Compêndio de análise institucional e outras correntes: teoria e prática.

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1. O movimento institucional é uma coleção de heterogeneidade e polimorfismo, Diretrizes, nas quais pelo menos uma característica comum pode ser encontrada: o desejo de desencadear, apoiar e aprimorar o processo de autoanálise e autogestão do coletivo social.

2. Entre as características presentes em todas as tendências do Movimento Instituinte, há algumas que são relativamente fáceis de se colocar. Existe o que se chama de "ideais máximos" do Movimento. Podemos chamar a isto também de propósitos mais importantes.

2.1. No Institucionalismo, como na política, existem correntes reformistas e ultra-revolucionárias. Elas se diferenciam claramente da enorme maioria das propostas políticas, tanto das extremistas quanto das propostas social-democráticas. Provavelmente a tendência política tradicional que mais se aproxima das propostas institucionalistas, e com a qual o Institucionalismo está mais que em dívida, seja a de certas orientações do anarquismo.

3. As instituições são lógicas, são árvores de composições que segundo a forma e o grau de formalização que adotem podem ser leis, normas , hábitos ou regularidades de comportamentos. Alguns autores sustentam que leis, normas e costumes são objetificações de valores. As leis em geral estão escritas as normas e os códigos também, mas uma instituição não necessita de tal formalização por escrito: as sociedades também têm códigos transmitidos verbal ou praticamente não figurando em nenhum documento.

3.1. Existe o organizante e o organizado. Há uma atividade permanentemente crítica e transformadora, otimizadora das organizações E há o organizado, que se pode ilustrar com o famoso organograma ou fluxograma, que é necessário, mas que tem uma tendência "natural" a cristalizar, uma tendência histórica a esclerosar e a adotar uma série de vícios, entre os quais o mais conhecido é a burocracia, embora não seja o único.

4. sabese que as vontades, os desejos mais potentes que dirigem a conduta ou a vida dos homens, são inconscientes, isto é, não fazem parte de seu saber, de seu querer deliberado. Em última instância, os homens entram nos processos históricos e sociais determinados por forças desejantes,

4.1. Só que este inconsciente não se entende exclusivamente como um inconsciente edipiano, familiarista, repetitivo, mas também como um inconsciente pré-pessoal, pré-social e pré-cultural, objeto de um saber que toma elementos de todos saberes existentes; trata-se de matérias não-formadas e energias não-vetorizadas que são capazes de gerar transformação. A força desse inconsciente não está submetida apenas por um recalque psíquico, mas por um recalque complexo que é simultaneamente político, libidinal, semiótico etc.

5. Uma instituição é um sistema lógico de definições de uma realidade social e de comportamentos humanos aos quais classifica e divide, atribuindo-lhes valores e decisões, algumas prescritas (indicadas), outras proscritas (proibidas), outras apenas permitidas e algumas, ainda, indiferentes. Essas lógicas podem estar formalizadas em leis, em normas escritas ou discursivamente transmitidas, ou podem ainda operar como costumes, quer dizer, como hábitos não-explicitados

5.1. No caso das organizações do trabalho, a Análise Institucional parte da ideia de que, devido ao processo que se chama "divisão técnica e social do trabalho", cada coletivo de uma organização está alienado no não-saber, no não conhecer quais são as condições reais em que está trabalhando.