Preconceito linguístico no âmbito escolar brevense

Resumo do texto "O preconceito linguístico no âmbito escola brevense", dos autores Cherma Miranda Pereira (UFPA) e Celso Francês Júnior (UFPA).

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Preconceito linguístico no âmbito escolar brevense por Mind Map: Preconceito linguístico no âmbito escolar brevense

1. Introdução

1.1. Privilégio da forma escrita

1.2. Variações linguísticas despercebidas

1.2.1. Fruto do preconceito social

1.2.1.1. Um dos fatores: falta de acesso das pessoas que não tiveram uma educação de qualidade e que, por consequência, não têm domínio da norma privilegiada

1.3. O que fazer?

1.3.1. Professor: contribuir para que o aluno conheça as variações existentes em nossa língua e aprenda a se adequar as regras impostas pela sociedade. Escola: criar atividades que proporcione ao aluno, diferentes ocasiões de uso da língua.

1.4. MITO! Ao contrário do que se acredita, qualquer falante do português possui um conhecimento implícito da língua.

1.5. Camacho (2011), Alkimin (2011), Botoni-Ricardo (2004), PCNs (1998) e Bagno (2009)

1.5.1. Tratam das variações como parte inerente da língua (oral) e do preconceito linguístico causados pelas diferenças socioeconômicas que menosprezam as variedades estigmatizadas

2. A variação linguística

2.1. Sociolinguística

2.1.1. Área dentro da linguística que estuda a língua falada em seu contexto social

2.1.2. Estudo das relações entre língua e sociedade.

2.1.3. As variedades linguísticas são o reflexo da variedade social.

2.1.3.1. A língua se apresenta como heterogêneo e suscetível de mudanças.

2.2. Camacho (2011): os elementos extralinguísticos que causam as variações em nossa língua podem se dividir em variantes:

2.2.1. Geográfica

2.2.1.1. Leva em consideração o espaço/região onde o falante está localizado

2.2.1.1.1. Por exemplo: a região nordeste apresenta variantes distintas de falantes da região norte do Brasil

2.2.2. Sociocultural

2.2.2.1. Resulta da semelhança entre a fala de indivíduos de um mesmo grupo social.

2.2.2.1.1. Como faixa etária, escolaridade, profissão, classe econômica, entre outros.

2.2.3. Estilística/Registro

2.2.3.1. Depende do contexto onde o falante está inserido, podendo apresentar uma linguagem formal ou informal.

2.3. Não se deve impor um padrão às variações linguísticas, mas sim, adaptá-las ao ensino na escola.

3. Preconceito linguístico

3.1. Bagno (2009): o preconceito linguístico é composto por diversos mitos

3.1.1. Exemplo 1: "O português do Brasil apresenta uma unidade surpreendente"

3.1.1.1. A língua não existe sem variações

3.1.2. Exemplo 2: "O certo é falar assim porque se escreve assim"

3.1.2.1. Não há um sistema ortográfico que tenha elementos suficientes para fazer uma representação fiel da língua oral.

3.2. Esses mitos são transmitidos a partir da gramática tradicional, métodos tradicionais de ensino e livros didáticos.

3.3. Não existe certo ou errado e sim adequeado.

3.4. Como mudar?

3.4.1. Por meio da mudança de atitude, aceitar as críticas, e sempre estar se informando.

3.4.2. Reavaliar a "paranoia ortográfica".

3.4.3. Entender que a linguagem é uma ciência e, por isso, está em constante mudança.