A obra de Arte na Era da Reprodutibilidade - Walter Benjamin.

Um mapa mental sobre uma parcela da Teoria da Reprodutibilidade de Benjamin.

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A obra de Arte na Era da Reprodutibilidade - Walter Benjamin. por Mind Map: A obra de Arte na Era da Reprodutibilidade - Walter Benjamin.

1. Aura

1.1. Mágico

1.1.1. Uso ritual

1.1.1.1. Valor de Culto

1.1.1.1.1. Escondido

1.1.1.1.2. Pouco acessado

1.1.1.1.3. Único

1.1.1.2. Valor de Eternidade

1.1.1.2.1. Irreprodutíveis

1.1.1.2.2. Eternas

1.1.1.2.3. Gregos como maiores difusores e produtores

1.1.1.2.4. A Perfectibilidade se relaciona com a renúncia radical aos fatores eternos.

1.2. Unicidade

1.3. Presença

1.4. Autenticidade

2. Reprodução

2.1. Aura

2.2. Rápido transporte informacional e de arte

2.2.1. Conhecimento/divulgação às massas

2.2.2. Valor de Exposição

2.2.2.1. Exponibilidade

2.2.3. Modo de Exposição

2.2.3.1. Muda, com o advento da reprodutibilidade, (n)a política.

2.2.3.2. Através dos aparelhos fotográficos/cinematográficos, rádios etc:

2.2.3.2.1. A forma como mostram alguém, como é expresso determina um novo processo de seleção dos vencedores. Assim o indivíduo não precisa ser um bom político, trabalhar incrivelmente; somente aparentar bem, mostrar-se bem à visibilidade.

2.2.3.2.2. Todo mundo pode produzir e consumir; ser exposto e expor; filmar e ser filmado.

2.3. A Relação da Massa com a Arte:

2.3.1. Expropriação do capital cinematográfico

2.3.1.1. É uma exigência prioritária do proletariado.

2.3.1.2. Pois o cinema, como ferramenta da indústria, manipula estimulando as massas a participarem, por meio de concepções ilusórias e especulações ambivalentes, da nova mídia.

2.3.1.2.1. O Fascismo:

2.3.1.3. Excluídos como produtores (do "mainstream"), porém ávidos e integros consumidores.

2.3.2. Prazer de Ver & Sentir x Atitude do especialista;

2.3.3. Menor significação social ~ Maior distância entre a atitude de fruição e atitude crítica.

2.3.4. "Desfruta-se o que é convencional, sem criticá-lo. critica-se o que é novo, sem desfrutá-lo."

2.3.5. Recepção

2.3.5.1. Tátil:

2.3.5.1.1. Distração;

2.3.5.1.2. Objeto de diversão.

2.3.5.2. Ótica

2.3.5.2.1. Recolhimento;

2.3.5.2.2. Objeto de devoção.

2.3.5.3. A Arquitetura - o edifício - dupla forma de recepção:

2.3.5.3.1. Pelo uso (tátil) e;

2.3.5.3.2. Percepção (ótico).

2.3.5.3.3. "A recepção através da distração [...] constitui o sintoma de transformações profundas nas estruturas perceptivas, tem no cinema o seu cenário privilegiado"

2.3.5.4. Percepção na produção:

2.3.5.4.1. A Disney - com produções como o Mickey - e filmes estadunidenses como precursores da produção terapêutica do inconsciente.

2.3.5.4.2. Dadaísmo:

3. Fotografia

3.1. Marco/Início de Mudança

3.1.1. Início do recuo do Valor de Culto

3.1.1.1. Retrato - refúgio do valor

3.1.2. Valor de Exposição > Valor de Culto

3.1.2.1. Homem saindo das fotos

3.2. Emancipação da Arte

3.2.1. A Obra de Arte surge através da montagem, do coletivo-único das fotos.

3.2.2. Arte Amadurecida:

3.2.2.1. 1- A técnica atua sobre uma forma de arte determinada;

3.2.2.2. 2- As formas artísticas tradicionais tentam laboriosamente produzir efeitos que novas formas de arte farão facilmente;

3.2.2.3. 3- Transformações sociais muitas vezes imperceptíveis acarretam mudanças na estrutura da percepção - que serão mais tarde utilizadas pelas novas formas de arte.

3.3. Modo de Reprodução: (Uma foto ...)

3.3.1. (de) Um quadro:

3.3.1.1. O objeto é obra de arte;

3.3.1.2. A reprodução do objeto não é obra de arte.

3.3.2. (num estúdio) Um acontecimento fictício:

3.3.2.1. O objeto não é obra de arte;

3.3.2.2. A reprodução do objeto também não o é.

4. Cinema

4.1. Novas percepções

4.2. Obrigatoriedade de ser coletivo

4.2.1. Unicidade, unidade

4.3. Filmes

4.3.1. Montagem a partir de inúmeras imagens isoladas e de sequências de imagens assim passíveis de edição.

4.3.2. Perfectível das Obras.

4.3.2.1. Está inserida no ato de montar, combinar, refazer, regravar até estar como o desejado, até agradar, cumprir o objetivo.

4.4. O Ator Cinematográfico

4.4.1. Desenvolve a autorrepresentação - ou pelo menos deveria.

4.4.2. Frente à câmera sente o julgamento da massa, a interferência do capital.

4.4.3. É negado a fazer o que o "Ator do Teatro" faz. Assim o astro cinematográfico não precisa ser um bom ator.

4.4.4. A inventividade do papel pode ser excluída para atender à "fórmula do sucesso".

4.5. Dúvida do enquadramento como Arte.

4.5.1. "Tendência estéril de copiar o mundo exterior que tem impedido o cinema de incorporar o mundo exterior [...] que tem impedido o cinema de incorporar-se do domínio da arte." (Werfel)

4.5.2. "Seu sentido está na sua faculdade característica de exprimir, por meios naturais e com uma incomparável força de persuasão, a dimensão do fantástico, do miraculoso e do sobrenatural."

4.6. (Campo de) Visão

4.6.1. Câmera

4.6.1.1. Cinema

4.6.1.1.1. Reduzido

4.6.1.1.2. Direcionado

4.6.1.1.3. Esconde pontos e exalta outros

4.6.1.2. Cinegrafista

4.6.1.2.1. Penetra profundamente as vísceras da realidade.

4.6.1.2.2. A imagem é composta de inúmeros fragmentos que se recompõe segundo novas leis.

4.6.1.2.3. "A descrição cinematográfica da realidade é para o homem moderno infinitamente mais significante que a pictórica, porque ela lhe oferece o que temos o direito de exigir da arte: um aspecto da realidade livre de qualquer manipulação pelos aparelhos [...], com os aparelhos [...]".

4.6.2. Realidade

4.6.2.1. [ex:] Teatro

4.6.2.1.1. O que podemos ver.

4.6.2.1.2. A mágica ocorre atrás das cortinas, fora isto tudo é visto.

4.6.2.2. [ex:] Pintor

4.6.2.2.1. Observa uma distância natural entre a realidade dada e ele próprio.

4.6.2.2.2. A imagem é total.