation: a randomized controlled trial. : A randomized controlled trial. International Journal Of Cardiology, [s.l.], v. 179, p. 97-104, jan. 2015. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.ijcard.2014.10.031.

2. OBJETIVOS

2.1. Avaliar os efeitos de um programa de treinamento aeróbico dinâmico padronizado de 12 semanas no remodelamento cardíaco em crianças e adultos jovens com tetralogia corrigida de Fallot e com circulação de Fontan

3. MÉTODOS

3.1. Realizou-se um ensaio clínico prospectivo, randomizado e multicêntrico em 5 centros de referência terciária para cardiopatias congênitas na Holanda. Os pacientes foram identificados através dos bancos de dados locais dos hospitais participantes.

3.1.1. Foram excluídos pacientes com obstrução da via de saída do ventrículo superior a 60 mmHg e com alterações neurológicas que impedissem de seguir um programa de treinamento.

3.1.2. A randomização dos participantes foi realizada na proporção de 2: 1 para o exercício ou grupo controle por um pesquisador cego independente.

3.1.2.1. A pesquisa foi feita com 90 pacientes

3.1.2.1.1. 47 pacientes com Tetralogia de Fallot e 43 com circulção de Fontan. As características de idade, gênero e aspectos da cardiopatia foram consideradas homogêneas.

3.1.2.1.2. 53 pacientes no grupo exercício e 37 no grupo controle

3.2. Os participantes receberam um monitor de freqüência cardíaca para ajudá-los a realizar seus exercícios dentro da faixa pré-determinada de frequência cardíaca submáxima. O monitor de freqüência cardíaca produziria um sinal sonoro se a freqüência cardíaca estivesse fora da faixa definida durante o treinamento. Esse intervalo foi estabelecido em 60 a 70% da reserva de freqüência cardíaca, que foi determinada pelo teste de exercício cardiopulmonar antes do programa de treinamento.

3.3. O grupo de exercícios foi inscrito em um programa de treinamento aeróbico dinâmico padronizado de 12 semanas, com três sessões de 1 hora por semana. A hora do treinamento foi dividida em 40 minutos de treinamento aeróbico dinâmico e 10 minutos de aquecimento e resfriamento. O treinamento aeróbico dinâmico consistiu em exercícios cardiopulmonares.

3.3.1. O grupo controle foi instruído a continuar sua vida diária normal.

3.3.2. Uma taxa de participação de 89% foi alcançada pelo grupo de exercícios. Em média, foram realizadas 2,3 sessões de treinamento por semana.

3.3.3. As sessões de treinamento foram realizadas em um centro de fitness local e foram supervisionadas diretamente por um fisioterapeuta local. Um único pesquisador visitou todos os fisioterapeutas participantes antes do início do programa para garantir que as informações e instruções fossem bem compreendidas e ocorresse a implementação padronizada do programa.

3.4. Duas semanas antes e duas semanas após o período de treinamento físico padronizado, foi avaliada a aptidão cardiorrespiratória. Testes de exercício cardiopulmonar foram realizados para avaliar o pico de carga e o pico de captação de oxigênio (pico de VO2). Também foram realizadas ressonância magnética cardíaca, a ecocardiografia e o status neuro-hormonal.

3.4.1. Foram medidas as seguintes dimensões cardíacas em pacientes com Tetralogia de Fallot: espessura do septo interventricular na diástole e na sístole, diâmetro interno do ventrículo direito na diástole e na sístole e função cardíaca.

3.4.2. Em todos os pacientes foram medidas: velocidade máxima na aorta, artéria pulmonar, veia pulmonar superior direita e nas válvulas mitral e tricúspide.

3.4.3. Firam medidas em pacientes com circulação de Fontan: a velocidade na aorta ascendente, tempo de desaceleração do pico de velocidade através da válvula mitral ou tricúspide e a excursão sistólica do plano anular.

3.4.4. Os seguintes marcadores foram avaliados: Peptídeo natriurético pró-cerebral N-terminal, catecolaminas, concentração plasmática de aldosterona e renina plasmática.

