Proteínas Plasmáticas

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Proteínas Plasmáticas por Mind Map: Proteínas Plasmáticas

1. Desidratação: a perda de líquidos acarreta um aumento relativo, isto é, falso, das proteínas plasmáticas; nessas situações também há aumento relativo do número de hemácias, levando a uma hemoconcentração. Processos infecciosos: especialmente os crônicos, os quais elevam a PPT proporcionalmente a resposta imunológica que induzem. Processos imunomediados: que desencadeiam a elevação da PPT por aumento da(s) globulina(s) envolvida com o processo imunomediado em questão. Pós-vacinação: as vacinas estimulam a resposta imunológica do animal, assim aumentos da PPT podem ocorrer devido a este estímulo, que não é necessariamente patológico. A concentração elevada de outros metabólitos do sangue como a glicose, uréia, sódio ou cloretos pode causar um falso aumento da PPT. Sendo necessária esta informação para avaliação do quadro real do animal.

2. O que são??

3. Proteínas plasmáticas são aquelas contidas no plasma sanguíneo, a parte líquida do sangue. Entre as proteínas plasmáticas, destacam-se principalmente a albumina e as globulinas de diferentes tipos.

4. Função:

5. Principal função é de transporte, elas organizam verdadeiros túneis que permitem a passagem de substâncias para dentro e para fora da célula, além disso temos também; defesa do organismo, regulação das trocas de água entre o sangue e o meio exterior e favorecem a adesão de células adjacentes em um tecido, servem como ponto de ancoragem para o citoesqueleto.

6. A albumina é a proteína mais abundante do plasma, pois representa entre 35 a 50% de todas as proteínas encontradas. Ela é sintetizada pelo fígado, assim como a maioria das demais proteínas, em uma taxa diária de 150 a 200 mg/kg em todas as espécies de animais domésticos; a taxa de produção da albumina nunca é elevada, mas pode haver diminuição em problemas hepáticos, por exemplo.

7. As globulinas são proteínas que migram conjuntamente em campos elétricos através de eletroforese em acetato de celulose constituindo famílias, divididas em alfa (α), beta (β) e gama (γ) de acordo com seu tamanho e carga elétrica. As proteínas são em geral negativas, sendo a albumina fortemente negativa e as globulinas fracamente negativas.

8. As principais globulinas são: Alfa (α): antitripsina, que inibe a tripsina; HDL, VLDL e LDL, todas transportam lipídios; α2-macroglobulina que se liga à insulina; eritropoetina, que estimula a eritropoese e a trombopoese; ceruloplasmina, transportadora do cobre; e haptoglobina, que se liga à hemoglobina livre. Beta (β): transferrina, que transporta o ferro; hemopexina, que se liga ao heme; C3 e C4, fatores do sistema complemento; plasminogênio, componente da fibrinólise; e o fibrinogênio, participante da coagulação e processos inflamatórios. Gama (γ): são as imunoglobulinas, ou seja, os anticorpos. São diversos anticorpos, diferenciados conforme as espécies animais e outras características.

9. Interferências:

10. A idade da pessoa interfere especialmente devido ao incremento dos níveis de anticorpos em relação ao momento do nascimento. Ao nascer, possui baixos níveis de proteínas plasmáticas totais, pois recebia sua nutrição apenas através da placenta; contudo, logo após a primeira ingestão de colostro esses níveis modificam. Isso persiste ao longo do crescimento e amadurecimento do ser humano, especialmente porque além da mudança de fonte alimentar (leite materno para outras fontes de proteínas) também há o contato com número cada vez maior e mais variado de antígenos e consequente produção de anticorpos. Outro fator fisiológico que pode interferir nos níveis de proteínas plasmáticas é a gestação. A gestação desencadeia uma diminuição dos níveis de albumina e um aumento nas globulinas, o que pode levar a um resultado final de aumento nas proteínas plasmáticas totais.

11. Causas patológicas

12. Hiperproteinemia:

13. Hipoproteinemia

14. Desnutrição: nas situações de desnutrição, nas quais o animal não adquire proteínas suficientes em suas fontes alimentares para atender a demanda do organismo, não há sinterização adequada nem da albumina nem das globulinas. Insuficiência pancreática: do tipo exócrina, na qual o animal pode até se alimentar adequadamente, mas como não consegue absorver as proteínas sofre de hipoproteinemia. Na pancreatite ocorre deficiência da tripsina, enzima responsável por desdobrar as proteínas em aminoácidos no trato gastrointestinal para que estas possam ser absorvidas. Insuficiência hepática: suficiente para causar hipoproteinemia somente quando pelo menos 80% do parênquima hepático encontra-se afuncional, impedindo a síntese adequada de proteínas, principalmente a albumina. Hemorragias agudas ou crônicas: as quais levam a perda de todos os componentes do sangue, inclusive as proteínas. Enfermidades exsudativas: que levam a perda de líquidos corporais sem que ocorra necessariamente a perda de células sanguíneas em conjunto, por exemplo, queimaduras da pele, que quanto mais extensas, pior ou em gastroenteropatias com perda protéica na diarréia. Nefropatias: os rins são responsáveis por impedir a perda de proteínas pela urina, no entanto quando estes já não funcionam devidamente, há a perda de proteínas pela urina, conhecida como proteinúria. Neoplasias invasivas: agamaglobulinemia Situações de Imunodeficiência: hipogamaglobulinemia.