Horizontes diagnósticos do solo

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Horizontes diagnósticos do solo por Mind Map: Horizontes diagnósticos do solo

1. Horizontes diagnósticos superficiais

1.1. A fraco

1.1.1. Fracamente desenvolvido

1.1.2. Cor do material de solo com valor ≥ 4 quando úmido e ≥ 6 quando seco

1.1.3. Estrutura em grãos simples, maciça ou com grau fraco de desenvolvimento

1.1.4. Teor de carbono orgânico inferior a 6 g kg-1

1.1.5. Espessura menor que 5cm

1.2. A chernozêmico

1.2.1. Grau de desenvolvimento moderado ou forte

1.2.2. Cor do solo de croma igual ou inferior a 3 quando úmido, valores iguais ou mais escuros que 3 quando úmido e que 5 quando seco

1.2.3. Saturação por bases (valor V) de 65% ou mais

1.2.3.1. Com predomínio do íon cálcio e/ou magnésio

1.2.4. Conteúdo de carbono orgânico de 6 g kg-1 de solo ou mais em todo o horizonte

1.2.5. Espessura de acordo com os seguintes requisitos:

1.2.5.1. 10 cm ou mais, se o horizonte A é seguido de contato com a rocha

1.2.5.2. 18 cm (no mínimo) e mais que um terço da espessura do solum (A+B), se este tiver menos que 75 cm

1.2.5.3. Para solos sem horizonte B, 18 cm no mínimo e mais de um terço da espessura dos horizontes A+C, se esta for inferior a 75 cm

1.2.5.4. 25 cm (no mínimo), se o solum tiver 75 cm ou mais de espessura

1.3. A proeminente

1.3.1. Tem características comparáveis àquelas do A chernozêmico no que se refere a cor, teor de carbono orgânico, consistência, estrutura e espessura

1.3.2. Apresenta saturação por bases (valor V) inferior a 65%

1.3.3. Difere do horizonte A húmico pelo teor de carbono orgânico conjugado com espessura e teor de argila.

1.4. A húmico

1.4.1. Tem valor e croma (cor do solo úmido) iguais ou inferiores a 4 e saturação por bases (valor V) inferior a 65%

1.4.2. Apresenta espessura e conteúdo de carbono orgânico (CO) dentro de limites específicos

1.5. A antrópico

1.5.1. É um horizonte formado ou modificado pelo homem, pelo uso prolongado, no qual haja sinais de adição de matéria orgânica, em mistura ou não com material mineral.

1.5.1.1. v% variável pode ser maior, igual, ou menor a 65%.

1.5.1.2. Espessura maior ou igual a 20 cm.

1.6. A moderado

1.6.1. São incluídos nesta categoria os horizontes que não se enquadram no conjunto das definições dos demais horizontes diagnósticos superficiais.

1.6.2. A moderado difere dos horizontes A chernozêmico, proeminente e húmico pela espessura e/ou cor.

1.6.3. E difere do A fraco pelo conteúdo de carbono orgânico e pela estrutura, não apresentando ainda os requisitos para que seja caracterizado como horizonte hístico ou A antrópico.

1.7. A hístico

1.7.1. É um tipo de horizonte de coloração preta, cinzenta muito escura ou brunada em que predominam características relacionadas ao elevado teor de matéria orgânica. É resultante de acumulações de resíduos vegetais, em graus variáveis de decomposição.

1.7.2. É formado em dois ambientes diferentes, sendo eles: Horizonte O hístico – formado a partir de materiais depositados em condição de drenagem livre (saturados com água por menos de 30 dias consecutivos no período das chuvas), sem estagnação de água, condicionados, sobretudo, pelo clima úmido, frio e de vegetação alto-montana. Pode estar assentado sobre contato lítico, contato lítico fragmentário ou qualquer tipo de horizonte (A, B ou C); Horizonte H hístico – formado a partir de materiais depositados sob condições de excesso de água, por longos períodos ou por todo o ano, ainda que, no presente, tenha sido artificialmente drenado. Geralmente estão assentados sobre horizonte C, em alguns casos, por influência de drenagem artificial, sobre horizontes A e B. Podem ocorrer à superfície ou estar soterrados por material mineral.

