CONTROLE DA INFECÇÃO EM ODONTOLOGIA

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CONTROLE DA INFECÇÃO EM ODONTOLOGIA por Mind Map: CONTROLE DA INFECÇÃO EM ODONTOLOGIA

1. MICROBIOTA ORAL

1.1. Fatores para o crescimento: dieta, microambiente, anatomia, presença de doenças e atividade do sistema imune.

1.2. Fatores predisponentes para infecções bucais: acúmulo de placa bacteriana ou necrose do tecido pulpar.

2. PROFILAXIA ANTIBIÓTICA

2.1. Não se recomenda: na ausência de sinais de infecção, em pacientes imunocompetentes e que não apresentam riscos de complicações infecciosas.

3. ANTIBACTERIANOS

3.1. Os antibióticos devem ser considerados apenas como auxiliares na terapêutica das infecções, destruindo os microrganismos ou apendas impedindo sua ação.

3.2. Ação Bactericida: destrói os microrganismos/ Ação Bacteriostática: inibem o crescimento e a multiplicação

3.3. A parede celular é uma estrutura exclusiva das bactérias. Assim, a toxicidade seletiva dos antibióticos que inibem a síntese da parede celular é grande.

3.4. INTERFEREM NA SÍNTESE PROTEICA

3.4.1. Tetraciclinas/ Lincosamidas: Clindamicina e Lincomicina/Macrolídeos: Eritromicina, Espiramicina, Claritromicina e Roxitromicina/Azalídeos: Azitromicina.

3.4.1.1. Maior toxicidade das Tetraciclinas X Penicilinas: As tetraciclinas inibem a síntese proteica ao impedir a ligação do t-RNA a subunidade dos ribossomos 30s (próprias das bactérias) e também 40s (própria do corpo humano).

3.4.1.2. Menor toxicidade da Azitromicina X Tetraciclina: Azitromicina inibe a sintese proteica da subunidade 50s que são encontradas somente em células bacterianas.

3.5. ATUAM NA SÍNTESE DE ÁCIDO NUCLEICO

3.5.1. Metrodinazol e Ciprofloxacina

3.6. Concentração Inibitória Minima: indica a quantidade de antibiótico capaz de inibir aproximadamente 90% da populaçãp bacteriana.

3.7. Efeito Pós-Biótico: é a atividade microbiana persistente mesmo após a remoção do fármaco.

4. ANTIBIÓTICO IDEAL

4.1. O antibiótico ideal seria aquele com máxima toxicidade seletiva, que exerceria sua ação atingindo apenas o microrganismo invasor sem causar dano ao hospedeiro. No entanto, tal antibiótico não existe e provavelmente nunca existirá.

5. PRESCRIÇÃO DE ANTIBACTERIANOS

5.1. Deve ser prescrita em duas vias, com Nome completo do paciente, idade, sexo e endereço/Nome do medicamento, dose, forma farmacêutica, posologia e quantidade (escrever por extenso além do algarismo arábico)/Nome do profissional, inscrição no CRO, nome da instituição, endereço, telefone, assinatura e carimbo/Data da emissão: válida por 10 dias.

5.2. O Melhor critério para uso diz respeito à presença ou não de sinais e sintomas de disseminação da infecção. Ex: Edema, limitação de abertura bucal, febre, linfadenite, taquicardia, disfagia, indicativos de que as defesas imunológicas do hospedeiro não estão conseguindo, por si só, controlar a infecção.

5.3. O princípio de uso é sempre o mesmo: doses maciças pelo menor espaço de tempo possível. Importante que o profissional monitore o curso da infecção a cada 24h ou 48h.

6. RESISTÊNCIA BACTERIANA

6.1. Parâmetros Clínicos: Relação entre a dose e a resposta orgânica/Duração da terapia antimicrobiana/Taxa com que as bactérias tornam-se resistentes.

6.2. A resistência intrínseca teoricamente não apresenta risco a terapêutica pois é previsível, bastando-se conhecer o agente etiológico da infecção e os mecanismos de ação dos fármacos disponíveis clinicamente.

6.3. A maior arma que o cirurgião-dentista dispõe para enfrentar a resistência bacteriana é o bom senso e a parcimônia no uso de antibióticos, o conhecimento dos agentes causadores das infecções mais comuns é um fator importante para se prevenir ou tratar as infecções.

7. INFECÇÕES BACTERIANAS AGUDAS X CRÔNICAS

7.1. Infecções bacterianas agudas: têm início rápido e duração curta, a duração ideal da terapia antibiótica deve ser a menor possível, dessa maneira, a duração pode ser completada após um período de 3-5 dias e não somente após os "famigerados" 7-10 dias.

7.2. Infecções bacterianas crônicas: a duração da terapia antimicrobiana é padronizada em 7-8 dias para o Metronidazol, como monoterapia ou associado à Amoxicilina, ou 14-21 dias para a Doxiciclina.

8. PRINCIPAL CONDUTA: REMOÇÃO DA CAUSA

9. FATORES QUE INTERFEREM NA TERAPIA E PRESCRIÇÃO DE ANTIBACTERIANOS

9.1. Fatores que interferem na terapia de antibacterianos: Difusão do fármaco no sítio de infecção/Grau de ligação às proteínas plasmáticas/Tamanho do inóculo/Proporção área vascular e volume da infecção/Alterações fisiológicas

9.2. Gravidez: considerados seguros --> Penicilinas, Cefalosporinas, Estearato de eritromicina, Azitromicina e Clindamicina/Contraindicados --> Tetraciclinas e Estolato de eritromicina/Evitado no 1 trimestre --> Metronidazol.

9.3. Idade: a idade do paciente pode alterar a farmacocinética dos antibióticos, as doses devem ser ajustadas de acordo com a idade.

9.4. Disfunções hepáticas: interferem no metabolismo de alguns antibióticos

9.5. Disfunções renais: podem limitar a excreção de muitos antibióticos, o que as vezes obriga a redução das doses ou aumento do intervalo entre as mesmas.

10. CAUSAS DE INSUCESSO NA ANTIBIOTICOTERAPIA

10.1. Falta de erradicação da fonte de infecção/Escolha inapropriada do fármaco/Falha no cálculo da dosagem/Antagonismo entre antibióticos/Emergência de microrganismos resistentes/Infecções com taxa de crescimento bacteriano muito baixa/Fatores locais desfavoráveis/Vascularização limitada ou diminuição do fluxo sanguíneo do local/Resistência às infecções diminuida/Falta de adesão ao tratamento/Custo do tratamento.

11. PROFILAXIA CIRÚRGICA ANTI-INFECCIOSA

11.1. Considera-se que o uso de antibióticos na profilaxia de infecções das feridas cirúrgicas parece ser efetivo, com uma razoável relação risco/benefício nas seguintes situações: Para prevenir a contaminação de uma área estéril/Quando a infecção é remota, mas associada a alta taxa de morbidade/Em procedimentos cirúrgicos associados a altas taxas de infecção/Na implantação de material protético.

12. LAÍSE VIEIRA DOS SANTOS