Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Kierkegaard por Mind Map: Kierkegaard

1. Quem era Kierkgaard

1.1. Sören Kierkegaard (1813-1855) é conhecido na filosofia como o “pai do existencialismo”. Para ele a vida dos seres humanos está repleta de expectativas irrealizáveis que reduzem a sua existência. O filósofo dinamarquês abordou temas como a morte e a angústia rompendo com a posição tradicional de negatividade, demonstrando que elas são condições necessárias da vida humana e possibilitam o indivíduo tornar-se quem realmente é.

2. Principais conceitos na obra de Kierkegaard

2.1. Sören Kierkegaard viveu 42 anos, tendo como meta a divulgação da palavra de Deus. Ao mesmo tempo, o filósofo foi um duro crítico da igreja protestante luterana da Dinamarca. Ele acreditava que a interpretação feita pela religião era tendenciosa e separava os indivíduos de sua verdadeira natureza divina. A raça humana deixou de temer a Deus. Depois disso, veio o castigo: passou a temer a si mesma, a ansiar pelo fantasmagórico, e agora treme diante dessa criatura de sua própria imaginação. Assim, o filósofo dedicou-se ao existencialismo e a definir o que é a existência. Segundo Kierkegaard, esta questão havia sido negligenciada pela tradição da filosofia. Isto é, Descartes havia definido o cogito ("penso, logo existo") sem dar conta do que é a própria existência.

3. Angústia

3.1. Kierkegaard afirmou que a angústia é o cerne da existência humana. Ela é a disposição do espírito diante da liberdade de escolhas. Ele diz que ao olharmos para um precipício, sentimos vertigem diante da possibilidade de nos sentirmos atraídos por ele, pela liberdade de escolha entre atirarmo-nos ou não no vazio. A angústia é a vertigem da liberdade. Ele explica que a angústia é anterior ao pecado original, pois teria sido a angústia o sentimento incômodo vivido por Adão e Eva. Ao se depararem com a possibilidade de escolha entre obedecer ou não à ordem de Deus, sobre a proibição ao fruto da árvore do conhecimento, foi também definida a liberdade e a angústia que constituem o fundamento da existência humana.

4. Ironia

4.1. O conceito de ironia é marcado pela impossibilidade da verdade ser introduzida no indivíduo como doutrina. O filósofo se apropria da ironia de Sócrates, componente do método socrático. Assim, o filósofo pretende fazer com que o indivíduo perceba os três estágios de sua existência: estético, ético e religioso. A ironia é a responsável pelo amadurecimento do indivíduo e sua transição do estágio estético, no qual o indivíduo guia suas ações pela busca do prazer, para o estágio ético, onde passa a ser guiado pelo sentimento do dever. A ironia é uma determinação da subjetividade.

5. Principais Obras de Sören Kierkegaard

5.1. Sören Kierkegaard escreveu diversos livros em sua breve vida como filósofo, seu primeiro livro, O Conceito de Ironia, foi publicado aos 27 anos. Durante seus poucos anos de produção, utilizou alguns pseudônimos como Johannes Clímacus ou Hilarius Bogbinder e publicou cerca de 20 livros. Suas principais obras são: O Diário de um Sedutor (1843) A Repetição (1843) Temor e Tremor (1843) Migalhas Filosóficas (1844) O Conceito de Angústia (1844) As Obras do Amor (1847) O Desespero Humano (1849)