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DOLO: por Mind Map: DOLO:

1. Dolo natural ou neutro: composto por vontade e consciência. Este dolo é adotado pela teoria finalista e é componente da conduta.

2. Dolo direto/determinado/intencional/mediato ou incondicionado: o agente prevê o resultado e, finalisticamente, dirige a sua conduta a fim de alcança-lo.

3. Dolo alternativo: espécie de dolo indireto, no qual o agente prevê a pluralidade de resultados e dirige a sua conduta a fim de realizar qualquer um destes. Pode ser subjetivo (se relacionado a uma pessoa ou outra), ou objetivo (se relacionado a um resultado ou outro).

4. Dolo eventual: espécie de dolo indireto, no qual o agente não quer a produção do resultado, mas aceita as consequências de produzi-lo. Ou seja, prossegue com a conduta, mesmo sabendo dos riscos.

5. Dolo cumulativo: trata-se de uma progressão criminosa. Pois, inicialmente, o agente vislumbra um resultado e, ao realizá-lo, passa a agir a fim de provocar outro resultado sequencial.

6. Dolo de dano: o agente vislumbra o alcance de efetiva lesão ao bem jurídico.

7. Dolo de perigo: o agente tem a intenção de expor a risco o bem jurídico tutelado.

8. Dolo genérico: o agente vislumbra a realização da conduta descrita no tipo penal, porém, sem um fim específico. Atenção: adotado pela teoria causalista.

9. Dolo específico: o agente tem o desejo de realizar a conduta e visa um fim específico, elementar ao tipo penal. Ex: art. 159 do Código Penal. Atenção: adotado pela teoria causalista.

10. Dolo geral (erro sucessivo): acontece quando o agente, supondo já ter alcançado um resultado por ele visado, pratica nova ação que efetivamente o provoca.

11. Dolo de primeiro grau: dolo direto, pois o agente pratica determinado ato visando um fim.

12. Dolo de segundo grau ou de consequências necessárias: dolo direto, no qual o resultado é certo e necessário (as consequências secundárias são inerentes à escolha dos meios utilizados).

13. Dolo de terceiro grau: O dolo de terceiro grau é uma inevitável violação de bem jurídico em decorrência do resultado colateral produzido a título de dolo de segundo grau. Atenção: no Brasil, não é contemplado pelo Direito Penal.

14. Dolo de ímpeto: é a vontade livre e consciente que somente surge no momento da prática da conduta (é o dolo exclusivamente concomitante). De acordo com a doutrina, o ímpeto pode atenuar a pena.

15. Dolo de propósito: é a vontade livre e consciente que já existia antes da prática da conduta, e que permaneceu durante a prática (é o dolo antecedente que se torna concomitante).

16. Dolo normativo/híbrido/colorido: adotado pela teoria Neokantista. Esta espécie de dolo integra a culpabilidade e tem como elementos a consciência, a vontade e a consciência da ilicitude.

17. Dolo indireto: composto pelo dolo alternativo e dolo eventual.