1.7.3. Espessura maior ou igual a 20 cm.

1.7.4. Espessura maior ou igual a 40 cm quando 75% ou mais do volume do horizonte for constituído de tecido vegetal na forma de restos de ramos finos, raízes finas e cascas de árvores, excluindo as partes vivas.

2. Horizontes diagnósticos subsuperficiais

2.1. B plânico

2.1.1. Apresenta mudança textural abrupta, estrutura prismática, colunar, ou em blocos angulares e subangulares.

2.1.2. A permeabilidade é muito baixa, devido ao seu adensamento e apresenta elevados teores de argila dispersa em água, podendo ser responsável pela formação de lençol d'água suspenso e de existência temporária.

2.1.3. Cores neste horizonte são acinzentadas ou escurecidas, podendo ou não possuir cores neutras resultantes de processos de redução, com ou sem mosqueados. Assim, o núcleo do horizonte plano reflete sua baixa permeabilidade e deve atender ao mínimo de dois requisitos a seguir:

2.1.3.1. A. Cor da matriz (com ou sem mosqueado): 1. Matiz 10YR ou mais amarelo, cromas ≤ 3 ou excepcionalmente 4; ou 2. Matizes 7,5YR ou 5YR, cromas ≤ 2.

2.1.3.2. B. Coloração variegada com pelo menos uma cor apresentando matiz e croma conforme especificado no item (a) (Jacomine et al., 1975a, p. 241, perfil 45); ou

2.1.3.3. C. Solos com matiz 10YR ou mais amarelo, cromas ≥ 4, combinado com mosqueado de croma conforme especificado no item (a) (Jacomine et al., 1975a, p. 312, perfil 50).

2.1.4. Para fins taxonômicos, o horizonte B plânico tem precedência diagnóstica sobre os horizontes glei e B textural e perde em precedência para o horizonte plíntico, exceto para B plânico conjugado com caráter sódico.

2.1.5. São horizontes geralmente constatados em solos hidromórficos, podendo ocorrer em áreas de relevo plano ou B plânico suavemente ondulado. Identifica os Planossolos

2.2. B latossólico

2.2.1. É um horizonte mineral subsuperficial cujos constituintes evidenciam avançado estado de intemperização explícito pela transformação quase completa dos minerais facilmente alteráveis, seguida de intensa dessilicificação, lixiviação de bases e concentração residual de sesquióxidos e/ou argilominerais do tipo 1:1 e minerais resistentes ao intemperismo.

2.2.1.1. Estrutura fraca, moderada ou forte, muito pequena ou pequena granular, ou em blocos subangulares de grau fraco ou moderado;

2.2.2. Espessura mínima de 50 cm;

2.2.3. Menos de 5% do volume que mostre estrutura da rocha original, como estratificações finas, saprólito ou fragmentos de rocha semi-intemperizada ou não intemperizada;

2.2.4. Textura francoarenosa ou mais fina;

2.2.5. Capacidade de troca de cátions menor que 17 cmolc kg-1 de argila, sem correção para carbono. E cerosidade, se presente, no máximo pouca e fraca.

2.3. Glei

2.3.1. Caracterizado por redução de ferro e prevalência do estado reduzido, no todo ou em parte, devido principalmente à água estagnada, como evidenciado por cores neutras ou próximas de neutras na matriz do horizonte, com ou sem mosqueados de cores mais vivas.

2.3.2. É fortemente influenciado pelo lençol freático e por regime de umidade redutor, virtualmente livre de oxigênio dissolvido em razão da saturação por água durante todo o ano, ou pelo menos por um longo período, associado à demanda de oxigênio pela atividade biológica.

