ANESTÉSICOS LOCAIS

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ANESTÉSICOS LOCAIS por Mind Map: ANESTÉSICOS LOCAIS

1. * LIDOCAÍNA a 2% com adrenalina 1:100000 - evitar a lidocaína sem vasoconstritor (tempo de ação muito curto - 10 minutos de anestesia pulpar)

1.1. Anestésico padrão - aplicar cada tubete de forma lenta (entre 1m30s a 2m)

1.1.1. Tempo de latência: 2 a 4 minutos para iniciar o efeito

2. Metilparabeno - sua presença não é mais comum. Era usado antigamente devido a ação antimicrobiana. Substância alergênica

3. Absorção do anestésico na circulação sistêmica; metabolizado no fígado e excretado nos rins após, aproximadamente, 1h30m

3.1. Doses altas na circulação podem ocasionar efeitos tóxicos principalmente no sistema nervoso central

3.1.1. Mais segura para paciente gestante

4. MEPIVACAÍNA a 2% com adrenalina

4.1. Vantagem em relação a Lidocaína: início de ação/ latência é de 90s a 2m

4.1.1. Metabolizada no fígado e excretada nos rins

4.1.1.1. Meia vida plasmática de, aproximadamente, 2 horas

4.1.1.1.1. Toxicidade semelhante a lidocaína

5. Anestésico precisa estar na forma não ionizada, APOLAR, para atravessar a membrana da célula nervosa através de maior lipossolubilidade

5.1. Anestésicos são bases e tecido saudável também é base

5.1.1. PH do tecido inflamado é acido e base no meio ácido ioniza - anestésico não ionizado não atravessa a membrana da célula e, consequentemente, não bloqueia canal de sódio

5.1.1.1. Anestesiar a distância nos casos de tecido inflamado

6. Mecanismos de ação

6.1. Anestésicos impedem a transmissão dos impulsos nervoso, durante um período de tempo, através do bloqueio do canal de sódio

6.1.1. Os anestésicos precisam estar na forma NÃO IONIZADA, APOLAR, para atravessar a membrana da célula nervosa através de maior lipossolubilidade

6.1.1.1. Anestésicos são bases e os tecidos saudáveis também são base

6.1.1.1.1. PH do tecido inflamado é ácido e, base no meio ácido ioniza - anestésico não ionizado não atravessa a membrana da célula e, consequentemente, não bloqueia canal de sódio

7. Principais anestésicos para o consultório

7.1. * MEPIVACAÍNA a 3% sem vasoconstritor

7.2. Tempo de anestesia pulpar até 20 minutos

7.2.1. Produz discreta ação vasodilatadora: anestesia mais duradoura em relação a lidocaína - de 20 a 40 minutos

7.2.1.1. 1 hora de anestesia pulpar e entre 2 horas a 2h30m nos tecidos moles

7.2.1.2. Meia vida plasmática de, aproximadamente, 2 horas

7.2.1.2.1. Toxidade semelhante a lidocaína

7.3. ARTICAÍNA a 4% - amplamente usada em cirurgias - com adrenalina 1:100000 ou com adrenalina 1:200000

7.3.1. Potência anestésica 1,5 vezes maior que a lidocaína

7.3.1.1. Início de ação (latência) entre 1 a 2 minutos

7.3.1.1.1. Metabolizada no fígado e no plasma sanguíneo, mas existem enzimas no sangue que a degrada, tornando sua excreção mais rápida

7.4. Potência anestésica 4 vezes maior que a da lidocaína. Anestésico local de longa duração de ação. Anestesia pulpar até 4 horas e tecidos moles até 12 horas

