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Conteudo da p2 Metodologia de pesquisa

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1. Estudo de caso

1.1. Os estudos de caso representam a estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “por que”

1.2. O pesquisador não deve interagir com as variáveis pois pode altera-las

1.3. Utilização

1.3.1. Explorar situações da vida real cujos limites não estão claramente definidos;

1.3.2. Preservar o caráter unitário do objeto estudado;

1.3.3. Descrever a situação do contexto em que está sendo feita determinada investigação;

1.3.4. Formular hipóteses ou desenvolver teorias;

1.3.5. Explicar as variáveis causais de determinado fenômeno em situações muito complexas que não possibilitam a utilização de levantamentos e experimentos.

1.4. Fases

1.4.1. Definir uma estrutura conceitual teórica

1.4.1.1. Mapeamento da literatura;

1.4.1.2. Identificação de lacunas que justificam a pesquisa;

1.4.1.3. Extração de constructos (conceitos extraídos da literatura que serão

1.4.1.4. Verificados empiricamente);

1.4.1.5. Estabelecimento de proposições (a partir dos constructos).

1.4.2. Planejar o(s) caso(s)

1.4.2.1. Seleção de caso

1.4.2.1.1. Tipos

1.4.2.1.2. projeto de caso único (holístico);

1.4.2.1.3. projeto de caso único (incorporado);

1.4.2.1.4. projeto de casos múltiplos (holístico);

1.4.2.1.5. projeto de casos múltiplos (incorporado).

1.4.2.1.6. Estudos de caso retrospectivos: investiga o passado, coletando dados

1.4.2.1.7. históricos;

1.4.2.1.8. Estudos de caso longitudinais: investiga o presente, o que supera as

1.4.2.1.9. dificuldades do estudo de caso retrospectivo

1.4.3. Conduzir teste piloto

1.4.3.1. Embora não seja comum no estudo de caso, recomenda-se a condução de um teste-piloto pela pessoa que realizará a pesquisa, antes de partir para a coleta dos dados.

1.4.3.2. O objetivo desse teste é verificar os procedimentos de aplicação com base no protocolo. A partir de então, faz-se as correções e ajustes necessários

1.4.4. Coletar os dados

1.4.4.1. Entrevistas (estruturadas, semi-estruturadas e não estruturadas);

1.4.4.2. Análise de documentos;

1.4.4.3. Observações;

1.4.4.4. Levantamento tipo survey (menos usual).

1.4.5. Analisar os dados

1.4.5.1. Fazer uma narrativa;

1.4.5.2. Reduzir os dados, deixando só o que é essencial para os objetivos e constructos da pesquisa;

1.4.5.3. Codificar os dados;

1.4.5.4. Fazer painel demonstrativo (um tipo de tabulação);

1.4.5.5. Estabelecer a relação com a teoria, ou seja, ajustar os dados à teoria (nunca o contrário).

1.4.6. Gerar Relatório

1.4.6.1. Todo o conjunto de atividades das etapas anteriores deve ser sintetizado em um relatório de pesquisa.

1.5. Principais benefícios

1.5.1. Possibilidade de se desenvolver novas teorias

1.5.2. Possibilidade de melhorar a compreensão de eventos reais e contemporâneos

1.6. Criticas

1.6.1. Falta de rigor nas investigações;

1.6.2. Pouca base para generalização;

1.6.3. Consumo de tempo;

1.6.4. Conclusões infundadas e subjetivas.

2. Pesquisa-ação

2.1. Fundamentos

2.1.1. “Os participantes que estão passando por um problema são os mais capacitados para aborda-lo em um ambiente natural;

2.1.2. A conduta dessas pessoas está muito influenciada pelo entorno natural onde elas se encontram.

2.1.3. A metodologia qualitativa é a melhor para o estudo dos ambientes naturais”

2.2. Características

2.2.1. A pesquisa-ação envolve a transformação e a melhoria de uma realidade (por exemplo, realidade social, educacional e administrativa).

2.2.2. Parte de problemas práticos e relacionados com determinado ambiente ou entorno.

2.2.3. Implica total colaboração dos participantes para detectar necessidades e implementar os resultados da pesquisa. Acredita-se que esses participantes são os que melhor conhecem a problemática a ser resolvida, a estrutura que precisa ser modificada, o processo a ser melhorado e as práticas a serem transformadas.

2.3. Observação

2.3.1. Existe uma ampla e explícita interação entre pesquisador e pessoas implicadas na situação estudada;

2.3.2. Dessa interação surge a ordem de prioridade dos problemas que devem ser pesquisados e das soluções que devem ser encaminhadas sob a forma de ação concreta;

2.3.3. O objetivo é resolver ou pelo menos, esclarecer os problemas da situação estudada;

2.3.4. Existe, durante todo o processo, o acompanhamento das decisões, das ações e de todas as atividades dos atores da situação;

2.3.5. A pesquisa não se limita a uma forma de ação: pretende aumentar o conhecimento do pesquisador e também, o conhecimento ou “nível de consciência” das pessoas e dos grupos considerados.

