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CANDAU E KOFF por Mind Map: CANDAU E KOFF

1. Hargreaves (2002)

2. Escolano, (2001)

2.1. Mesmo apresentando limites e resistências, é possível dizer que o processo e/ou sistema de avaliação da aprendizagem concebido e vivido naquela escola parecia estar criando mais oportunidades, construindo e reconstruindo com eles/as esse processo de aprendizagem.

2.2. Acredita que é possível dizer que esses painéis e cartazes, diversificado e em constante movimento que pode ser compreendido como um programa educador que incorpora e/ou responde aos padrões culturais e pedagógicos presentes na escola;

3. A Didática e a Educação Escolar Hoje

3.1. Condições precárias de trabalho:

3.1.1. Mal-estar entre os profissionais;

3.1.2. Autoridade intelectual e profissional são diariamente questionadas;

3.1.3. O impacto de novas tecnologias, obriga o profissional a buscar novas metodologias de ensino;

3.2. Existe dois modos de abordá-la:

3.2.1. 1° Considera os problemas que afetam as escolas, que podem ser resolvidas com a implementação de estratégias de gestão mais eficientes e sistemas de avaliação, controle e monitoramento;

3.2.2. 2° É o próprio formato escolar, marcado pela lógica da modernidade, questiona os conhecimentos e as pesquisas vigentes no âmbito da educação e nos obriga a investir numa compreensão mais aprofundada da realidade das escolas e do trabalho docente hoje;

4. Desenvolvendo o Estudo: breves considerações metodológicas

4.1. Escola objeto:

4.1.1. Estudo de natureza qualitativa;

4.1.2. Na escola objeto, já estava desenvolvendo sistemáticas reflexões, planejamentos e avaliações, quer dizer, estava mergulhada em um intenso trabalho de natureza político-pedagógica;

4.1.3. Pesquisa de natureza etnográfica procurando olhar, ouvir e escrever (Oliveira, 1998) tudo o que nela acontecia, principalmente no que se referia às ações do 6º ano;

4.1.4. Foram realizadas entrevistas individuais com a diretora geral da escola, com os/as coordenadores/as, e com os/as professores/as. Também foi realizado entrevistas coletivas com os/as alunos/as (22), bem como a análise da documentação pedagógica disponível;

5. A Educação Intercultural Crítica e o Trabalho Centrado em Projetos: construindo caminhos para a reinvenção da escola

5.1. A educação escolar ainda tem um papel relevante na formação dos/as jovens, mas é necessário buscar novos caminho que possam ser mobilizadas e apropriadas:

5.1.1. Na perspectiva da reinvenção dessa escola que entendemos precisa ser mais plural, democrática;

5.1.2. Capaz de responder aos desafios de nossa contemporaneidade e de formar cidadãos e cidadãs;

5.2. Reinvenção da escola:

5.2.1. Colocar em debate o modo de viver o currículo e/ou a prática educativa, refletindo e discutindo;

5.2.2. Promover transformações de caráter teórico-metodológico, é significativo para mudar a escola;

6. A Educação Intercultural Crítica: alguns apontamentos

6.1. Catherine Walsh

6.1.1. Três concepções principais de educação intercultural;

6.1.1.1. Parte-se da afirmação de que a interculturalidade aponta à construção de sociedades que assumam as diferenças como constitutivas da democracia e sejam capazes de construir relações novas, verdadeiramente igualitárias entre pessoas e grupos de diferentes referentes socioculturais;

6.2. Conceber e realizar processos de ensino-aprendizagem orientados no sentido de:

6.2.1. Valorizar a construção da autonomia do/a aluno/a;

6.2.2. Ampliar e/ou reforçar os mecanismos para o seu autoconhecimento;

6.2.3. Reconhecer e valorizar os diferentes sujeitos socioculturais presentes na escola;

6.2.4. Empoderar esses diferentes sujeitos e os grupos culturais a que pertencem valorizando sua autoestima;

6.2.5. Trabalhar os conflitos que emergem das e/ou nas relações interpessoais;

6.2.6. Reconhecer, valorizar, fazer dialogar e/ou articular diferentes saberes;

6.2.7. Valorizar e empregar procedimentos metodológicos diversificados;

6.2.8. Conceber e realizar processos de ensino-aprendizagem contextualizados;

6.3. Também buscam promover o diálogo entre as práticas vividas na escola e as demais práticas sociais (Koff, 2011).

7. O Trabalho Centrado em Projetos: para além de um recurso metodológico

7.1. William Kilpatrick (1918) e John Dewey

7.1.1. Sua proposta tem como preocupação central os interesses do/a aluno/a, na perspectiva despertar nele/a a vontade de saber;

7.1.2. Kilpatrick e seu método tornaram-se conhecidos no Brasil, a partir do Movimento da Escola Nova;

7.2. Hernández e Ventura (1998)

7.2.1. Destacam que os projetos de trabalho favorecem aprendizagens mais significativas. E, afirmam que, quanto mais possibilidades o/a aluno/a tiver para fazê-las, mais favorável será a sua atitude em relação aos saberes/conhecimentos, nesse sentido, maiores serão as suas possibilidades de realizar aprendizagens significativas;

7.2.2. O trabalho centrado em projetos implica o protagonismo dos/as alunos/as desde a seleção dos temas, assuntos e/ou das questões que serão objetos de seus estudos, incentivando o diálogo com o que eles/as já trazem de suas próprias vivências;

7.2.3. Etapas que caracterizam o trabalho centrado em projetos:

7.2.3.1. 1° Definição do eixo;

7.2.3.2. 2° Definição de múltiplas fontes e diferentes procedimentos;

7.2.3.3. 3° Expressar suas descobertas de diferentes maneiras;

7.3. Resultados:

7.3.1. A afirmação do protagonismo dos/as alunos/as e o trabalho coletivo é um componente fundamental do trabalho com projetos mas para que possa situar-se na perspectiva da interculturalidade crítica;

7.3.2. Na escola objeto de nosso estudo, foi possível constatar que o trabalho centrado em projetos favorecia o empoderamento do/a aluno/a, ele/a ia conquistando sua autonomia para aprender e para agir em diferentes situações, desenvolvendo sua competência como pesquisador/a crítico/a e sua criatividade;

7.3.3. Na escola foi utilizadas estratégias, atividades, procedimentos didáticos e recursos muito diversificados, incluindo os tecnológicos e bastante lúdicos (várias vezes sugeridos e/ou construídos pelos/as próprios/as alunos/as);

7.4. Escola objeto:

7.4.1. A escola organizava seu trabalho dividindo o seu tempo em dois momentos articulados:

7.4.1.1. 1° Com cerca de 2h - denominado de trabalho pessoal, estimulava e orientava o/a aluno/a na realização de suas pesquisas, na organização e processamento das informações coletadas e na elaboração de suas sínteses.

7.4.1.2. 2° Chamado de estudo específico das disciplinas - era dedicado ao aprofundamento dos achados obtidos no momento anterior. Foi observado que todo o esforço feito era no sentido de articular e integrar esses diferentes momentos, buscando fazer links entre os saberes e conhecimentos neles trabalhados e flexibilizar as fronteiras disciplinares.