2.3.3. Apresenta a espessura de 15cm ou mais

2.3.4. 15% de plintita e é saturado com água por influência do lençol freático durante algum período ou o ano todo, a não ser que tenha sido artificialmente drenado, apresentando evidências de processos de redução, com ou sem segregação de ferro, caracterizadas por um ou mais dos seguintes requisitos:

2.3.4.1. Dominância de cores, em solo úmido, nas faces dos elementos da estrutura, ou na matriz (fundo) do horizonte, quando sem elementos estruturais.

2.4. Cálcico

2.4.1. É formado pela acumulação de carbonato de cálcio normalmente no horizonte C, mas pode ocorrer no horizonte B ou A.

2.4.2. Apresenta a espessura de 15cm ou mais

2.4.3. O horizonte cálcico, é enriquecido com carbonato de cálcio secundário e contém 150 g kg-1 de carbonato de cálcio equivalente, tendo no mínimo 50 g kg-1 a mais de carbonato que o horizonte ou a camada subjacente. Este último requisito é expresso em volume, se o carbonato secundário do horizonte cálcico ocorre como cascalhos, como concreções ou na forma pulverulenta.

2.4.3.1. Se o horizonte cálcico está sobre materiais altamente calcíticos (400 g kg-1 ou mais de carbonato de cálcio equivalente), a porcentagem de carbonatos não necessita decrescer em profundidade.

2.5. Vértico

2.5.1. É um horizonte que devido à expansão e contração das argilas, apresenta feições pedológicas típicas, que são as superfícies de fricção em quantidade no mínimo comum, e/ou unidades estruturais cuneiformes e/ou paralelepipédicas, cujo eixo longitudinal está inclinado a 10° em relação ao plano horizontal, e fendas no período seco do ano.

2.5.2. A sua textura mais frequentemente varia de argilosa a muito argilosa. É muito duro ou extremamente duro quando seco e plástico a muito plástico e pegajoso a muito pegajoso quando molhado. O horizonte vértico pode coincidir com horizontes AC, B ou C e apresentar cores escuras, acinzentadas, amareladas ou avermelhadas. Para ser diagnóstico, este horizonte deve apresentar uma espessura mínima de 20 cm.

2.5.3. Em áreas irrigadas ou mal drenadas, o coeficiente de expansão linear (COLE) deve ser 0,06 ou maior ou a expansibilidade linear deve ser de 6 cm ou mais. O horizonte vértico tem precedência diagnóstica sobre os horizontes B incipiente, B nítico e glei.

2.6. E albico

2.6.1. Neste horizonte ocorre perda ou segregação de material coloidal orgânico e inorgânico, progredindo ao ponto da cor do horizonte ser determinada principalmente pela cor das partículas primárias de areia e silte e não por revestimento nessas partículas.

2.6.2. O horizonte E álbico deve apresentar no mínimo 1,0 cm de espessura e cores que atendam a uma das seguintes exigências:

2.6.2.1. A. Valor no solo úmido maior ou igual a 6 e croma no solo úmido menor ou igual a 3; ou B. Valor no solo seco maior ou igual a 7 e croma no solo úmido menor ou igual a 3; ou C. Valor no solo úmido maior ou igual a 4, valor no solo seco maior ou igual a 5 e croma no solo úmido menor ou igual a 2; ou D. Valor no solo úmido maior ou igual a 3, valor no solo seco maior ou igual a 6 e croma no solo úmido menor ou igual a 2.

2.6.3. Não se encaixa no horizonte E álbico, horizontes cuja cor clara seja decorrente de calcário finamente dividido, que age como pigmento branco.

2.6.4. O horizonte E álbico usualmente precede um horizonte B espódico, B textural, B plânico, horizonte plíntico, horizonte glei ou uma camada impermeável que restrinja a percolação da água. Mais raramente, pode estar na superfície por truncamento do solo.

