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Micoses Endêmicas por Mind Map: Micoses Endêmicas

1. Histoplasmose

1.1. Características

1.1.1. Histoplasma capsulatum

1.1.2. cosmopolita

1.1.3. endêmica na América do Sul > Brasil!

1.1.4. imunocompetentes, HIV positivos (forma disseminada), usuários de corticoide ou inibidores TNFa

1.1.5. humanos se infectam após revolvimento de solos contaminados, ou pelo contato com morcegos infectados; também pode ser encontrado em galinheiros, construções abandonadas, árvores e cavernas.

1.2. Manifestações Clínicas

1.2.1. Infecção assintomática

1.2.1.1. hospedeiros normais em áreas endêmicas

1.2.2. Infecção Pulmonar Aguda

1.2.2.1. inalação de grande quantidade de conídios

1.2.2.2. febre, calafrios, cefaleias, mialgias, hiporexia, tosse, dispneia, dor torácica

1.2.3. Infecção Pulmonar Crônica

1.2.3.1. tabagistas, DPOC, >50 anos

1.2.3.2. progressão lenta para forma bicavitária crônica

1.2.3.3. tende a evoluir para caquexia ou insuficiência respiratória

1.2.3.4. febre baixa vespertina, perda de peso, sudorese noturna, dor torácica, tosse com hemoptise

1.2.4. Disseminada

1.2.4.1. infecta órgãos ricos em macrófagos (baço, linfonodos, fígado medula óssea)

1.2.4.2. imunossupressos (HIV) - >50% mortalidade

1.2.4.3. quadro agudo ou subagudo: febre elevada, anorexia intensa, linfadenopatia, hepatoesplenomegalia, leucopenia/anemia, lesões cutâneas

1.3. Diagnóstico Laboratorial

1.3.1. Exame direto (pouca utilidade): esfregaço corado; biópsia e aspirado de medula óssea (forma disseminada)

1.3.2. Sorologia: imunodifusão radial dupla, fixação do complemento, enzima imunoensaio (forma disseminada)

1.4. Critérios de Confirmação

1.4.1. Provado: histopatologia ou cultura

1.4.2. Provável: manifestação clínica, condições predisponentes, evidência micológica (antígeno ou anticorpo)

2. Características Gerais

2.1. Fungos Dimórficos

2.2. Patógenos primários

2.3. Modificam sua forma conforme temperatura (25°C filamentosa, 37°C leveduriforme)

2.4. Via de infecção: inalação > pulmão

2.5. Manifestação clínica conforme: - quantidade de estruturas fúngicas inaladas - tempo de contato e exposição com as estruturas - capacidade de defesa do hospedeiro (sistema imune)

2.6. Diagnósticos: - tradicional (exame direto e cultivo) - testes sorológicos (anticorpo e antígeno) - testes intradérmicos (inquérito epidemiológico)

3. Paracoccidioidomicose

3.1. Características

3.1.1. Paracoccidioides sp.

3.1.1.1. brasiliensis e lutzii

3.1.2. endêmica na América do Sul

3.1.3. zona rural: floresta tropical e subtropical > sapróbio de solo úmido

3.1.4. adultos 30 a 50 anos

3.2. Manifestações Clínicas

3.2.1. São crônicas e progressivas. Pode se manifestar como pneumonia aguda.

3.2.2. Mucocutânea: Envolvem a face, em especial as bordas mucocutâneas do nariz e da cavidade oral. Apresentam lesões puntiformes sobre bases granulares de úlceras.

3.2.3. Linfática: Linfonodos regionais aumentam de tamanho, e podem se tornar necróticos, de forma indolor.

3.2.4. Viscerais: Causam aumento de fígado, baço e linfonodos abdominais, e algumas vezes com dor abdominal.

3.3. Diagnóstico Laboratorial

3.3.1. Exame de Cultura + Exame Direto

3.3.1.1. Células leveduriformes características no exame microscópico de fluidos.

3.3.1.2. Leveduras com grandes brotamentos na cultura, o que irá diferenciar ele dos outros.

3.3.2. A cultura pode apresentar um risco biológico importante!

3.4. Critérios de Confirmação

3.4.1. Provado: A presença dos brotamentos na cultura é uma grande confirmação de que se trata de P. Brasiliensis.

3.4.2. Provável: manifestação clínica, condições predisponentes

4. Coccidioidomicose

4.1. Características

4.1.1. Coccidioides immitis

4.1.2. Agente fúngico mais virulento

4.1.3. Febre do Vale do São Joaquim ou febre do deserto

4.1.4. Norte e Nordeste (Brasil) > fungo saprófita (solo desértico, pH salino)

4.2. Manifestações Clínicas

4.2.1. 50 a 60% das infecções são assintomáticas

4.2.2. sintomas são parecidos com os da influenza: fadiga, tosse, febre, dispneia, cefaleia, dor articular e muscular, sudorese noturna

4.2.3. na forma disseminada (extrapulmonar), pode atingir qualquer parte do corpo

4.3. Diagnóstico Laboratorial

4.3.1. Exame direto: preferencial por não ter risco de contaminação em laboratório

4.3.2. Cultivo: Deve ser feita sempre em cabine de segurança biológica de Classe III B2 (BSL-3)

4.3.3. A sorologia pode ser utilizada como complemento do diagnóstico

4.4. Critérios de Confirmação

4.4.1. Provado: exame direto + cultura

4.4.2. Pode ocorrer falha na imunodifusão se não estiver em forma progressiva ou disseminada.

4.4.3. Provável: manifestações clínicas

5. Blastomicose

5.1. Características

5.1.1. Blastomyces dermatitidis

5.1.2. endêmica na América do Norte > micose de importação

5.2. Manifestações Clínicas

5.2.1. Os sintomas são de pneumonia ou da disseminação para vários órgãos, predominantemente a pele.

5.2.2. tosse produtiva ou seca, dor no peito, dispneia, febre, calafrios e sudorese profusa

5.2.3. Causa disseminação, provocando doença extrapulmonar.

5.3. Diagnóstico Laboratorial

5.3.1. Culturas e esfregaços fúngicos

5.3.2. A cultura pode apresentar um risco biológico importante!

5.3.3. Antígeno de Blastomyces na urina

5.4. Critérios de Confirmação

5.4.1. Provado: cultura

5.4.2. Teste do antígeno na urina é útil, mas sua reatividade cruzada com o Histoplasma é alta.

5.4.3. Provável: manifestações clínicas