Abdome Agudo Inflamatório

Mapa mental - Abdome Agudo Inflamatório

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Abdome Agudo Inflamatório por Mind Map: Abdome Agudo Inflamatório

1. Apendicite Aguda (QID)

1.1. EXAME FÍSICO - Sinais de irritação peritoneal; - Contratura da musculatura abdominal e/ou defesa à palpação; - Sinal de Blumberg positivo; - Sinal de Rovsing

1.2. EXAMES COMPLEMENTARES - Hemograma: desvio à esquerda em casos avançados e leucocitose discreta com predomínio de neutrófilos. - USG: aumento do diâmetro do apêndice, exclusão de causas ginecológicas na mulher e aumento da espessura das paredes. - TC de abdome: só é feita em caso de dúvida diagnóstica.

1.3. TRATAMENTO - Apendicectomia

2. Colecistite Aguda (QSD - Hipocôndrio direito/Epigástrio)

2.1. EXAME FÍSICO - Dor abdominal em cólica, relacionada à ingestão de alimentos (a secreção de colecistocinina leva à contração da vesícula biliar); - Náuseas e vômitos; - Febre > 38°C; - Sinal de Murphy

2.2. EXAMES COMPLEMENTARES - USG: visualização da dilatação ductal e da impactação de cálculos. - Raio-X de abdome: (não é a melhor escolha) identificação de cálculos radiopacos. - TC de abdome: dúvida diagnóstica.

2.3. TRATAMENTO - Em casos leves a moderados, antibioticoterapia empírica (cefazolina, cefuroxima ou ceftriaxona); - Em casos mais graves, usa-se betalactâmicos com inibidores da betalactamase, carbapenêmicos efluoroquinolonas com metronidazol; - Em casos instabilidade hemodinâmica, dor intratável ou complicações: colecistectomia, seguindo o ASA.

2.4. SÍNDROME DE MIRIZZI: é uma causa rara de icterícia obstrutiva. Resulta da impactação de um cálculo no cístico ou no colo vesicular, causando compressão extrínseca do ducto hepático comum e inflamação, com ou sem fistulização. Sendo o tratamento de eleição de natureza cirúrgica, o diagnóstico pré-operatório é particularmente importante devido ao elevado risco de lesão iatrogênica da via biliar

3. Pancreatite Aguda (QSD/QSE - Epigástrio)

3.1. EXAME FÍSICO - Dor intensa e difusa; - Náuseas e vômitos precoces e volumosos; - sinais de íleo paralítico: parada da eliminação de fezes e flatos e redução dos ruídos hidroaéreos; - Sinal de Cullen; - Sinal de Grey Turner.

3.2. EXAMES COMPLEMENTARES - Amilase e lipase: aumento de 3x o valor de referência; TC de abdome: delimitação do pâncreas e avaliação das complicações. Esses achados podem ser usados para classificação diagnóstica pelas escalas de Apache II e classificação de Balthazar.

3.3. TRATAMENTO - Ressuscitação volêmica agressiva nas primeiras 24h; - Nutrição enteral após o 5° dia caso não tolere dieta oral; - Antibioticoterapia em caso de infecção documentada após 2 semanas de suporte clínico; - Estão indicadas terapias minimamente invasivas nos casos de complicações a partir da 4ª semana, como a ultrassonografia endoscópica em vigência de pseudocisto pancreático; - CPRE nos casos de pancreatite secundária a colelitíase com evidência de colangite sobreposta.

4. Diverticulite Aguda (QIE - Fossa Ilíaca Esquerda)

4.1. EXAME FÍSICO - Dor abdominal contínua e em cólica; - Anorexia e náuseas; - Febre baixa; - Obstipação ou diarreia; - Distensão abdominal; - Sinal de peritonite; - Toque retal doloroso.

4.2. EXAMES COMPLEMENTARES - TC de abdome: (mais indicado) espessamento da parede intestinal, densificação da gordura pericólica, abcessos ou líquido livre; - Raio-X de abdome: pneumoperitôneo e quadros obstrutivos.

4.3. TRATAMENTO - Em casos de diverticulite não complicada: antibioticoterapia venosa contra GRAM - e anaeróbicos, analgesia, reposição volêmica, dieta zero para repouso intestinal de 2 a 3 dias. - Em casos de diverticulite leve: continuação ou início do tratamento em caráter ambulatorial com antibioticoterapia oral por 7 a 10 dias, evolução gradual da dieta, com reavaliações a cada 2 a 3 dias inicialmente e semanalmente até resolução completa do quadro; - Em pacientes estáveis hemodinamicamente com quadro de repetição devem ser submetidos à ressecção definitiva do segmento colônico acometido; - Em pacientes classificados como Hinchey I ou II pode-se proceder à anastomose primária com ou sem ostomia protetora; - Pacientes instáveis necessitam de abordagem menos invasiva, como ressecção limitada ou drenagem percutânea de coleções, o procedimento à Hartmann é preferido à anastomose primária em pacientes com apresentações mais graves (Hinchey III ou IV). - Orientar dieta rica em fibras.