2.7. Plintico

2.7.1. Horizonte mineral B e/ou C que apresenta um arranjamento de cores vermelhas e acinzentadas ou brancas, com ou sem cores amareladas ou brunadas, formando um padrão reticulado, poligonal ou laminar. Caracteriza-se pela presença de plintita em quantidade igual ou superior a 15% e espessura de pelo menos 15 cm.

2.7.2. A coloração predominante é avermelhada, bruno-amareladas, amerelo-brunadas, acinzentadas e esbranquiçadas (menos frequente amarelo-claras). As cores claras, que podem representar a matriz do horizonte, possuem matiz e croma conforme especificações. Já as demais, que normalmente representam os mosqueados do horizonte e os variegados, apresentam matiz e croma conforme especificações.

2.7.2.1. A. Matizes de 2,5Y a 5Y; ou B. Matizes de 10YR a 7,5YR, com cromas baixos, usualmente até 4, podendo atingir 6 quando se tratar de matiz 10YR.

2.7.2.2. A. Matizes de 10R a 7,5YR com cromas altos, usualmente acima de 4; ou B. Matiz 10YR, com cromas muito altos, normalmente maiores que 6; ou C. Matizes de 2,5Y a 5Y.

2.7.3. A textura é francoarenosa ou mais fina. A estrutura é variável, pode ser maciça ou em forma de blocos fraca ou moderadamente desenvolvida, sobretudo nos solos com argila de atividade alta.

2.7.3.1. O horizonte plíntico comumente apresenta argila de atividade baixa.

2.7.4. Se forma em terrenos com lençol freático alto ou que pelo menos apresenta restrição temporária à percolação da água. Regiões de clima quente e úmido, que favorecem o desenvolvimento de horizonte plíntico.

2.7.4.1. Quando um mesmo horizonte se encaixar nos requisitos para ser identificado como horizonte plíntico e também como horizontes B textural, B latossólico, B nítico, B incipiente, B plânico ou glei, será identificado como horizonte plíntico.

3. O que é? Corresponde a uma seção do solo que apresenta determinados atributos para fins de classificação do solo.

4. Horizontes diagnóstico subsuperficiais

4.1. B textural

4.1.1. É um horizonte mineral subsuperficial com textura francoarenosa ou mais fina, em que houve incremento de argila (fração < 0,002 mm). Que pode ser encontrado à superfície se o solo foi parcialmente truncado por erosão.

4.1.2. Resulta em acumulação ou concentração absoluta ou relativa decorrente de processos de iluviação e/ou formação in situ e/ou herdada do material de origem e/ou infiltração de argila ou argila mais silte, com ou sem matéria orgânica e/ou destruição de argila no horizonte A e/ou perda de argila no horizonte A por erosão diferencial. O conteúdo de argila do horizonte B textural é maior que o do horizonte A ou E e pode ou não ser maior que o do horizonte C.

4.1.3. A natureza coloidal da argila a torna suscetível de mobilidade com a água no solo se a percolação é relevante. Na deposição em meio aquoso, as partículas de argilominerais usualmente de formato laminar tendem a repousar aplanadas no local de apoio. Transportadas pela água, as argilas translocadas tendem a formar películas, com orientação paralela às superfícies que revestem, ao contrário das argilas formadas in situ, que apresentam orientação desordenada. Entretanto, outros tipos de revestimento de material coloidal inorgânico são também levados em conta como características de horizonte B textural e reconhecidos como cerosidade.

4.1.4. A ocorrência de lamelas, de textura francoarenosa ou mais fina, que, em conjunto, perfaçam 15 cm ou mais de espessura, admitindo-se que, entre elas, possa ocorrer material das classes de texturais areia e areia franca.