7.4.1. Início de ação (latência) entre 6 a 10 minutos, podendo chegar até 16 minutos

7.4.1.1. Metabolizada no fígado e excretada nos rins, meia vida plasmática de aproximadamente 3 horas

7.4.1.1.1. Toxidade: cardiotoxidade 4 vezes maior que a lidocaína

7.4.2. Arto -toluidina é o principal metabólito e, em sobredosagem, pode causar metemoglobinemia (alteração do ferro da hemoglobina onde as hemácias não conseguem doar oxigênio para os tecidos)

7.4.2.1. Excreção renal

7.4.2.1.1. Meia vida plasmática de, aproximadamente, 90 minutos

7.5. * PRILOCAÍNA com vasoconstritor não adrenégico (felipressina)

7.5.1. Potência anestésica similar a lidocaína

7.5.1.1. Início de ação/ latência entre 2 a 4 minutos

7.5.1.1.1. Metabolizada no fígado e pulmões

7.6. BUPIVACAÍNA 0,5%

8. VASOCONSTRITORES

8.1. VANTAGENS

8.1.1. Aumenta a duração da anestesia

8.1.2. Reduz risco de toxidade sistêmica - chega à corrente sanguínea de forma lenta e gradativa

8.1.3. Reduz dose de anestésico necessária

8.1.4. Promove hemostasia

8.2. ADRENÉRGICOS - aminas simpatomiméticas

8.2.1. ADRENALINA (epinefrina)

8.2.1.1. 1:50000

8.2.1.2. 1:100000* bom grau de hemostasia

8.2.1.3. 1:200000

8.2.2. Levonordefrina (corbadrina)

8.2.3. Fenilefrina

8.2.4. Noradrenalina: uso restrito ou abolido devido a cefaléia intensa, necrose e descamação tecidual

8.3. NÃO ADRENÉRGICOS - análogos da vasopressina

8.3.1. FELIPRESSINA

8.3.1.1. Mínimo controle de hemostasia (maior sangramento) - atua sobre os receptores V1 (musculatura lisa da parede dos vasos sanguíneos); ação sobre a microcirculação venosa do que arteriolar

8.3.1.1.1. Não dá bom controle de hemostasia

8.3.1.2. Ação sobre a microcirculação venosa do que arteriolar

8.3.1.3. Dosagem segura 0,03 UI/ml

8.4. CONTRA INDICAÇÕES DOS VASOCONSTRITORES ADRENÉRGICOS

8.4.1. Hipertensos não controlados (PA sistólica maior que 160 mmHg ou diastólica maior que 100 mmHg)

8.4.2. Infarto recente do miocárdio

8.4.3. Angina de peito instável

8.4.4. Período maior de 6 meses de acidente vascular encefálico

8.4.5. Cirurgia recente de ponte de artéria coronária ou colocação de stents

8.4.6. Insuficiência cardíaca congestiva não controlada

8.4.7. Certos tipos de arritmias cardíacas

8.4.8. Hipertireoidismo não controlado

8.4.9. Diabete melito não controlada

8.4.10. Feocromocitoma - tumor benigno na glândula adrenal, liberando excesso de adrenalina

8.4.11. História de alergia a sulfitos - antioxidante presente no tubete (maior em pacientes asmáticos)

8.4.12. Pacientes que fazem uso contínuo de derivados das anfetaminas (femproporex, anfepramona) empregados nas "fórmulas naturais" de regimes para emagrecimento - importação ilegal

8.4.13. Usuários de drogas ilícitas (cocaína, crack, óxi, metanfetaminas, ecstasy) - risco de formação de trombos e a infarto

