A entrevista clínica em neuropsicologia

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
A entrevista clínica em neuropsicologia por Mind Map: A entrevista clínica em neuropsicologia

1. a entrevista

1.1. Objetivos

1.1.1. definir hipóteses clinicas que serão testadas no exame neurológico de acordo com as queixas e sintomas atuais e o histórico dos sintoma

1.2. tópicos centrais da entrevista clínica e as principais observações a serem realizadas pelo neuropsicólogo: identificação, motivo da consulta, história dos sintomas, da saúde em geral e do desenvolvimento, histórico familiar, vida escolar, profissional, memória, linguagem e matemática

1.3. No atendimento de crianças e adolescentes, recomenda-se que a entrevista seja realizada primeiramente com os pais ou responsáveis, sem a presença do paciente, e deve ter como foco o desenvolvimento cognitivo, motor e comportamental

1.3.1. Em se tratando de adultos ou idosos, a entrevista deve ser conduzida com o próprio paciente, mas é altamente recomendável a consulta a mais um informante – geralmente um familiar ou outra pessoa que conviva com o paciente –, de forma a se obter um segundo relato, uma vez que o paciente pode apresentar dificuldades ou limitações para relatar seus sintomas ou o curso clínico

2. Desenvolvimento infantil e aprendizagem

2.1. Diversos problemas no desenvolvimento estão associados, por exemplo, aos transtornos psiquiátricos na infância e na adolescência

2.2. obter um retrato detalhado dos fatores de risco e vulnerabilidade, bem como dos fatores de proteção associados ao neurodesenvolvimento e suas consequências

2.3. avaliação de fatores genéticos, socioambientais e familiares

2.4. Uma entrevista mais completa deveria contemplar entrevista com os pais, entrevista com a criança, questionários e uma revisão direta de registros de consultas e tratamentos prévios de saúde e educação

2.5. o neuropsicologo deve observar como estão os marcos do desenvolvimento biológico, físico, motor, cognitivo, da comunicação, emoção, temperamento e desenvolvimento social

3. Doenças e síndromes neurológicas

3.1. distinção entre transtornos/doenças cerebrovasculares, demências, comprometimento cognitivo leve, transtornos do movimento, epilepsia, lesão cerebral traumática e neoplasias

3.2. a entrevista clínica deve ter foco na identificação de como os sintomas cognitivos se associam temporalmente aos insultos cerebrovasculares

4. Transtornos mentais

4.1. apenas três tipos de transtornos mentais requerem avaliação cognitiva padronizada, por meio de testes psicológicos/ neuropsicológicos, para seu diagnóstico: deficiência intelectual, transtorno específico da aprendizagem e os transtornos neurocognitivos

4.1.1. Para o diagnóstico dos demais transtornos mentais, o uso de testes não é necessário, mas pode ser adotado como medida complementar

4.2. diagnósticos por meio de manuais específicos, como o DSM-5 e a Classificação internacional de doenças e problemas relacionados à saúde (CID-10)

5. Demência e comprometimento cognitivo leve

5.1. A entrevista clínica, em casos em que há suspeita de demência ou comprometimento cognitivo leve, deve ter como foco caracterizar o perfil de habilidades cognitivas, comportamentais e funcionais que o paciente apresentava antes dos sintomas e o modo como eles se apresentam atualmente

5.1.1. diagnóstico de ambas as condições envolve a existência de queixas subjetivas, sensação de piora, lentificação ou maior dificuldade no processamento cognitivo

5.2. Um mesmo comprometimento cognitivo, por exemplo, da memória episódica, pode ocorrer de forma relativamente semelhante e em mesma intensidade em dois tipos de demência