2.4. Objetivos

2.4.1. Objetivo técnico

2.4.1.1. contribuir para o melhor equacionamento possível do problema considerado como central da pesquisa, com levantamento de soluções e proposta de ações correspondentes às soluções para auxiliar o agente na sua atividade transformadora da situação;

2.4.2. Objetivo científico

2.4.2.1. Obter informações que seriam de difícil acesso por meio de outros procedimentos, de forma a aumentar a base de conhecimento de determinadas situações.

2.5. Fases

2.5.1. Planejar a pesquisa-ação

2.5.1.1. Definição do contexto e propósito da pesquisa

2.5.1.1.1. A racionalidade para a ação: membros-chave da organização desenvolvem um entendimento do contexto do projeto da ação: por que o projeto é necessário ou desejável? Quais são os fatores econômicos, políticos, sociais e técnicos que determinam a necessidade para a ação?

2.5.1.1.2. A racionalidade para a pesquisa: envolve o questionamento do porquê essa ação é digna de ser estudada

2.5.1.1.3. Definição do tema;

2.5.1.1.4. Definição do problema organizacional;

2.5.1.1.5. Definição dos pesquisadores e da unidade de análise que irão participar da pesquisa.

2.5.1.2. Definição da estrutura conceitual

2.5.1.2.1. Refere-se à visão crítica das pesquisas existentes. O pesquisador faz um mapeamento da literatura, identificando pontos fortes, contribuições, deficiências, lacunas etc.

2.5.1.3. Seleção da unidade de análise e técnicas de coleta de dados.

2.5.1.3.1. Essa etapa inclui a definição de critérios com base na questão da pesquisa e nos problemas a serem resolvidos, para nortear e justificar a escolha da unidade de análise.

2.5.2. Coletar dados

2.5.2.1. Primários: dados obtidos, por exemplo, por meio de estatísticas, informes financeiros e relatórios de marketing.

2.5.2.2. Secundários: dados obtidos por meio de observações, entrevistas e discussões.

2.5.3. Analisar dados

2.5.3.1. Mapas conceituais;

2.5.3.2. Diagramas de causa-efeito;

2.5.3.3. Análise dos problemas: problemas, antecedentes e consequências;

2.5.3.4. Matrizes (por exemplo, de categorias, de causas ou de efeitos);

2.5.3.5. Hierarquização de temas e identificação de prioridades;

2.5.3.6. Organogramas da estrutura formal (cadeia de hierarquias) e da informal;

2.5.3.7. Análise de redes entre grupos e indivíduos;

2.5.3.8. Redes conceituais.

2.5.4. Planejar ações

2.5.4.1. O que precisa mudar?

2.5.4.2. Em que partes da organização?

2.5.4.3. Que tipos de mudanças são necessárias?

2.5.4.4. Que tipo de apoio é necessário?

2.5.4.5. Como é o compromisso a ser formado?

2.5.4.6. Qual a resistência a ser gerenciada?

2.5.5. Implementar ações

2.5.6. Avaliar resultados e gerar relatório

2.5.7. Monitorar cada fase da pesquisa

3. Pesquisas mais utilizadas em gestão de operações

3.1. Coleta de dados

3.1.1. Analise de documentos

3.1.1.1. Vantagens

3.1.1.1.1. Exatidão

3.1.1.1.2. Estabilidade

3.1.1.1.3. Baixo custo

3.1.1.2. Desvantagens

3.1.1.2.1. Visão tendenciosa

3.1.1.2.2. Dificuldade de acesso aos docs

3.1.1.2.3. Coleta tendenciosa

3.2. Artefatos físicos

3.2.1. Evidência de estudo feito em campo ( porém, geralmente são menos importantes)

3.3. Questionário

3.3.1. Elaboração

3.3.1.1. Questões de forma clara e precisa, levando em conta a formação dos respondentes

3.3.1.2. Não fazê-lo extenso demais

3.3.1.3. Iniciar-se com perguntas amplas, indo aos poucos às complexas

3.3.1.4. Questões fechadas, e alternativas (sim/não/etc.)

3.3.1.5. Tipos de questões

3.3.1.5.1. Questões abertas

3.3.1.5.2. Questões fechadas

3.3.2. Deve estar sempre acompanhado de uma carta de apresentação da pesquisa, falando sua importância e garantir a confidencialidade. Assim como instruções de preenchimento.

3.3.3. Pré-teste

3.3.3.1. Importante realizar testes-piloto aplicar o questionário apenas quando estes indicarem que não há mais necessidade de modificação

3.4. Observação

3.4.1. Permite a evidência de fatos que não constam nas entrevistas e questionários

3.4.2. A presença dos pesquisadores pode alterar o comportamento das pessoas que estão sendo observadas, prejudicando a coleta de dados verídicos.

