Produção, Tecnologia e Fisiologia de Sementes

Mapa Mental - Luiz Voigt / Pedro Golfet / Dylan Lima

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Produção, Tecnologia e Fisiologia de Sementes por Mind Map: Produção, Tecnologia e Fisiologia de Sementes

1. Dormência de Sementes

1.1. Recurso de adaptação evolutiva utilizado pelas plantas para germinarem na época mais propícia ao seu desenvolvimento, buscando através disto garantir a perpetuação da espécie. Esse processo é caracterizado pelo endógena das sementes mesmo quando estas se encontram em condições consideradas favoráveis de umidade, temperatura, luz e oxigênio.

1.1.1. Endógena - é causada por algum bloqueio à germinação relacionado ao próprio embrião como, por exemplo, a presença de inibidores químicos, o desbalanço hormonal ou mesmo a incapacidade do embrião para superar barreiras físicas e/ou mecânicas representadas pelos tecidos adjacentes à semente.

1.1.2. Exógena - é causada pelo tegumento, endocarpo, pericarpo ou por órgãos extra-florais. Nesses casos, é possível observar mecanismos como impermeabilidade dos tecidos à difusão de água ao embrião, impedindo sua expansão e à presença de substâncias inibidoras do crescimento embrionário, presentes nesses tecidos e translocados ao embrião gerando assim, um impedimento mecânico.

2. Deterioração de Sementes

2.1. Considera-se que uma semente está deteriorada (ou morta), quando esta deixa de germinar em condições nas quais normalmente seriam favoráveis para a emissão da radícula. Apesar da viabilidade de uma população de sementes, normalmente, ser mantida em alto grau por um tempo relativamente longo, para a maioria das espécies cultivadas, a medida que avança o período de armazenamento aparecem os sinais de deterioração, anteriores a perda da viabilidade e do percentual de germinação das sementes. As manifestações mais evidentes são a redução na taxa de crescimento das plântulas, o aumento no número de plântulas anormais, alteração de cor em função da oxidação de fenóis ou compostos semelhantes no interior do tegumento da semente, presença de fungos, entre outros.

3. Vigor de Sementes

3.1. É tido como aquela propriedade das sementes que determina o potencial para uma emergência rápida e uniforme e para o desenvolvimento de plântulas normais sob uma ampla faixa de condições de campo.

3.1.1. Sanitário

3.1.1.1. Sementes sadias são aquelas que não contêm insetos, fungos, vírus, bactérias ou que tenham sido tratadas com produtos químicos, reduzindo a infestação e/ou infecção das sementes.

3.1.2. Tolerância a Dessecação

3.1.2.1. As sementes não toleram a dessecação em todos os estágios de seu desenvolvimento. As sementes não tolerantes a dessecação que são submetidas a tal, acabam não germinando quando hidratadas.

4. Produção de Sementes

4.1. Práticas de manejo adequado trazem uma série de benefícios que incluem

4.1.1. a) aumento de produção e produtividade;

4.1.2. b) utilização mais eficiente de fertilizantes, irrigação e pesticidas, devido a maior uniformidade de emergência e vigor das plântulas;

4.1.3. c) menores problemas com plantas daninhas, doenças e pragas do solo.

4.2. Isolamento do campo: Os campos para produção de sementes de cada variedade ou híbrido devem estar isolados ou separados, a fim de evitar contaminação genética através da polinização cruzada e contaminação mecânica durante a colheita. O isolamento dos campos de produção de sementes pode ser realizado através de:

4.2.1. Espaço - é o procedimento mais comumente empregado e o mais efetivamente controlado pelo produtor de sementes, pois controla a distância do campo fonte de contaminação de pólen.

4.2.1.1. Época de semeadura - esse tipo de isolamento pode ser utilizado de maneira que o florescimento de cada variedade (ou entre o campo e a cultura comercial da espécie) ocorra em épocas diferentes.

4.2.1.2. Barreiras - a distância mínima de isolamento pode ser reduzida, se forem feitas semeaduras de bordaduras, que irão se constituir em barreiras vegetais. Podem ser linhas de bordadura com a variedade ou com o híbrido polinizador, sendo que o número mínimo de fileiras é definido em função do tamanho da área cultivada. O número é inversamente proporcional ao tamanho da área e à distância entre o campo de produção e a lavoura mais próxima da espécie.

