Quando até cientistas precisam crer

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Quando até cientistas precisam crer por Mind Map: Quando até cientistas precisam crer

1. Agnóstico

1.1. A posição mais consistente com o método científico é a do agnóstico, como haviam já percebido Thomas Huxley e Bertrand Russell, entre muitos outros: não vejo qualquer razão para crer, mas, com base no que sei não posso negar absolutamente a possibilidade de que alguma entidade divina exista. Como escreveu Huxley, criador do termo "agnóstico": "É errôneo afirmar que se tem certeza da verdade objetiva de uma proposição, a menos que seja fornecida evidência que justifique logicamente esta certeza".

2. Fé

2.1. Grupos

2.1.1. Sempre ao se reunir ou se juntar a um grupo de pessoas de acreditam na mesma fé a pessoa vê sua crença justificada, e mais que isso a pessoa se vê em um grupo com valores afins. porem dês de muito antes nos nossos antepassados as pessoas viviam em grupos pra se proteger o que gera uma enorme vantagem aumentando as chances de sobreviver naquela época.

2.2. Experiencia

2.2.1. Porem existe outra forma de fé bem mais subjetiva: a variedade de experiência religiosa atinge seu clímax na subjetividade da experiência individual, na comunhão da pessoa com o desconhecido, ná percepção de transcendência dos limites da existência humana, delineada pelas barreiras do espaço e do tempo.

3. Conclusão

3.1. Mesmo o cientista secular quando estende sua curiosidade ao oceano do desconhecido está praticando essa crença, expressando a necessidade que temos de conhecer nossa história e de explorar o novo, estendendo nossa visão da realidade.

4. Leis

4.1. Para ateus conhecidos do público, como Richard Dawkins, Sam Harris e Christopher Hitchens (1949-2011), esse tipo de posição intermediária é inconsistente com os fundamentos da ciência: a natureza é material, e a matéria é organizada segundo leis quantitativas. O objetivo da ciência é descobrir essas leis; não existe espaço para mais nada.

4.2. Segundo eles, essa posição metafísica conciliatória cria uma série de problemas filosóficos. Embora atraente, ela força a coexistência incompatível do natural com o sobrenatural. Como a natureza pode ser tanto natural quanto sobrenatural?

5. Subconciente

5.1. Como escreveu James, "toda a sua vida subconsciente, seus impulsos, suas crenças, suas necessidades são a premissa da sua existência consciente; existe algo dentro de você que sabe de forma absoluta que o resultado disso tudo deve ser mais verdadeiro do que qualquer tipo de argumento lógico, por mais articulado que seja, que tente contradizer essas convicções subconscientes".

6. Natural e sobrenatural

6.1. Por definição, chamar um evento que ocorre e é percebido por alguém como sendo um "fenômeno sobrenatural" cria uma inconsistência básica: para que o fenômeno tenha sido observado, teve que emitir algum tipo de radiação eletromagnética (luz visível, radiação infravermelha etc.), que foi detectada por algum observador ou aparelho – "Eu vi um fantasma!".

6.2. Em outras palavras, para que um fenômeno seja detectado, tem que trocar energia com quem (ou com o que) o observa. Um fenômeno chamado de sobrenatural, uma vez observado, passa a ser perfeitamente natural, mesmo se misterioso ou aparentemente inexplicável. Um fantasma que é visto não é mais uma entidade sobrenatural.

7. Acreditar em que?

7.1. Sempre quando formos discutirmos sobre ciência e religião, acabamos tendo que se depara com duas decisões polarizadas: ou nós afirmamos " Eu acredito", ou nós afirmamos" Eu não acredito. Além do mais, durante grande parte da vida você vai se perguntar no que exatamente eu devo acreditar, ou de onde vem, essa curiosidade que surge e acaba se tornando uma respostas vagas onde acaba se incluindo: "tradição","comunidade" ou "mortalidade", entre outros que questionaram e examinarão sua fé regularmente.

8. Noma

8.1. Alguns adotam a posição que o biólogo americano Stephen Jay Gould (1941-2002) chamou de Noma (do inglês Non-overlapping magisterial, magistérios que não se superpõem) e compartimentam a ciência e a religião em esferas limitadas de influência, afirmando algo como "a religião começa onde a ciência termina". Apesar de cômoda, essa posição não vai muito longe.

8.2. À medida que a ciência avança, a fronteira entre os dois magistérios vai migrando, refletindo a posição conhecida como "Deus dos Vãos", a religião tapando os buracos da nossa ignorância científica. Por outro lado, afirmar categoricamente que o sobrenatural tem uma existência intangível e imensurável posiciona sua natureza além do discurso científico, anulando qualquer possibilidade de troca construtiva de ideias.

9. Por outro lado, afirmar categoricamente que o sobrenatural tem uma existência intangível e imensurável posiciona sua natureza além do discurso científico, anulando qualquer possibilidade de troca construtiva de ideias.