Auto da Barca do Inferno

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Auto da Barca do Inferno por Mind Map: Auto da Barca do Inferno

1. Frade: representante da Igreja, que vai para o inferno. Isso porque ele tinha uma amante, Florença, e não seguiu os princípios do catolicismo.

2. Corregedor e Procurador: representantes da lei. Ambos vão para o inferno, pois foram acusados de serem manipuladores e utilizarem das leis e da justiça para o bem e interesses pessoais.

3. Judeu: personagem que foi recusado pelo Diabo e pelo Anjo por não ser adepto ao Cristianismo. Por fim, ele vai para o inferno.

4. Cavaleiros: grupo de quatro homens que lutaram para disseminar o cristianismo em vida e portanto, são absolvidos dos pecados que cometeram e vão para o céu.

5. Brígida Vaz: alcoviteira condenada por bruxaria e prostituição que vai para o inferno.

6. Sapateiro: homem trabalhador, mas que roubou e enganou seus clientes. Assim, ele vai para o inferno.

7. Joane, o parvo: personagem inocente que teve uma vida simples. Portanto, ele vai para o céu.

8. Onzeneiro: homem ganancioso, agiota e usurário. Por ter sido um grande avarento na vida ele vai para o inferno.

9. Fidalgo: tirano e representante da nobreza. Teve uma vida voltada para o luxo e vai para o inferno.

10. Anjo: capitão da barca do Céu.

11. Diabo: capitão da barca do Inferno.

12. Além disso, cada personagem possui uma simbologia associada à falsidade, ambição, corrupção, avareza, mentira, hipocrisia, etc.

13. Pelo destino das almas de alguns personagens, a obra satiriza o juízo final do catolicismo, além da sociedade portuguesa do século XVI

14. A alegoria do juízo final é um recurso utilizado pelo dramaturgo através de seus personagens (diabo e anjo).

15. Gil Vicente

15.1. O criador do teatro português e um dos maiores gênios da dramaturgia mundial

16. Na peça Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente coloca vários personagens numa situação-limite

16.1. Todos estão mortos e chegam a um porto onde há duas embarcações: uma é chefiada pelo Anjo, que conduz ao paraíso;

16.1.1. a outra, comandada pelo Diabo e seu Companheiro, vai para o inferno. Os personagens se apresentam diante do espectador como em um desfile, ao fim do qual cada um terá de enfrentar seu destino.

17. Esses personagens não representam indivíduos definidos, mas, sim, tipos sociais.

18. Dramaturgo e poeta, Gil Vicente nasceu provavelmente em Guimarães (Portugal), em 1465. Dados seguros sobre sua biografia, porém, não são conhecidos. Sabe-se que desde o início do século XVI vivia na corte, em Lisboa, onde organizava festas e comemorações.

19. As alegorias são imagens que servem de símbolo a interpretações, como representações de uma situação ou de um setor social. Nessa peça, por exemplo, um fidalgo com um pajem e uma cadeira são uma alegoria para toda a nobreza ociosa de Portugal.

20. O Fidalgo é o primeiro a aproximar-se dos barcos, acompanhado de um pajem e de uma cadeira, símbolo de sua pretensa nobreza. O Fidalgo dirige-se primeiramente à Barca do Inferno, ainda sem reconhecer seu capitão. Quando enfim o Diabo se apresenta, o Fidalgo recusa-se a entrar no batel (barco) infernal, alegando que se salvaria por deixar na outra vida quem rezasse por ele. O Diabo responde-lhe com ironia:

21. Os autos eram representações comuns na Idade Média, em geral de conteúdo satírico ou alegórico. Publicado em 1517, o Auto da Barca do Inferno é, de acordo com o autor, um “auto de moralidade”.

22. Por meio da presença de dois barqueiros, o Anjo e o Diabo, eles recebem as almas dos passageiros que passam para o outro mundo.

23. A cena passa-se num porto e portanto, um dos barcos vai em direção ao céu, e outro para o inferno.

24. A maioria dos personagens vão para a barca do inferno. Durante suas vidas não seguiram o caminho de Deus, foram trapaceiros, avarentos, interesseiros e cometeram diversos pecados.

25. Por outro lado, quem seguia os preceitos de Deus e viveu de maneira simples vai para a barca de Deus. São eles: Joane, o parvo, e os quatro cavaleiros.

26. O Auto da Barca do Inferno é um grande clássico da literatura portuguesa. Ele possui diversas sátiras envolvendo a moralidade.

27. Pelo destino das almas de alguns personagens, a obra satiriza o juízo final do catolicismo, além da sociedade portuguesa do século XVI