ABSORÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE DROGAS

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ABSORÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE DROGAS por Mind Map: ABSORÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE DROGAS

1. interferência ativa das membranas e gasto energético

1.1. Difusão facilitada

1.1.1. necessita de um transportador existente na membrana

1.1.1.1. a velocidade não é proporcional à concentração do soluto

1.1.1.2. especificidade e seletividade

1.1.1.3. A força responsável é o gradiente de concentração, mas sua velocidade depende da combinação com o transportador

1.2. Transporte ativo

1.2.1. o soluto, para atravessar, precisa combinar-se reversivelmente com a proteína transportadora existente na membrana, formando com ela um complexo

1.2.1.1. o soluto move-se contra um gradiente de concentração ou um gradiente eletroquímico

1.2.1.2. o sistema de transporte ativo pode ser saturado

1.2.1.3. o transporte ativo é seletivo

1.2.1.4. pode haver inibição competitiva entre substâncias transportadas pelo mesmo sistema

1.2.1.5. o transporte ativo exige energia de origem metabólica

1.3. Pinocitose e Fagocitose

1.3.1. a membrana celular se invagina em torno de uma molécula ou de várias pequenas moléculas e as engloba junto com gotículas do meio extracelular >> formam-se vesículas intracelulares que se destacam da membrana

2. Maneiras de absorção

2.1. Difusão facilitada

2.2. Transporte ativo

2.3. Difusão

2.4. Pinocitose e fagocitose

3. Distribuição de Drogas

3.1. Depois de administrada e absorvida, a droga é distribuída.

3.1.1. A distribuição é feita pela sangue e outros fluidos aos tecidos corporais.

3.2. Ligação das Drogas às Proteínas

3.2.1. No sangue, as drogas se subdividem em uma parte livre, dissolvida no plasma, e outra que se liga às proteínas plasmáticas (especialmente albumina).

3.2.1.1. Parte livre: pode ser distribuída, atravessar o endotélio vascular e atingir o compartimento extravascular.

3.2.1.2. Parte ligada às proteínas plasmáticas: é uma fração de reserva que só se torna disponível quando se converte em porção livre.

3.2.2. A droga e a proteína formam um complexo reversível, passível de dissociação.

3.2.2.1. Há um equilíbrio entre a parte ligada e a parte livre da droga.

3.2.2.1.1. A parte ligada à proteína vai se dissociando à medida que a parte livre é distribuída, acumulada, metabolizada e excretada.

3.2.3. As globulinas e a hemoglobina também podem se ligar a determinadas drogas.

3.2.3.1. Receptores passivos ou aceptores silenciosos, pois dessa interação droga proteína não resulta efeito farmacológico.

3.2.4. O grau de ligação proteica das drogas depende:

3.2.4.1. Afinidade entre drogas e proteínas plasmáticas.

3.2.4.2. Concentração sanguínea da droga.

3.2.4.3. Concentração das proteínas sanguíneas.

3.2.5. Na distribuição, o movimento é de dentro para fora do capilar.

3.2.5.1. Vias de distribuição: transcelular e intercelular.

3.2.5.1.1. Transcelular: a droga atravessa a célula endotelial por pinocitose, por difusão simples ou transporte ativo; regulado pelo tamanho das moléculas de drogas; difusão celular de grandes moléculas.

3.2.5.1.2. Intracelular: a droga atravessa sistemas de poros ou canais existentes no endotélio, entre as células.

3.3. Ligação das Drogas a Outros Tecidos

3.3.1. As drogas podem também ligar-se a proteínas teciduais fora de seu local de ação.

3.3.1.1. São capazes de estabelecer equilíbrio com a parte livre plasmática da droga;

3.4. Competição Farmacológica

3.4.1. Uma droga ligada à albumina pode ser deslocada por outra droga que possua maior afinidade pela proteína.

3.4.1.1. A dissociação da droga de menor afinidade por competição farmacológica pode produzir níveis tóxicos com o aumento de sua concentração plasmática.

3.5. Permeabilidade Capilar

3.5.1. Na absorção, as drogas chegam ao sangue atravessando o endotélio capilar, de fora para dentro.

3.5.2. Capilares com Permeabilidade Específica

3.5.2.1. Possuem características próprias de permeabilidade.

3.5.2.2. Capilar hepático: biossintetiza macromoléculas proteicas e recebe a maior parte das substâncias que são absorvidas pelo intestino delgado, antes de serem distribuídas ao resto do organismo.

3.5.2.3. Capilar renal: excreta a maior parte dos compostos hidrossolúveis.

4. Influência do Ph do Meio na Ionização da droga

4.1. Droga ácida em meio ácido: Ionização reduzida e Absorção Aumenta.

4.2. Droga ácida em meio de Ph alcalino: Ionização aumenta e Absorção Diminui

4.3. Droga básica em meio ácido: Ionização aumentada.

4.4. Exceções à essa regra ocorrem por conta de: Extensão de superfície absorvente e presença de transportadores iônicos específicos.

4.5. Absorção e Distribuição de moléculas lipoinssolúveis e carregadas eletricamente: Só ocorre com sistemas de transportadores especiais na membrana.

4.6. As drogas são absorvidas no trato gastrointestinal se:

4.6.1. A forma não ionizada for lipossolúvel, se o Pk do ácido for maior que 2 e se o Pk da base for menor que 11.

4.7. Má Absorção das drogas no intestino ocorre:

4.7.1. Se a droga estiver completamente ionizada no intestino; Se a forma não ionizada for lipossolúvel; Se a droga for estável no intestino e Se for insolúvel no Ph do conteúdo intestinal.