9. COMPONENTES DAS SOLUÇÕES ANESTÉSICAS

9.1. Tubete contêm 1,8 ml

9.2. Lidocaína

9.3. Mepivacaína

9.4. Prilocaína

9.5. Articaína

9.6. Base tipo amida

9.7. Com ou sem vasoconstritor

9.8. Sulfito nos tubetes com vasoconstritor porque a adrenalina reage com oxigênio e precisa ser conservada

10. CÁLCULO DO VOLUME MÁXIMO

10.1. Solução a 0,5% = 5mg/ml

10.1.1. Solução a 2% = 2g do sal em 100 ml de solução = 20mg/ml

10.2. Solução a 3% = 30mg/ml

10.3. Solução a 4% = 40mg/ml

10.4. Tubete tem 1,8 ml: 20 mg/ml X 1,8 ml = 36 mg/tubete

10.5. Adulto com 60 Kg: 60 X 4,4 = 264 mg 264 mg : 36 mg = 7,3 tubetes

10.5.1. Dose máxima da lidocaína: 4,4 mg/Kg de peso corporal

11. TOXIDADE - Efeitos adversos

11.1. Sistema cardiovascular

11.1.1. Vasculatura periférica: vasodilatação das arteríolas e hipotensão profunda (doses tóxicas)

11.2. Sistema Nervoso Central (SNC)

11.2.1. Miocárdio: diminuem a contratilidade (dose-dependente) e a frequênciacardíaca

11.2.1.1. Não é recomendada para pacientes menores de 12 anos (risco de mordedura dos lábios), idosos e gestantes

11.2.2. Doses terapêuticas: sonolência leve,efeito analgésico, efeito anticonvulsivante

11.2.3. Doses elevadas: vertigem, tonteira, distúrbios visuais e auditivos, apreensão, desorientação e atividade muscular involuntária localizada

11.2.3.1. Convulsões generalizadas

11.2.3.2. Depressão do SNC

11.2.3.3. Depressão respiratória: morte por asfixia

11.3. Efeitos adversos sistêmicos

11.3.1. Metemoglobinemia: associado ao uso de prilocaína e pode ocorrer também comarticaína

12. ESCOLHA DO ANESTÉSICO LOCAL - pacientes com comprometimento sistêmico ou que requerem cuidados especiais

12.1. Paciente diabético

12.1.1. Prilocaína 3% com felipressina ou Mepivacaína % sem vaso - Diabéticos descompensados (somente em urgência)

12.1.2. Uso de vasoconstritores adrenérgicos é discutível e depende do controle da doença - adrenalina tem ação farmacológica oposta a da insulina - estimula a glicogênese e glicogenólise hepática

12.1.3. Diabéticos controlados (glicemia casual acima e 70 e abaixo de 200) - anestésico local com epinefrina (1:100000 / 1: 200000) pode ser utilizado na mínima dose compatível com uma anestesia profunda e de duração suficiente

12.2. Paciente hipertenso

12.2.1. Pressãonormal: 80 / 120 mm Hg

12.2.2. Pré hipertensão: 80-89/ 120-139 mm Hg

12.2.3. Hipertensão estágio I: 90-99/ 140-159 mm Hg

12.2.4. Hipertensão estágio II: maior que 100 / maior que 160 mm Hg

12.2.5. Dose máxima de epinefrina em pacientes com doenças cardiovasculares controlada: 0,04 mg por sessão de atendimento

12.2.6. Hipertenso compensado: lidocaína 2% com epinefrina 1:100000 ou articaína 4% com epinefrina 1:200000 ou prilocaína 3% com felipressina 0,03 UI/ ml Máximo de 2 a 4 tubetes

12.2.7. Prilocaína 3% com felipressina 0,03 UI / ml (dosagem segura de felipressina para hipertenso: 0,18 UI - recomendado 3 tubetes e meio

12.2.8. Mepivacaína 3% sem vaso constritor

12.3. Gestantes

12.3.1. Ideal é o atendimento no 2º trimestre de gestação

12.3.2. Gestação normal/ urgências/ grávidas com histórico de anemia: lidocaína 2% com epinefrina 1:100000 Volume máximo: 2 tubetes

12.3.3. Grávidas com hipertensão arterial ou diabetes não controlada: analisar risco/ benefício do atendimento: Prilocaína 3% com felipressina ou mepivacaína 3% sem vasoconstritor Volume máximo: 2 tubetes