Entrevista Lúdica Diagnóstica

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Entrevista Lúdica Diagnóstica por Mind Map: Entrevista Lúdica Diagnóstica

1. Melanie Klein

2. Características do processo avaliativo de crianças: O número de encontros necessários para realizar a avaliação psicológica de uma criança varia muito. Alguns profissionais realizam todo o ­processo em quatro encontros, e outros necessi­tam de mais sessões. Não basta fazer apenas uma entrevista com a criança, pois alguns aspectos não se mostram aparentes no primeiro en­contro. ­Estudo aponta que a quantidade média de encontros é sete, incluindo as entrevistas iniciais e devolutivas com pais, criança, família e outros participantes da avaliação (Krug, 2014).

3. Em relação à frequência, sugerimos que as avaliações sejam feitas em encontros ­semanais. Pode-se, ainda, alternar entrevistas com pais e criança, realizando, assim, dois encontros na mesma semana. Vários atendimentos semanais ao longo do processo avaliativo podem ser úteis em situações em que o resultado do psicodiagnóstico seja urgente.

4. Avaliações concomitantes: Um recurso comumente utilizado para auxiliar no processo de avaliação psicológica da criança é o seu encaminhamento para a realização concomitan­te de outras avaliações. O trabalho interdisciplinar é uma alternativa para ampliar o olhar sobre a situação da criança e ter mais dados ­para a complementação da avaliação psicológica em curso. Para isso, estabelecem-se parcerias de trabalho com pessoas de confiança, às quais se recorre toda vez que uma avaliação de outra área se fizer necessária.

5. Cuidados com o sigilo das informações: Blinder e colaboradores (2011, p. 58) recomendam que: . . . as entrevistas com os pais sejam comenta­das e nunca ocultadas das crianças, esclarecendo que todo o material que apareça nas entrevistas com os mesmos se comentará com a criança, sempre e quando for um material que lhe interesse e lhe preocupe. Também pode acontecer nas entrevistas com os pais de aparecer determinados materiais que são exclusivos destes e também a eles se deve assegurar que se trata de temas secretos e que seu filho . . . não saberá nada sobre o assunto.

6. Yanof (2005/2006) lembra que o profissional precisa ser honesto com a criança sobre os encontros realizados com os pais e sua finalidade. Neles, o entrevistador irá traduzir o ­mundo interior da criança para os pais sem fornecer detalhes sobre as suas comunicações confidenciais.

7. Cas­tro e colaboradores (2009) afirmam que o ­atendimento combinado com ­profissionais de outras áreas é recomendado quando se faz necessária uma avaliação mais complexa, ­abrangente e inclusiva, a fim de integrar dados referentes às condições médicas, cognitivas e sociais da criança ­avaliada. Para isso, recorre-se, segundo as autoras, ao trabalho de neurologis­tas, pediatras, psiquiatras infantis, fonoaudiólogos, psicopedagogos, entre outros.

8. O horário da sessão, o lugar, sua duração e os honorários são elementos do enquadre que devem permanecer o mais estáveis possível (Blinder et al., 2011), embora a conduta quanto ao pagamento das sessões se mostre mais flexível em relação a cada criança atendida. Geralmente são combinadas com os pais as formas de pagamento, que podem ser por sessão, por mês ou ao final do processo avaliativo.

9. Psicodiagnóstico

10. Atendimento com crianças

11. Fundamentação teórica

12. Sigmund Freud

13. Anna Freud

14. Melanie Klein e Anna Freud desenvolveram as primeiras sistematizações da técnica e do valor do jogo como instumento de investigação clínica.

15. Contato telefônico: A escuta diagnóstica inicia-se na ligação. O psicólogo deve estar atento a quem faz o contato, o motivo relatado para o contato, a maneira que o interlocutor se coloca ao telefone.

16. Marcação de entrevistas: A maioria dos psicólogos realizam entrevistas primeiro com os pais para depois conhecer a criança pessoalmente. Sendo essa uma questão variável de acordo com cada profissional e as demandas.

17. Marcação de entrevistas: Aberastury (1962/1986, p. 81) diz que “. . . quando os pais decidem consultar por um problema ou enfermidade de um filho, peço-lhes uma entrevista, advertindo que o filho não deve estar presente, mas sim ser informado da consulta”.

18. Outra conduta possível é permitir aos responsáveis que decidam como gostariam de reali­zar a primeira entrevista. Para isso, o psicólogo pode perguntar ao seu interlocutor, por telefone, em quem os pais estavam pensando para participar da primeira consulta. A decisão tomada pelos responsáveis já é alvo de análise por parte do profissional, uma vez que indica características da dinâmica do funcionamento familiar.

19. A primeira entrevista também pode ser realizada com os pais juntamente com a ­criança ou, ainda, com toda a família desde o início do processo. Postura semelhante é sugerida por Dolto, que realizava as entrevistas preliminares com a criança junto dos pais quando esta tinha até 7 ou 8 anos de idade.

20. Após as entrevistas iniciais, sejam elas apenas com os pais, com a família ou só com a criança, pode-se realizar outras modalidades de entrevista, de acordo com a necessidade do processo avaliativo. Assim, agendam-se encontros entre as entrevistas com a criança, que podem ser com os pais, com a família, com babás, avós ou outras pessoas importantes na vida dela. Outra possibilidade é perguntar para a criança quem ela gostaria que participasse das sessões.

21. A realiza­ção das primeiras entrevistas apenas com os pais é vantajosa por vários motivos. Entre eles, permite ao clínico ter um panorama da dificul­dade enfrentada pela família e pela criança, conhecer a visão dos pais quanto ao filho e saber o que a criança gosta e rejeita. Essas informações mostram-se úteis para a preparação dos materiais a serem utilizados na entrevista lúdica, visando facilitar o ingresso da criança no setting de avaliação.

22. Freud relacionou o brincar infantil com uma linguagem que simbolizava o mundo interno da criança.

23. A entrevista clínica é: Um conjunto de técnicas de investigação, conteúdo delimitado, dirigido por um entrevistador treinado, que utiliza conhecimentos psicológicos, em relação profissional, com o objetivo de descrever e avaliar aspectos pessoais, relacionais ou sistêmicos ( indivíduo, casal, família, rede social), em um processo que visa a fazer recomendações, encaminhamentos ou propor algum tipo de investigação em benefício das pessoas entrevistadas. ( Tavares, 2000, p. 45)