5. Seminários

5.1. Secagem

5.1.1. Natural

5.1.1.1. A secagem natural utiliza as energias solar e eólica para remover a umidade da semente.

5.1.2. Artificial

5.1.2.1. Baixa Temperatura

5.1.2.2. Alta Temperatura

5.1.2.2.1. Secador de - Leito Fixo - Fluxos Cruzados - Fluxos Concorrentes - Fluxos Contracorrentes - Mistos

5.2. Beneficiamento

5.2.1. O beneficiamento consiste em todas as operações a que a semente é submetida, desde a sua recepção na unidade de beneficiamento de sementes (UBS) até a embalagem e distribuição.

5.2.1.1. Recepção

5.2.1.2. É o processo de caracterização e identificação dos lotes de sementes que são recebidos na UBS. Conceitua-se um lote como "uma quantidade limitada de sementes com atributos físicos e fisiológicos similares dentro de certos limites toleráveis".

5.2.1.3. Amostragem

5.2.1.4. É o processo pelo qual obtém-se uma pequena fração de sementes que irá representar o lote nos testes para avaliação da qualidade, determinação da umidade, pureza e viabilidade.

5.2.1.5. Pré-limpeza (Figura 6)

5.2.1.6. A pré-limpeza consiste basicamente na remoção do material bem maior, bem menor e bem mais leve do lote de semente. Para essa operação, utiliza-se máquina de ar e peneiras com alta produção, pois nessa etapa do beneficiamento é mais importante o rendimento do que a qualidade, considerando-se a necessidade de passar na pré-limpeza toda a semente recebida no dia.

5.2.1.7. Operações especiais

5.2.1.8. Algumas sementes necessitam de operações especiais (desaristamento, debulha, descascamento e escarificação) para que possam ser beneficiadas, como é o caso das sementes palhentas e aristadas, milho em espiga, algodão, amendoim e de sementes duras e múltiplas.

5.2.1.9. Limpeza das sementes

5.2.1.10. A remoção dos materiais indesejáveis do meio do lote de sementes só é possível se houver diferença física entre os componentes. As propriedades físicas usadas para a separação são largura, espessura, comprimento, peso forma, peso específico, textura superficial, cor, condutibilidade elétrica e afinidade por líquidos.

5.3. Tratamento

5.3.1. O tratamento de sementes previne a entrada de pragas em áreas de cultivo e tem grande importância no desenvolvimento de plantas vigorosas e sadias. Essa prática protege a semente desde o contato inicial com o solo até o início do crescimento das plantas. Ou seja, a proteção ocorre antes, durante e depois da germinação.

5.3.1.1. On Farm

5.3.1.1.1. Certificar-se de que o produto utilizado no procedimento seja registrado para as sementes da cultura que se pretende fazer o tratamento: um produto não registrado pode até prejudicar a semente;

5.3.1.1.2. Observar as características dos produtos a serem utilizados: dar preferência aos que possuem baixo volume de calda e boa adesão à semente;

5.3.1.1.3. Dar preferência aos produtos que combinem, em uma só fórmula, fungicidas e inseticidas;

5.3.1.1.4. Escolher corretamente o produto químico de acordo com o objetivo do tratamento: produtos de amplo espectro de ação fazem controle de maior número de pragas;

5.3.1.1.5. Seguir as instruções da bula do produto e das Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ), elaboradas de acordo com a Norma Técnica 14.725 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);

5.3.1.1.6. Certificar-se de que o equipamento de aplicação esteja calibrado;

5.3.1.1.7. Utilizar Equipamento de Proteção Individual (EPI) específico;

5.3.1.1.8. Estar em um lugar seguro em relação ao meio ambiente, pessoas e animais.

5.3.1.2. Tratamento Industrial de Sementes (TIS)

5.3.1.2.1. O volume de calda (dosagem) de defensivo utilizado para o tratamento das sementes é mais preciso;

5.3.1.2.2. A semente recebe melhor cobertura com o produto;

5.3.1.2.3. Há menos risco de intoxicação dos operadores, portanto, mais seguro;

5.3.1.2.4. Apresenta maior eficiência e maior rendimento por hora (há no mercado máquinas capazes de tratar até 30 toneladas de sementes por hora);

5.3.1.2.5. Maior praticidade, uma vez que as sementes compradas já estão prontas para uso.A maior parte das empresas que vendem sementes realiza o tratamento no pré-ensaque ou no momento da entrega das sementes ao produtor.

5.4. Armazenamento

5.4.1. As sementes são armazenadas, durante as diferentes etapas do beneficiamento, de três maneiras:

5.4.1.1. - Embalagens porosas ou permeáveis

5.4.1.2. - Embalagens resistente à penetração do vapor de água ou semipermeáveis

5.4.1.3. - Embalagens resistente à penetração do vapor de água ou semipermeáveis