REFORMA DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

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REFORMA DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU por Mind Map: REFORMA DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

1. Multipolarização

1.1. Mudanças decorrentes do fim da Guerra Fria sugerem uma nova multipolaridade. Em 1989 Brasil propõe a reforma expansiva do quadro permanente do Conselho de Segurança, objetivando sua entrada junto com outros países emergentes. Em 1994 o Brasil lança oficialmente a proposta de candidatura a membro permanente do CS.

2. Argumentos da Reforma do CS

2.1. O CS precisa refletir a atual distribuição do poder global, e o Brasil por ser o maior da América Latina teria um peso maior, somado a capacidade de inserção internacional.

3. Princípios do Conselho de Segurança da ONU

3.1. Um sistema de segurança coletiva tem como meta manter a paz pela geração da expectativa de que um ato de agressão internacional será respondido com a formação automática de uma coalizão composta por todos os demais Estados;

3.2. Os Estados estão dispostos a banir a guerra como instrumento da política e a abrir mão dela para avançar seus interesses;

3.3. Diante de uma agressão, os Estados devem deixar de lado seus eventuais interesses particulares e agir em prol do interesse geral de punir o agressor;

3.4. Os Estados devem confiar uns nos outros.

4. Visão do autor: Tulio Barbosa

4.1. O objetivo principal da reforma é o aumento do número de cadeiras, o que implicaria numa relativização do poder. No entanto esse poder ainda é dominado por nações como EUA, Russia e China, que mesmo com a reforma, a curto e médio prazo continuariam "donas" das decisões devido ao seu poder bélico e econômico.

5. UNIPOLARIZAÇÃO

5.1. De acordo com Wohlforth (1999) não houve uma pulverização do poder, mas sim, a concentração do poder nos Estados Unidos, gerando uma unipolaridade. Os EUA agregaram mais de 50% de todos recursos materiais relevantes do atual sistema das grandes potências - millitares, econômicos, tecnológicos e geopolíticos;

5.2. Devido a superioridade militar dos EUA, o funcionamento do sistema de segurança coletiva no estado da política internacional atual depende quase que exclusivamente dos EUA caso o CS precise dos meios necessários para manter abertas e controladas as vias globais de acesso aos teatros de operações que talvez venha a atuar.

6. Visão do autor: Flávio Pedroso Mendes

6.1. A reforma do CS da forma defendida pelo países emergentes, iria na direção contrária ás transformações sistêmicas pós Guerra Fria. O aumento do número de membros permanentes do CS seria a proliferação de pontos de veto - o que era muitoutilizado no período da Liga das Nações. Com isso a interseções de barganha compostas por soluções aceitáveis se tornariam menores e mais distantes do ponto ideal dos EUA.