4.1.5. Forma-se sob um horizonte ou horizontes superficiais e apresenta espessura que satisfaça a uma das condições a seguir:

4.1.5.1. a. Ter pelo menos 10% da soma das espessuras dos horizontes sobrejacentes e no mínimo 7,5 cm; ou b. Ter 15 cm ou mais se os horizontes A e B somarem mais que 150 cm; ou c. Ter 15 cm ou mais se a textura do horizonte E ou A for areia franca ou areia; ou d. Se o horizonte B for inteiramente constituído por lamelas, estas devem ter, em conjunto, espessura superior a 15 cm; ou e. Ter espessura de pelo menos 7,5 cm se as condições anteriores (itens de A a D) não forem atendidas.

4.2. B nítico

4.2.1. É um horizonte mineral subsuperficial, não hidromórfico, de textura argilosa ou muito argilosa, sem incremento de argila do horizonte superficial para o subsuperficial ou com pequeno incremento, traduzido em relação textural B/A sempre igual ou inferior a 1,5. Apresenta argila de atividade baixa ou atividade alta desde que conjugada com caráter alumínico.

4.2.2. A estrutura, de grau de desenvolvimento moderado ou forte, é em blocos subangulares e/ou angulares ou prismática, normalmente composta de blocos. Apresenta cerosidade em quantidade e grau de desenvolvimento no mínimo comum e moderado. O horizonte B nítico apresenta transição gradual ou difusa entre os seus sub-horizontes e pode ser encontrado à superfície se o solo foi erodido.

4.2.3. Para ser identificado como B nítico, o horizonte deve atender aos seguintes requisitos:

4.2.3.1. a. Espessura de 30 cm ou mais, a não ser que o solo apresente contato lítico ou lítico fragmentário nos primeiros 50 cm a partir da superfície, quando deve ter 15 cm ou mais de espessura; b. Textura argilosa ou muito argilosa; c. Estrutura em blocos ou prismática de grau de desenvolvimento moderado ou forte associada à cerosidade em quantidade no mínimo comum e com grau forte ou moderado; e d. Argila de atividade baixa ou atividade alta desde que conjugada com o caráter alumínico.

4.3. B incipiente

4.3.1. Trata-se de horizonte subsuperficial, subjacente ao A, Ap ou AB, que sofreu alteração física e química em grau não muito avançado, porém suficiente para o desenvolvimento de cor ou de unidades estruturais, e no qual mais da metade do volume de todos os sub-horizontes não deve consistir em estrutura da rocha original.

4.3.2. O horizonte B incipiente deve ter no mínimo 10 cm de espessura e apresentar todas as seguintes características:

4.3.2.1. a. Não satisfazer aos requisitos estabelecidos para caracterizar um horizonte B textural, B nítico, B espódico, B plânico e B latossólico, além de não apresentar cimentação, endurecimento (duripã e horizonte petrocálcico) ou consistência quebradiça quando úmido (fragipã); ademais, não apresenta quantidade de plintita requerida para horizonte plíntico e nem expressiva evidência de redução distintiva de horizonte glei; b. Apresentar dominância de cores brunadas, amareladas e avermelhadas, com ou sem mosqueados ou cores acinzentadas com mosqueados, resultantes da segregação de óxidos de ferro; c. Apresentar textura francoarenosa ou mais fina; d. Apresentar desenvolvimento de unidades estruturais no solo (agregados ou peds) e ausência da estrutura da rocha original, em 50% ou mais do seu volume;

4.3.3. O horizonte B incipiente pode apresentar características morfológicas semelhantes às de um horizonte B latossólico, diferindo deste por apresentar um ou mais dos seguintes requisitos:

4.3.3.1. a. Capacidade de troca de cátions, sem correção para carbono, de 17 cmolc kg-1 de argila ou maior; b. 4% ou mais de minerais primários alteráveis (menos resistentes ao intemperismo) ou 6% ou mais de muscovita, determinados na fração areia, porém referidos à TFSA; c. Relação molecular SiO2/Al2O3 (Ki) maior que 2,2; d. Espessura menor que 50 cm; e e. 5% ou mais do volume do horizonte com estrutura da rocha original, como estratificações finas, saprólito ou fragmentos de rocha semi ou não intemperizada.

