Ensino Social Cristão

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Ensino Social Cristão por Mind Map: Ensino Social Cristão

1. Direitos humanos

1.1. Universais

1.1.1. Todos os homens, sem discriminação de raça, cor, lugar, grau de cultura.

1.2. Inalienáveis

1.2.1. Não podem ser transferidos para outros.

1.3. Invioláveis

1.3.1. Não podem ser violados, suprimidos ou diminuídos - nem pela própria pessoa.

1.4. Imprescritíveis e Irrenunciáveis

1.4.1. Não se extinguem ao longo do tempo e não se perdem por simples abdicação do titular.

2. Concepção de pessoa

2.1. Características da pessoa

2.1.1. Singularidade: cada pessoa é única, irrepetível, insubstituível

2.1.2. Unidade: passa a idade, o organismo cresce e envelhece, vivencia as mais variadas experiências – boas e más -, mas cada um é sempre o mesmo “eu”.

2.1.3. Reconhecimento de um valor especial na pessoa;

2.2. Dignidade humana

2.2.1. Na perspectiva cristã, a dignidade não depende de fatores externos ao ser humano, nem sequer do exercício de faculdades intelectuais ou morais;

2.2.2. Nesta perspectiva, a dignidade humana não está condicionada e não se sujeita às convenções jurídico-sociais.

3. Eugenia, aborto e eutanásia

3.1. Aborto

3.1.1. “A vida humana começa com a concepção”. Essa é uma certeza para a Biologia.

3.1.2. Singer

3.1.2.1. “a crença de que a mera condição de pertencer à nossa espécie (...) tem grande importância para o mal de matar um ser constitui um legado de doutrinas religiosas”.

3.1.2.2. É necessário definir o que é um ser humano.

3.1.3. Defesa Cristã

3.1.3.1. TODO ser humano, a despeito de sua viabilidade, inteligência, grau de consciência, etc., foi criado à imagem e semelhança de Deus e tem, portanto, uma dignidade inviolável.

3.2. Eutanásia

3.2.1. A palavra tem origem do grego “euthanatos” que significa morte fácil.

3.2.2. Ação ou omissão com a intenção de provocar a morte de uma pessoa com doença incurável para aliviar seu sofrimento: • Injetar uma substância letal ou • Suspender tratamentos elementares (alimentação, hidratação).

3.2.3. Todo ser humano é digno independente da sua condição: jovem, idoso, doente, deficiente, consciente ou não.

3.2.4. Dignidade é a própria essência do ser humano: ele é digno porque é único e insubstituível.

3.2.5. Morrer com dignidade é ser respeitado até o final.

4. Solidariedade

4.1. Primeiras comunidades cristãs realizavam:

4.1.1. • Serviço de alimentação e hospedagem aos necessitados, órfãos e viúvas;

4.1.2. • Caixa de ajuda para casos de urgências;

4.1.3. • Serviço de enterro aos falecidos;

4.1.4. • Visitas e amparos aos doentes e presos;

4.1.5. • Acolhimento aos estrangeiros.

4.2. João Paulo II, 1988

4.2.1. “A solidariedade é também uma verdadeira e própria virtude moral, não «um sentimento de compaixão vaga ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas próximas ou distantes. Pelo contrário, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos”

5. Subsidiariedade

5.1. Nasce da vontade pessoal de transformar, de resolver problemas.

5.2. Busca a valorização da sociedade e tem como pressupostos a liberdade, a iniciativa e a responsabilidade dos indivíduos e dos grupos no exercício de seus direitos e obrigações

5.3. Parte de uma ideia simples: não se deve transferir a uma sociedade maior aquilo que pode ser realizado por uma sociedade menor.

5.4. Doutrina social da igreja

5.4.1. A subsidiariedade é uma ajuda à pessoa, na autonomia dos corpos intermédios (...). Tal ajuda é oferecida quando a pessoa e os sujeitos sociais não conseguem operar por si sós, e favorece a liberdade e a participação(...).

5.5. Requisitos gerais

5.5.1. A presença de uma sociedade civil forte, capaz de organizar-se para responder às próprias necessidades

5.5.2. Um aparato público capaz de renunciar a gestão direta dos serviços para favorecer a autonomia das organizações sociais, e que seja transparente, desregulado e desburocratizado.

6. Sustentabilidade, tecnologia e questão social

6.1. Degradação ambiental e pobreza

6.1.1. O ambiente humano e o ambiente natural degradam-se em conjunto; De fato, a deterioração do meio ambiente e a da sociedade afetam de modo especial os mais frágeis do planeta.

6.1.2. O impacto dos desequilíbrios atuais manifesta-se também na morte prematura de muitos pobres, nos conflitos gerados pela falta de recursos e em muitos outros problemas que não têm espaço suficiente nas agendas mundiais.

6.2. Tecnologia

6.2.1. A tecnociência, bem orientada, pode produzir coisas realmente valiosas para melhorar a qualidade de vida do ser humano.

6.2.2. A verdade é que «o homem moderno não foi educado para o reto uso do poder»

7. Liberdade religiosa e Estado laico

7.1. Fundamentalismo religioso

7.1.1. Volta aos princípios doutrinários fundamentais. Como: através da fidelidade à Bíblia;

7.1.1.1. Apego à palavra escrita “tal e qual”, sem interpretações. O texto sagrado, tendo sido revelado por Deus, é a palavra final;

7.1.2. Crença de que a doutrina do grupo é a expressão da verdade (defesa intransigente) e outras doutrinas estariam no erro.

7.1.3. PARA DEFENDER E ATÉ MESMO IMPOR AS SUAS IDEIAS, GRUPOS FUNDAMENTALISTAS PRATICAM ATOS VIOLENTOS.

7.2. Liberdade religiosa

7.2.1. TODA A PESSOA DEVE PODER EXERCER LIVREMENTE O DIREITO DE PROFESSAR E MANIFESTAR, INDIVIDUAL OU COMUNITARIAMENTE, A PRÓPRIA RELIGIÃO OU A PRÓPRIA FÉ, TANTO EM PÚBLICO COMO PRIVADAMENTE, NO ENSINO, NOS COSTUMES, NAS PUBLICAÇÕES, NO CULTO E NA OBSERVÂNCIA DOS RITOS.

7.2.2. NÃO DEVERIA ENCONTRAR OBSTÁCULOS, SE QUISESSE EVENTUALMENTE ADERIR A OUTRA RELIGIÃO OU NÃO PROFESSAR RELIGIÃO ALGUMA.

7.3. Estado laico

7.3.1. A SOCIEDADE NÃO É NEUTRA. TER UMA RELIGIÃO OU SER ATEU CONSTITUI A IDENTIDADE DE UMA PESSOA: SEUS VALORES, CRENÇAS, VISÃO DE MUNDO ETC. ADVÊM TAMBÉM DA RELIGIÃO QUE PRATICA OU DE NÃO PROFESSAR NENHUMA.

7.3.2. Todos podem lutar pelo que acreditam.

7.3.3. O ESTADO TEM COMO DEVER DEFENDER A LIBERDADE RELIGIOSA E SER NEUTRO EM RELAÇÃO AS RELIGIÕES. TODAS DEVEM TER A POSSIBILIDADE DE SE MANIFESTAR PUBLICAMENTE SOBRE QUALQUER ASSUNTO.