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TAXA SELIC E JUROS por Mind Map: TAXA SELIC E JUROS

1. Definição

1.1. é o ramo da Macroeconomia que estuda questões associadas ao dinheiro, ou moeda, e seu papel na economia

1.1.1. quais as funções da moeda

1.1.2. de que forma se dá a sua oferta

1.1.3. as dificuldades que podem decorrer de um volume inadequado de moeda

2. Funções da moeda

2.1. Meio de troca

2.1.1. funciona como um instrumento intermediário, de aceitação geral, em um sistema de trocas.

2.2. Unidade de conta

2.2.1. Padrão de valor para atribuição de preços

2.2.2. Definimos os preços tomando como referência a unidade da moeda e o mesmo o fazemos para expressar valores em geral.

2.3. Reserva de valor

2.3.1. A moeda é um instrumento de transferência de poder de compra do presente para o futuro.

2.3.1.1. Ex.: poupança

2.3.2. Há várias formas de reserva de valor, umas com mais outras com menos LIQUIDEZ

2.3.2.1. Liquidez diz respeito à facilidade ou rapidez com que um ativo pode ser convertido no meio de troca geralmente aceito

3. Evolução histórica da moeda

3.1. Antes da existência de moedas, a aquisição de produtos era feita por escambo

3.2. Historiadores mencionam o uso de ouro como meio de troca já nas antigas civilizações do Egito e Mesopotâmia.

3.3. A cunhagem de ouro e prata também é registrada desde séculos antes de Cristo.

3.4. Senhoriagem

3.4.1. Frequentemente as moedas tinham gravadas em si, como garantia de seu conteúdo em metal, o símbolo de um soberano.

3.4.2. Este soberano, em contrapartida, retinha parte do metal entregue para cunhagem, o que configurava a SENHORIAGEM

3.5. Depósitos são moedas

3.5.1. o valor dos depósitos está registrado nos livros dos banqueiros, razão por que esse novo tipo de moeda é também chamado de moeda escritural.

4. Banco central

4.1. História

4.1.1. O surgimento de bancos centrais relacionou-se com a busca de estabilidade no sistema bancário e segurança para os depositantes, evitando as perdas decorrentes da quebra dos bancos.

4.1.2. A ocorrência de quebras de bancos em diversos países, no século XIX, especialmente em períodos de recessão econômica, ressaltou a vantagem de uma instituição que supervisionasse a operação dos bancos e também os socorresse, quando necessitassem de recursos adicionais.

4.1.3. O Banco Central brasileiro só foi criado em 1965.

4.2. Funções

4.2.1. Fiscaliza o sistema bancário

4.2.2. Fornece empréstimo aos bancos

4.2.3. Executa a política monetária do governo

4.2.3.1. Regula a oferta monetária

4.2.3.2. Fixa taxas básica de juros da economia

4.2.4. Controla a inflação

4.2.4.1. Ou seja, mantém o valor da moeda.

4.3. Banco Central Supranacional

4.3.1. Uma inovação recente foi a criação de um banco central supranacional, no caso da União Européia, onde a emissão de moeda, a regulação do sistema financeiro e a definição e implementação da política monetária, para os países que adotaram o euro como moeda comum, são atribuídas ao Banco Central Europeu.

5. Meios de pagamento nas economias modernas

5.1. História

5.1.1. Com a evolução dos sistemas monetários, os governos passaram a assumir o monopólio da emissão de notas.

5.1.1.1. Os fatores que levaram a isso foram:

5.1.1.1.1. A expansão da economia mundial

5.1.1.1.2. Limitação no estoque de metais.

5.1.2. costuma-se dizer que a "desmonetização" do ouro completou-se em 1971, quando os EUA, que até então comprometiam-se a trocar dólares dos banco centrais por ouro, cessou de fazê-lo.

5.1.3. Ouro ainda é usado como reserva de valor.

5.2. Medidas dos meios de pagamento

5.2.1. A definição mais usual dos meios de pagamento de uma economia é a soma do papel-moeda (e moedas) em poder do público (ou seja, em circulação) e dos depósitos à vista nos bancos comerciais.

5.2.2. No Brasil, o Banco Central usa quatro conceitos de meios de pagamento

5.2.2.1. M1 = papel moeda e moedas em poder do público + depósitos à vista.

5.2.2.2. M2 = M1 + depósitos de poupança + aplicações em títulos privados

5.2.2.3. M3 = M2 + depósitos de poupança

5.2.2.4. M4 = M3 + títulos privados (depósitos a prazo e letras de câmbio)

6. O sistema bancário e a criação de moedas

6.1. Sistema bancário

6.1.1. É composto, essencialmente por dois elementos:

6.1.1.1. Conjunto de bancos comerciais

6.1.1.1.1. que recebem depósitos e concedem empréstimos

6.1.1.1.2. Assim como os banqueiros primitivos, os bancos comerciais da atualidade mantêm em caixa uma parcela dos depósitos recebidos e emprestam o restante a empresas e indivíduos, cobrando juros, sendo essa a sua fonte básica de receita.