4.4. B espódico

4.4.1. É um horizonte mineral subsuperficial, com espessura mínima de 2,5 cm (excetuando o horizonte plácico, cuja espessura mínima é de 0,5 cm), que apresenta acumulação iluvial de matéria orgânica humificada combinada com alumínio, podendo ou não conter ferro. O alumínio está sempre presente nos horizontes espódicos e deve ser essencial à sua formação.

4.4.2. Ocorre, normalmente, sob qualquer tipo de horizonte A ou sob um horizonte E (álbico ou não) que pode ser precedido de horizonte A ou horizonte hístico. É possível que o horizonte B espódico ocorra na superfície se o solo foi truncado ou se houve mistura da parte superficial do solo pelo uso agrícola.

4.4.3. São comuns partículas de areia e silte total ou parcialmente revestidas com uma fina película de material iluvial ou o preenchimento completo ou quase completo do espaço poroso com esse material.

4.4.4. Em função dos compostos iluviais dominantes e do grau de cimentação, podem ser identificados os seguintes tipos de horizonte B espódico, os quais podem ser encontrados isolados ou associados em um perfil de solo:

4.4.4.1. • Bs – usualmente apresenta cores vivas de croma alto. É caracterizado pela acumulação (iluviação) de material amorfo, principalmente alumínio e ferro combinados com baixos conteúdos de matéria orgânica iluvial, exceto por padrões descontínuos na transição entre o horizonte A ou E e o B espódico. Suas cores geralmente estão centradas nos matizes 5YR, 7,5YR ou 10YR, com valor 4 ou 5 (no máximo 6) e croma variando de 4 a 8. • Bhs – é identificado pelo acúmulo expressivo de matéria orgânica iluvial combinada com compostos de alumínio e ferro, que podem estar distribuídos em faixas ou como mosqueados, aglomerados ou estrias, formando padrões heterogêneos no horizonte. Horizontes Bhs contêm quantidades significativas de ferro e alumínio extraíveis por oxalato (Feo e Alo). Entretanto, os limites ainda precisam ser estabelecidos para solos brasileiros. Em geral, os horizontes identificados como Bhs têm matizes variando de 2,5YR a 10YR, valor/croma de 3/4, 3/6, 4/3 ou 4/4. • Bh – é caracterizado pelo acúmulo iluvial de complexos matéria orgânica-alumínio, com pouca ou nenhuma evidência de ferro. O horizonte é relativamente uniforme lateralmente. Dominam, nos horizontes identificados como Bh, cores escuras, com valor < 4 e croma < 3. • Ortstein – o horizonte B espódico também pode se apresentar sob a forma consolidada, denominada ortstein (Bsm, Bhsm ou Bhm). De espessura mínima de 2,5 cm, apresenta-se contínuo ou praticamente contínuo, fortemente cimentado, geralmente por complexos organometálicos. A consistência muito firme ou extremamente firme é geralmente independente do teor de umidade do solo. Combinações dos horizontes acima podem ocorrer ao longo do perfil (como Bh–Bhs, Bh–Bs ou Bh–Bs–Bsm, etc.), com variações de transição, espessura, padrões de cor e outros atributos morfológicos. • Plácico – outro horizonte que pode ocorrer associado ou como variação do B espódico é o plácico. Constitui um horizonte fino, de cor preta a vermelho-escura, que é aparentemente cimentado por ferro (ou ferro e manganês) e matéria orgânica. Raramente é paralelo à superfície do terreno. Em geral, apresenta-se com forma ondulada e convola (muda de direção) em poucos centímetros. Este horizonte constitui um impedimento à passagem da água e ao desenvolvimento das raízes das plantas. Existem poucos registros da ocorrência deste horizonte e, portanto, da variabilidade de atributos, tais como espessura e constituição.