O QUE ESTÁ EM JOGO

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O QUE ESTÁ EM JOGO por Mind Map: O QUE ESTÁ EM JOGO

1. Representação jurídica-discursiva do poder

2. Concepções baseadas em duas teorias

2.1. Teoria da Repressão dos Instintos

2.1.1. Está relacionada a uma concepção que entende que a sexualidade seria algo vinculada a um instinto, algo que nos coloca em direção a reprodução da espécie. Nessa teoria o poder censurando a pressão dos instintos, como algo que deve ser contido através dos obstáculos impostos à sua ação. O desejo seria exterior ao poder.

2.2. Teoria da Lei do Desejo

2.2.1. Parte do princípio que a lei é constitutiva do desejo e da falta que lhe dá origem. O poder coloca no sujeito algo que tira dele algo e essa ausência emerge a emergência do desejo. O desejo é constituído a partir do poder, não exterior a ele.

2.3. As duas teorias trabalham com a concepção do poder agindo como algo que reprime.

2.3.1. Seja no sentido do poder que se coloca como processo de contenção dos instintos.

2.3.2. Seja no sentido do poder que produz na experiência do sujeito a falta que será responsável pelo desejo.

2.4. Diferenças entre as teorias: Origem do desejo em cada uma delas.

3. Traços principais do poder nas análises políticas tradicionais

3.1. A relação negativa: Com respeito ao sexo, o poder jamais estabelece relação que não seja de modo negativo. O poder produz rejeição, ocultação e mascaramento, gerando ausências e falhas.

3.2. A instância da regra: A medida que o poder estabelece um certo modo de definir e organizar o sexo, ele também vai estabelecer como é que vamos conhecê-lo ou ditar a maneira que ele deve ser abordado.

3.2.1. Jurídico-discursivo: No primeiro momento entende que o poder se manifesta na sua relação com o sexo através da linguagem. E que a forma dessa linguagem se dá na enunciação da lei, de algo que estabelece o regime binário: lícito e ilícito; permitido e proibido.

3.3. Ciclo da interdição: O poder faz funcionar o sobre o sexo uma lei de proibição, seu objetivo é que o sexo renuncie a si mesmo. O poder oprime o sexo exclusivamente através de uma interdição que joga com a altervativa entre duas inexistências. O sexo terá sua existência reconhecida apenas como aquio que deve ser anulado.

3.4. Lógica da censura: A interdição que atua sobre o sexo manisfesta-se de 3 formas: (a) afirmar que não é permitido; (b) impedir que se fale sobre ele; (c) negar que ele existe. Aquilo que não existe não precisa ganhar espaço.

3.5. A unidade do dispositivo: O poder só funciona sempre aonde ele se manifesta como algo que exige obediência, que estabelece fronteiras entre o lícito e o ilícito e que exige que o sujeito se adeque. Poder legislador de um lado e sujeito obediente do outro.

4. Crítica às análises políticas do poder

4.1. Foucault critica essa concepção, o quanto ela é uma concepção que subestima o poder, que mostra-o como sendo pobre em termos de recursos e no modo como ele se manifesta.

4.2. Pergunta: "Por que se aceita tão facilmente essa concepção jurídica do poder?"

4.2.1. Resposta: Só vemos o poder dessa forma porque é uma razão geral e tática ou seja, só trabalhamos com o poder dessa maneira porque isso permite mascarar uma parte importante do poder. Só assim se torna tolerável de reconhecer o funcionamento do poder em nós, como algo que coloca limites na nossa liberdade.

4.3. Eficácia produtiva: O poder que possui uma eficácia produtiva ele está produzindo formas de subjetividade e não mutilando o sujeito ou retirando algo dele e sim imprimindo características. Ex: escola, fábricas, hospitais.

5. Razões Históricas

5.1. O estado vai aparecer como reflexo de arranjos que vão citando nesses locais (monarquia e etc) para estabelecer princípios de regulação dessas diferentes relações de poder que se sustentam e se sustentaram antes da emergência do Estado.

5.2. O direito foi uma arma habilmente manipulada pelos monarcas e constituiu o modo de manisfestação e a aceitabilidade do sistema monárquico de funcionamento do poder.