3.4.3. Formas de Registro

3.4.3.1. Gravação de imagens, sons ou anotações

3.4.4. Tipos de observação

3.4.4.1. Observação sistemática

3.4.4.1.1. Necessidade de uma descrição precisa do fenômeno

3.4.4.2. Observação participante

3.4.4.2.1. Pesquisador se torna um membro da comunidade que será observada

3.4.4.3. Observação simples

3.4.4.3.1. Pesquisador mantém-se como espectador, sem se envolver. - indicado para pesquisas Exploratórias

3.5. Entrevista

3.5.1. Tipos de estruturação

3.5.1.1. Informal

3.5.1.1.1. Conversa simples

3.5.1.2. Focalizada

3.5.1.2.1. nformal, porém focada em um tema

3.5.1.3. Por pautas

3.5.1.3.1. Guia-se por pontos (pautas) ordenadas

3.5.1.4. Estruturada

3.5.1.4.1. Perguntas fixas e ordenada

3.5.2. Roteiro

3.5.2.1. Deve ser preparado previamente.

3.5.3. Contato inicial

3.5.3.1. Deve deixar claro o objetivo e garantir o caráter de confidencialidade dos dados.

3.5.4. Coleta

3.5.4.1. Deve ter a capacidade de interpretar as respostas.

3.5.5. Registro de dados

3.5.5.1. Deve ser sempre feito no momento do evento, recomendando o uso de gravador.

3.5.6. Vantagens

3.5.6.1. Obtém vários dados

3.5.6.2. Dados podem ser classificados e quantificados

3.5.6.3. Possibilita maior número de respostas

3.5.7. Desvantagens

3.5.7.1. Respostas falsas

3.5.7.2. Influência do entrevistador sobre o entrevistado

3.5.7.3. Alto custo de treinamento e realização

4. Survey

4.1. Fundamentos

4.1.1. Pode levar ao aumento de conhecimento científico

4.1.2. É apropriado quando se deseja responder questões do tipo "o quê", "por que?", "como?" e "quanto?";

4.1.3. Comum em Abordagem Quantitativa, considerando numero grande de amostras. Permite obter um panorama sobre fenômeno por meio de variáveis definidas ou extrair conclusões através da estatística.

4.2. Utilização

4.2.1. É muito utilizada nas pesquisas organizacionais e em abordagens quantitativas. Esse método considera uma amostra de tamanho relativamente grande.

4.2.2. Se deseja responder questões do tipo “o quê?”, “por que?”, “como” e “quanto?”;

4.2.3. Quando não é possível ou não se tem interesse em controlar as variáveis dependentes e independentes;

4.2.4. O ambiente natural é a melhor situação para o estudo do fenômeno de interesse;

4.2.5. O objeto de interesse ocorre no passado recente ou no presente

4.3. Tipos de Survey

4.3.1. Exploratório

4.3.1.1. Esse tipo de survey é utilizado nos estágios iniciais de uma pesquisa sobre determinado fenômeno, quando se pretende ter um conhecimento preliminar que servirá de base para pesquisas futuras

4.3.1.2. (Estágios finais de uma pesquisa)

4.3.2. Confirmatório

4.3.2.1. Quando já há conhecimento desenvolvido teoricamente. Tem o objetivo de testar conceitos e suas relações

4.3.3. Descritivo

4.3.3.1. Utilizado quando se pretende entender a relevância de um certo fenômeno. Pode ser usado para desenvolver uma teoria

4.4. Fases

4.4.1. Ligação com o nível teórico

4.4.2. Projeto da survey

4.4.3. Teste piloto

4.4.4. Coletar dados para teste da teoria

4.4.5. Análise de dados

4.4.6. Geração de relatório

4.5. Projeto da survey

4.5.1. Formulação de hipóteses

4.5.1.1. As hipóteses são as orientações para a pesquisa, relacionando variáveis a serem estudadas

4.5.2. Caracterização da população

4.5.2.1. Para o processo quantitativo, a amostra é um subgrupo da população de interesse sobre o qual os dados serão coletados; é importante considerar um número mínimo de elementos, para que amostras probabilísticas obtenham resultados relevantes

4.5.2.2. Define-se a unidade de análise, delimitando-se a população que será estudada

4.5.3. Amostra

4.5.3.1. Tipos amostra

4.5.3.1.1. Probabílistica

4.5.3.1.2. Não-probabílistica

4.5.4. Teste piloto

4.5.5. Construção dos instrumentos de coleta de dados

4.5.5.1. Questionário

4.5.5.1.1. O questionário deve ser respondido sem a presença do pesquisador, podendo ser respondido eletronicamente

4.5.5.1.2. Elaboração

4.5.6. Coleta de dados e taxa de retorno

4.5.7. Analise dos resultados

4.5.7.1. Aferir sua concordância com as hipóteses da investigação

4.5.7.2. Deve-se decidir o programa que será utilizado

4.5.8. Geração de relatório

4.5.8.1. Introdução contendo o problema e o objetivo da pesquisa

4.5.8.2. Modelo teórico utilizado

4.5.8.3. Metodologia detalhada

4.5.8.4. Apresentação e análise dos resultados

4.5.8.5. Conclusões ou considerações finais