5. Ainda sobre o Ph:

5.1. Na maioria dos órgãos o Ph é o mesmo se em ambos os lados de uma membrana a parte ionizada de um composto consiga atravessar a membrana

5.2. Ph nos mamíferos homeotérmicos pode ser diferente nos lados da membrana da superfície gastrointestinal e na luz dos túbulos renais

5.2.1. A influência do ph sobre a ionização dos eletróitos orgânicos controla:

5.2.1.1. A transferência de eletrólitos através da membrana e a absorção do eletrólito no trato gastrointestinal e a excreção de compostos pelos rins.

6. Forças de absorção das drogas

6.1. Gradientes

6.1.1. Tensão superficial

6.1.2. Ph

6.1.3. Elétricos

6.1.3.1. transporte de substâncias que possuem carga

6.1.4. Hidrostáticos

6.1.4.1. filtração e ultrafiltração

6.1.5. Concentração

6.1.5.1. a favor

6.1.5.1.1. local de maior concentração do soluto >> local de menor concentração do soluto

6.1.5.2. contra

6.1.5.2.1. local de menor concentração do soluto >> local de maior concentração do soluto

7. Absorção das Drogas

7.1. Forças de absorção das drogas:

7.1.1. O gradiente constituem as forças responsáveis pelo fluxo de drogas através das membranas biológicas.

7.1.1.1. Tipos de gradientes nos sistemas biológicos:

7.1.1.1.1. Elétricos; De Ph; Hidrostáticos e De Tensão Superficial e os Gradientes de concentração que são chamados de forças osmóticas.

7.1.2. Classificação das Modalidades de absorção:

7.1.2.1. Processos Passivos: Não há interferência ativa das membranas nesses processos e não há gasto de energia. Ex: Difusão simples ou passiva e Filtração.

7.1.2.2. Processos Ativos: Há interferência ativa das membranas e há gasto de energia. Exemplo: Difusão facilitada; Transporte ativo e Transporte de Vesículas.

7.2. Membranas biológicas

7.2.1. Bicamada lipídica que apresenta parte apolar, hidrofóbica, no seu interior e hidrofílica na sua superfície interna e externa.

7.2.1.1. Impermeáveis para a maioria das moléculas polares e íons e permeável para moléculas de drogas não polares

7.2.1.1.1. Drogas lipossolúveis: atravessam a bicamada lipídica se dissolvendo na gordura, consequentemente, são facilmente absorvidas.

7.2.1.1.2. As drogas que não são lipossolúveis, as hidrossolúveis, precisam precisam de processos especiais para atravessá-la.

7.3. Propriedades físico-químicas das drogas que interferem na absorção

7.3.1. Lipossolubilidade

7.3.1.1. Permite fácil travessia por difusão passiva

7.3.2. Hidrossolubilidade

7.3.2.1. Só permite absorção quando existem nas membranas sistemas transportadores específicos ou canais e poros hidrofílicos.

7.3.3. Estabilidade química da molécula da droga

7.3.4. Peso molecular

7.3.4.1. Tamanho e volume da molécula da droga.

7.3.5. Carga elétrica

7.3.5.1. Polaridade, ionização, pH do meio.

7.3.6. Forma farmacêutica

7.3.6.1. Exemplo: comprimidos, cápsulas, soluções etc.

7.3.7. Velocidade de dissolução da droga quando administrada por via oral, compatibilidade com as secreções gastrointestinais.

7.3.8. Concentração da droga no local de absorção

7.3.8.1. Depende da: Constante de dissociação iônica da droga (pK), pH do meio e coeficiente de distribuição ou de partição gordura/água da parte não ionizada da droga.

8. Modalidades de absorção

8.1. Processos passivos

8.1.1. interferência ativa das membranas e gasto energético

8.1.1.1. Difusão simples

8.1.1.1.1. 3 tipos

8.1.1.2. Filtração e Ultrafiltração (macromoléculas não são filtradas)

8.1.1.2.1. tanto o solvente quanto o soluto movem-se através da membrana

8.1.1.2.2. observa-se principalmente

8.2. Processos ativos

9. Locais de absorção

9.1. trato gastrointestinal

9.1.1. mucosa bucal

9.1.1.1. rápida absorção, foge da ação hepática e da ação da suco gástrico

9.1.2. mucosa intestinal

9.1.3. mucosa retal

9.1.3.1. Utilizada quando a via oral não está disponível

9.1.4. mucosa gástrica

9.1.4.1. O baixo pH do estômago diminui a ionização dos ácidos fracos e, por isso, facilita a absorção desses compostos. Por outro lado, a acidez gástrica aumenta a ionização de bases fracas, nicotina

9.2. trato respiratório

9.2.1. mucosa nasal

9.2.2. mucosa traqueal

9.2.3. alvéolos

9.2.3.1. A característica que torna a superfície alveolar de grande eficiência na absorção das drogas é a rica vascularização pulmonar. Gases ou vapores de líquidos voláteis são prontamente absorvidos pela barreira alveolar, propriedade aproveitada na anestesia gera

9.3. pele

9.3.1. Quando são aplicados medicamentos na pele geralmente busca-se uma ação local, mas claramente existem exceções para isso

9.4. região subcutânea e intramuscular

9.4.1. Nesse caso, a membrana a ser atravessada pela droga, a fim de atingir . a corrente sanguínea, é endotelial e se faz principalmente por difusão simples e filtração.

9.5. Mucosa geniturinária

9.5.1. mucosa vaginal

9.5.2. mucosa uretral

9.5.3. mucosa vesical

9.5.4. Apesar de não serem, no homem, locais habituais de absorção de drogas, essas regiões possuem membranas biológicas de fácil travessia e, portanto, capazes de absorver drogas.

9.6. Mucosa conjuntiva

9.7. Peritonio

9.8. Medula óssea