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O CRUZEIRO por Mind Map: O CRUZEIRO

1. O Cruzeiro Novo foi consolidado num período de alta inflação, e para contê-la, houve a necessidade de alterar a moeda, para que houvesse uma contabilidade melhor, a economia brasileira estava em crise desde 1963, apresentando baixos índices de crescimento, e altos índices inflacionários. A taxa da inflação, por exemplo, atingiu 91,9, em 1964. Essa nova moeda foi criada pelo Decreto-Lei n°. 1, de 13 de novembro de 1965, durante o governo de Humberto Alencar Castello Branco, primeiro presidente do Regime Militar. Com a circulação do Cruzeiro Novo foram restituídas as moedas de centavos (centésima parte de Cruzeiro Novo), que haviam sido abolidas entre 1964 e 1967. Um Cruzeiro Novo equivalia a mil Cruzeiros, ou seja, Cr$ 1.000,00 = NCr$ 1,00

2. O Cruzeiro (Cr$) foi a moeda do Brasil de 1942 a 1967, de 1970 a 1986 e de 1990 a 1993. Sua adoção se deu pela primeira vez em 1942, durante o Estado Novo, na primeira mudança de padrão monetário no país, com o propósito de uniformizar o dinheiro em circulação

2.1. Foi durante o governo Vargas e pertenceu ao Brasil até a criação da nova moeda, o real.

3. O cruzeiro novo utilizava as mesmas cédulas do cruzeiro, mas com um carimbo mostrando seu novo valor. Foram cortados três zeros da moeda, e 1000 cruzeiros passaram a valer 1 cruzeiro novo.

4. Comparação de valor entre o cruzeiro e o real:

4.1. Logo que o real entrou em vigor no país, houve a necessidade de se trocar os cruzeiros por meio de uma conversão para as notas em reais. Essa conversão bastante utilizada naquela época quase nem é conhecida atualmente. Isso porque hoje em dia não é mais necessário realizar conversões desse tipo. Mas para analisar quanto um bem valia naquela época e quanto ele vale agora, é necessário realizar a conversão.

4.1.1. A conversão de cruzeiros para reais começa com uma conversão simples do cruzeiro de 1990 para o cruzeiro real de 1993. Para está conversão, teremos que dividir o valor em cruzeiros pelo número 1.000.

4.1.2. Por exemplo: Cruzeiro (1990): 2.750,00/ 1000 Cruzeiro real (1993): 2,75 Sabendo o valor do cruzeiro em cruzeiro real, podemos realizar a conversão direta para o real. Nesse caso, a conta é feita com o valor em cruzeiro real dividido pelo número 2.750,00. Cruzeiro real (1993): 2,75 Real (1994): 1,00 Sendo assim, 2.750,00 cruzeiros equivalem a R$ 1,00

5. Sua substituição

6. Seu poder de compra no momento da criação da moeda

6.1. Mil cruzeiros (1943) – aproximadamente 19 anos. Pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas, pela correção inflacionária, essa cédula, quando lançada, teria o poder de compra hoje de aproximadamente R$ 2,3 mil. Em 1947 pagava mil tarifas de ônibus na cidade de São Paulo (Cr$ 1,00). Comprava, em dezembro de 1943, US$ 94,07, a Cr$ 10,63 por dólar.

7. Teve 3 fases

7.1. CRUZEIRO (1942-1967)

7.2. O cruzeiro foi criado em 1942 em substituição ao mil réis, que gerava uma certa confusão por conta das frações serem em milésimos. O cruzeiro instituiu pela primeira vez a moeda com centavos, facilitando as transações. Um cruzeiro foi equivalente a mil mil réis, ou um conto de réis.

7.3. CRUZEIRO NOVO (1967-1970)

7.4. CRUZEIRO (1970-1986)

7.4.1. A moeda voltou a se chamar cruzeiro três anos depois, com novas cédulas. Seu valor não foi alterado em relação ao cruzeiro novo. Com o tempo, a moeda foi se desvalorizando, e novas cédulas de valor muito maior foram sendo criadas. Em 1986, último ano de circulação dessa moeda, já existiam notas de 100 000 cruzeiros.

8. O espaço geográfico brasileiro durante a criação do cruzeiro.

8.1. O cruzeiro foi criado em 1942 e permaneceu até o ano de 1993, durante o Estado Novo, na primeira mudança de padrão monetário no país, com o propósito de uniformizar o dinheiro em circulação, essa moeda foi criada para substituir o padrão “Mil-Réis”, que permanecia desde o período colonial e início do republicano. Em 1889, foi publicado no jornal Gazeta de Notícias, Machado de Assis propondo que o Brasil tivesse uma "moeda batizada" :

8.1.1. "Tem a Inglaterra a sua libra, a França o seu franco, os Estados Unidos o seu dólar, por que não teríamos nós nossa moeda batizada? Em vez de designá-la por um número, e por um número ideal — vinte mil-réis — Por que lhe não poremos um nome — cruzeiro — por exemplo? Cruzeiro não é pior que outros, e tem a vantagem de ser nome e de ser nosso. Imagino até o desenho da moeda; e de um lado a efígie imperial, do outro a constelação... Um cruzeiro, cinco cruzeiros, vinte cruzeiros. Os nossos maiores tinham os dobrões, os patacões, os cruzados, etc., tudo isto era moeda tangível; mas vinte mil-réis... Que são vinte mil-réis? Enfim, isto já me vai cheirando a neologismo. Outro ofício."

8.1.2. "Tem a Inglaterra a sua libra, a França o seu franco, os Estados Unidos o seu dólar, por que não teríamos nós nossa moeda batizada? Em vez de designá-la por um número, e por um número ideal — vinte mil-réis — Por que lhe não poremos um nome — cruzeiro — por exemplo? Cruzeiro não é pior que outros, e tem a vantagem de ser nome e de ser nosso. Imagino até o desenho da moeda; e de um lado a efígie imperial, do outro a constelação... Um cruzeiro, cinco cruzeiros, vinte cruzeiros. Os nossos maiores tinham os dobrões, os patacões, os cruzados, etc., tudo isto era moeda tangível; mas vinte mil-réis... Que são vinte mil-réis? Enfim, isto já me vai cheirando a neologismo. Outro ofício."

9. História

9.1. Período histórico

10. Importância da moeda( de modo geral ) para a sociedade

10.1. Na economia a moeda tem duas funções especificas.

10.1.1. A moeda é utilizada como medida de valor, para a empresa seria como a medida do trabalho exercido sobre o produto.

10.2. 1. como meio de troca onde os compradores dão aos vendedores quando deseja adquirir um produto, mercadoria.

10.3. 2. uma unidade de conta, utilizada para anunciar preços e registrar débitos, ou seja, quando desejamos medir e registrar valor econômico.

10.4. Algumas empresas e pessoas também optam por usar uma reserva de valor para transferir poder aquisitivo do presente para o futuro. Contudo neste item não são apenas contados a moeda em si, mas também os ativos não-monetários. Para uma nação, seja ela qual for, uma moeda é vital para o pleno desenvolvimento socioeconômico que vise estabilidade em longo prazo

11. Sua importância para a sociedade

11.1. O Cruzeiro não apenas foi um veículo de comunicação importante no país, como foi intencionalmente criado para ser porta-voz da modernidade.

11.2. Depois de ter feito um pedido de empréstimo financeiro para comprar a revista ao então ministro da Fazenda, Getúlio Vargas, Chatô conseguiu alcançar seus propósitos de receber ajuda financeira para investir em seus meios de comunicação. A pedido de Vargas, Chatô reuniu-se com banqueiro gaúcho (compadre do ministro) e, no mesmo dia, obteve o empréstimo pleiteado. Getúlio encarregou-se de providenciar o dinheiro, valendo-se, para isso, da sua influência junto ao proprietário do Banco da Província.

11.3. Surgiu, ainda, para atingir todo o território brasileiro e dar uma idéia de nação hegemônica. No resgate histórico que fez sobre a vida de Assis Chateaubriand, Fernando Morais conta que a utilização da revista para servir a interesses ideológicos e políticos foi muita bem pensada.

11.4. De fato, a revista viria a ser, um dos veículos de comunicação mais poderosos que o país já teve, com a função de eleger e de derrubar presidentes e governos, um exemplo foi o próprio Vargas, que o magazine ajudou a levar ao poder, mas que também ajudou a depor em 1944.

12. Ilustração das cédulas

12.1. 1.000 cruzeiros reais

12.2. Trás: Cena alegórica referente à proposta de ensino levada a efeito pela Escola Parque, cujo fundamento e método defendem a educação como processo constante de reorganização e reconstrução de experiências.

12.3. Frente: Retrato de Anísio Spínola Teixeira (1900-1971), tendo à esquerda vista parcial da Escola Parque, integrante do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, projeto do arquiteto e engenheiro Diógenes Rebouças, sob orientação do próprio Anísio.

12.3.1. 5.000 cruzeiros reais

12.3.1.1. Frente: Efígie de "gaúcho", ladeada por painel que retrata, em visão simultânea, a fachada e o interior das ruínas da Igreja de São Miguel das Missões (RS), construída pelos jesuítas na primeira metade do século XVII.

12.3.1.1.1. 50.000 cruzeiros reais

12.3.1.1.2. Trás: Cena de baiana, trajada com o requinte dos dias de grande festa, com o clássico tabuleiro, preparando o acarajé. Ao fundo vê-se perspectiva da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador, cenário de uma das mais famosas festas do sincretismo religioso brasileiro: a Lavagem do Bonfim.

12.3.1.1.3. Frente: Efígie de "baiana", com torço e colares, tendo à esquerda painel onde figuram alguns de seus mais importantes balagandãs, os quais possuem diversos significados: romã e cacho de uvas (fecundidade); figa de madeira e dentes de animais (proteção); caju (abundância); peixe, cordeiro e pombas do Espírito Santo (elementos resultantes do sincretismo com o catolicismo).

12.3.1.2. Trás: Painel apresentando cena do "gaúcho" manejando o laço, na captura do gado. Sob as legendas da margem inferior, reproduções de acessórios típicos que o gaúcho usa em sua lida diária: boleadeira, relho, guampa e esporas.