6.1.1.2. Banco Central

6.1.1.2.1. instituição reguladora

6.2. Multiplicador

6.2.1. O sistema bancário multiplica o dinheiro emitido pelo banco central

6.2.2. O valor desse multiplicador com as hipóteses simplificadoras, é o inverso da taxa de reserva.

6.2.2.1. M = 1/R

6.2.2.1.1. Exemplo

7. Controle da oferta da moeda

7.1. Os BCs regulam a quantidade de meios de pagamento da economia de várias formas:

7.1.1. 1) O BC controla diretamente a emissão de papel-moeda

7.1.1.1. que ocorre quando a produção de novas cédulas e moedas é maior do que a necessária à substituição das cédulas e moedas velhas

7.1.2. 2) O BC influencia a capacidade dos bancos comerciais conceder crédito, por meio de três instrumentos:

7.1.2.1. Fixação de reservas compulsórias

7.1.2.1.1. São uma determinada proporção dos depósitos recebidos que os bancos devem, obrigatoriamente, depositar no BC.

7.1.2.1.2. Funcionam como uma reserva adicional

7.1.2.1.3. O aumento nas reservas compulsórias significa uma redução na criação de moedas pelo sistema bancário.

7.1.2.2. Operações de mercado aberto

7.1.2.2.1. São compras e vendas de títulos do governo promovidas pelo BC

7.1.2.3. Operações de redesconto

7.1.2.3.1. é o fornecimento de crédito pelo BC aos bancos comerciais

7.1.2.3.2. O termo se refere a uma forma usual de concessão de empréstimos pelos bancos a empresas, pelo desconto de títulos de dívida de compradores, referentes a vendas a prazo

7.2. Política de metas inflacionárias

7.2.1. O governo fixa uma meta de inflação julgada aceitável e o BC, em função disso, fixa periodicamente a taxa básica de juros da economia.

7.2.1.1. Caso julgue que existem pressões inflacionárias, de tal forma que a meta de inflação possa ser ultrapassada, o BC aumenta a taxa de juros

7.2.1.1.1. que, por sua vez, diminui a demanda por bens e serviços, diminuindo a pressão para o aumento dos preços

7.2.2. Surgiu a partir da percepção de que nem sempre é fácil para o BC definir o que seja um volume adequado de meios de pagamento.

7.2.3. A meta de inflação é determinada pelo Conselho Monetário Nacional

7.2.3.1. formado pelo

7.2.3.1.1. Presidente do BC

7.2.3.1.2. Ministro da Fazenda

7.2.3.1.3. Ministro do Planejamento

7.2.3.2. com a antecedência de

7.2.3.2.1. 1 ano e meio

7.2.4. COPOM

7.2.4.1. É o comitê de políticas monetárias

7.2.4.2. é formado pelos diretores do BC

7.2.4.3. Reune-se 8 vezes por ano

7.2.4.4. Tem a função de fixar

7.2.4.4.1. a taxa básica de juros

8. Demanda por moeda

8.1. A demanda por moda é, em boa parte, determinada pelo motivo-transação

8.1.1. A quantidade de moedas que os indivíduos e as empresas detêm se relaciona ao nível de renda e ao volume de transações

8.1.2. Assim como ao nível dos preços.

8.1.2.1. Se os preços dobram, a demanda por moeda aumentará proporcionalmente

8.1.3. Como forma de manter o valor, a demanda por moeda é negativamente relacionada à

8.1.3.1. taxas de juros

8.1.3.1.1. que indica o custo de oportunidade da posse de ativos em moeda, que não rende juros

8.1.3.2. expectativas de inflação

8.1.3.2.1. que sinalizam a perda de valor de estoques de moeda

8.2. KEYNES classificou em dois os motivos para a demanda por moeda, além do motivo-transação:

8.2.1. Precaução

8.2.1.1. decorre da busca de um seguro contra contingências futuras

8.2.1.1.1. a demanda por moeda aumentaria com o aumento das incertezas em relação ao futuro.

8.2.2. Especulação

8.2.2.1. decorre do fato de que, em determinadas circunstâncias, é preferível manter valores em moeda do que em outros ativos financeiros