3.5. As comparações entre os sujeitos foram realizadas por testes t de Student emparelhados ou teste de classificação Wilcoxon. Os autores consideraram estatisticamente significante um valor de p menor que 0,05 (teste bilateral).

3.6. Critérios de inclusão: Adolescentes entre 10 e 25 anos com tetralogia de Fallot corrigida ou com circulação de Fontan.

3.6.1. A circulação de Fontan teve que ser corrigida antes dos 6 anos de idade.

3.6.2. A correção cirúrgica da tetralogia de Fallot teve que ser realizada antes dos 3,5 anos de idade através de uma abordagem transatrial-transpulmonar.

4. RESULTADOS

4.1. No início do programa, o pico de carga e o pico de VO2 não foram significativamente diferentes entre os grupos exercício e controle.

4.2. A carga de pico aumentou significativamente no grupo de exercícios em comparação com a do grupo controle.

4.3. Não houve diferença significativa entre o aumento do pico de VO2 no grupo do exercício e o do grupo controle

4.4. As análises de subgrupos mostraram que em pacientes com Tetralogia de Fallot, o grupo de exercícios aumentou significativamente sua carga de pico e seu pico de VO2 em comparação com o grupo controle. Nos pacientes com circulação de Fontan nenhuma diferença foi observada.

4.5. As mudanças na ressonância magnética não foram estatisticamente significantes entre os grupos.

4.6. No ecocardiograma, os pacientes com Tetralogia de Fallot apresentaram mudança estatisticamente significante no grupo controle em comparação com o grupo exercício na razão pico de velocidade da válvula mitral e pico de velocidade da válvula tricúspide. A primeira aumentando no grupo controle e a segunda diminuindo.

4.7. Não houve nenhuma diferença ecocardiográfica entre o grupo exercício e o grupo controle significativas nos pacientes de Circulação de Fontan.

4.8. Na avaliação neuro-hormonal todos os valores da linha de base estavam dentro do intervalo normal. Não houve mudanças significativas na avaliação de acompanhamento no grupo de exercícios ou no grupo de controle.

5. CONCLUSÃO

5.1. Não ocorre remodelamento adverso clinicamente relevante após o treinamento com exercícios dinâmicos aeróbicos em pacientes após correção cirúrgica da tetralogia de Fallot ou com circulação de Fontan.

6. DISCUSSÃO

6.1. O exercício repetido reduz o risco a longo prazo de doença cardíaca adquirida, melhora a aptidão e aumenta a qualidade de vida. Efeitos benéficos do treinamento físico foram demonstrados em relação à hipertrofia cardíaca, ao mecanismo de contração e relaxamento e à capacidade de renovação e regeneração. Além disso, o treinamento físico tem sido associado a mudanças favoráveis ​​no equilíbrio inflamatório.

6.2. Em 72% dos estudos, foi avaliada uma mudança positiva significativa nas medidas de resultado, principalmente o pico de VO2. Porém quase nenhum desses estudos avaliou os efeitos cardíacos.

6.3. Os parâmetros diastólicos não se alteraram de maneira clinicamente relevante no estudo. Embora apareçam algumas pequenas alterações isoladas nos parâmetros de entrada, não houve um padrão consistente de alterações nos parâmetros de entrada, bem como alterações a montante nos perfis de fluxo venoso, indicando uma falta de verdadeiras alterações da função diastólica. A falta de alterações adversas na função diastólica é importante, pois a disfunção diastólica pode preceder a disfunção sistólica. Nesse estudo, esse marcador precoce de disfunção cardíaca não foi afetado pelo treinamento físico.

6.4. Cordina et al. já demonstraram melhorias significativas na função cardíaca após o programa de treinamento.

6.5. Os pacientes incluídos no estudo estavam em estado clínico relativamente bom, sem sinais de insuficiência cardíaca.Podendo explicar o limitado efeito favorável observado, embora o nível de alteração do pico de VO2 e o pico de carga de trabalho estejam de acordo com os observados em doenças cardíacas adquiridas e em outros estudos em doenças cardíacas congênitas.

6.6. O treinamento com intervalo aeróbico parece mais eficaz que o treinamento contínuo para pacientes estáveis ​​com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida.