PARNASIANISMO:

MAPA DE FILOSOFIA ELEN SARA 421

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PARNASIANISMO: por Mind Map: PARNASIANISMO:

1. Principais autores e obras do parnasianismo no Brasil

1.1. Teófilo Dias (1854-1889):

1.1.1. O primeiro livro de poesia considerado parnasiano, publicado em 1882, foi uma obra de sua autoria: Fanfarras. Publicou ainda os seguintes livros: Flores e amores (1874), Cantos tropicais (1878), Lira dos verdes anos (1876), A comédia dos deuses (1887) e A América (1887).

1.2. Alberto de Oliveira (1857-1937):

1.2.1. eleito o “Príncipe dos Poetas” em 1924. Escreveu as seguintes obras poéticas: Canções românticas (1878), Meridionais (1884), Sonetos e poemas (1885), Versos e rimas (1895), Poesias - 1ª série (1900), Poesias - 2ª série (1906), Poesias - 2 vols. (1912), Poesias - 3ª série (1913), Poesias - 4ª série (1928), Poesias escolhidas (1933), Póstumas (1944).

1.3. Raimundo Correia (1859-1911):

1.3.1. Foi magistrado, professor, diplomata e poeta. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, escreveu os livros Primeiros sonhos (1879), Sinfonias (1883), Versos e versões (1887), Aleluias (1891), Poesias (1898).

1.4. Olavo Bilac (1865-1918):

1.4.1. Foi jornalista, inspetor de ensino e poeta. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Publicou as seguintes obras: Poesias (1888), Crônicas e novelas (1894), Sagres (1898), Crítica e fantasia (1904), Poesias infantis (1904), Conferências literárias (1906), Tratado de versificação (com Guimarães Passos) (1910), Dicionário de rimas (1913), Ironia e piedade (1916), Tarde (1919).

1.5. Vicente de Carvalho (1866-1902):

1.5.1. Foi advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e contista. Publicou as seguintes obras: Ardentias (1885), Relicário (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções (1908), Versos da mocidade (1909), Verso e prosa (1909), Páginas soltas (1911), A voz dos sinos (1916), Luizinha (1924).

1.6. Francisca Júlia (1871-1920):

1.6.1. Foi poeta e crítica literária. No entanto, apesar de sua consistência literária, não ingressou, por ser mulher, na Academia Brasileira de Letras. Publicou as seguintes obras: Mármores (1895), Livro de infância (1899), Esfinges (1903), A feitiçaria sob o ponto de vista científico (discurso) (1908), Alma infantil (com Júlio César da Silva) (1912), Esfinges 2º ed. (ampliada) (1921), Poesias (organizadas por Péricles Eugênio da Silva Ramos) (1962).

2. CONTEXTO HISTÓRICO

2.1. teses científicas e sociológicas eram desenvolvidas e difundidas, como o determinismo social.

2.1.1. O parnasianismo, então, surgiu como um movimento concomitante ao realismo e ao naturalismo, porém tendo o gênero lírico como sua principal manifestação. Parnasianismo advém da palavra “Parnaso”, que, segundo a mitologia grega, refere-se a um lugar, um monte, consagrado a Apolo e às musas, em que os poetas, inspirados pela aura do lugar, compunham.

2.1.2. o parnasianismo foi o nome designado para intitular o movimento literário surgido na França na segunda metade do século XIX, também em razão de uma antologia, publicada em três volumes, sendo o primeiro em 1866, intitulada Parnasse contemporain (Parnaso contemporâneo).

3. PÚBLICO:

3.1. No Parnasianismo tem relação com o público, porque há canções românticas, poemas, versos e rimas, crônicas e novelas. O que vai mais chamar a atenção do público neste movimento são as novelas, as pessoas amam assistir as novelas, tanto brasileiras quanto as mexicanas

3.1.1. No entanto, o público leitor era bastante restrito, já que a maioria da população brasileira - 80%, segundo o censo de 1872 - era analfabeta.

4. O parnasianismo foi um movimento literário que surgiu na França no final do século XIX, tendo como principal bandeira a oposição ao realismo e ao naturalismo

4.1. No Brasil, esse movimento opunha-se principalmente ao romantismo, já que, apesar dos ideais românticos terem dado lugar ao realismo e ao naturalismo na prosa, ainda eram fortes suas características na poesia.

4.2. O parnasianismo brasileiro começou a ser difundido no país a partir de 1870

5. Características do parnasianismo

5.1. forte interesse pela cultura greco-latina. Esse interesse temático e formal em relação à cultura clássica opunha-se diretamente à estética vigente no romantismo

5.2. Aspectos formais

5.3. Linguagem objetiva, em oposição à linguagem mais subjetiva do romantismo;

5.4. Predomínio de vocabulários e estrutura sintática cultos;

5.5. Busca pelo equilíbrio formal;

5.6. Predileção pelo soneto.

5.7. Aspectos conteudísticos

5.8. Paganismo greco-latino, em oposição ao cristianismo e ao misticismo do simbolismo;

5.9. Retomada de elementos da tradição clássica;

5.10. Materialismo e racionalismo;

5.11. Contenção de sentimentos, em oposição à externalização amorosa romântica;

5.12. A busca da arte pela arte.