Engenharia Eletrônica

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Engenharia Eletrônica por Mind Map: Engenharia Eletrônica

1. Convidados

1.1. Larissa Rezende (LR)

1.1.1. Graduada em Engenharia Eletrônica

1.1.2. Mestra em Engenharia Elétrica

1.1.3. Professora do IFG

1.1.4. Haverá Engenharia Eletrônica no futuro ou está com dias contados?

1.1.4.1. LR

1.1.4.1.1. Apesar de a tecnologia evoluir, não é possível dispensar o básico. Exemplo disso é a programação: as linguagens podem ficar obsoletas e outras são criadas, mas o desenvolvimento do software não deixa de existir em si, é aperfeiçoado. Sua área preferida é de processamento de sinais.

1.2. Marcelino Andrade (MA)

1.2.1. Doutor em Engenharia Elétrica, com ênfase em processamento de sinais

1.2.2. Professor e Coordenador do curso de Engenharia Eletrônica da FGA

1.3. João Vítor Silva Fonseca (JV)

1.3.1. Veterano de Engenharia Eletrônica, cursando o 6° Semestre

1.3.2. Estagiário na Start-Up Elastic

1.4. João Vitor do Espírito Santo (JE)

1.4.1. Veterano de Engenharia Eletrônica, cursando o 6° Semestre

1.4.2. Participa da Empresa Júnior Eletro-Jungo

2. No que se resume a Engenharia Eletrônica?

2.1. MA

2.1.1. É uma das áreas de aplicação da engenharia elétrica, atualmente faz parte de praticamente todas as outras engenharias, serviços, e produtos do cotidiano. É difícil pensar nas outras engenharias da FGA sem pensar na engenharia eletrônica. É a área efetivamente presente em tudo que exige tecnologia.

3. Diferença entre Engenharia Elétrica e Eletrônica

3.1. MA

3.1.1. Engenharia elétrica originou a engenharia eletrônica, e geralmente não tem a preocupação com o controle e gestão das grandezas físicas relacionadas à eletricidade, como o fluxo de elétrons; está mais relacionada a permitir que a energia flua por fios, por exemplo.

4. A vida do Engenheiro Eletrônico e atrativos da área

4.1. LR

4.1.1. O cenário mais comum no mercado de trabalho é mexer com dispositivos eletrônicos pequenos e delicados, prototipagem e testagem de circuitos. Sempre foi muito curiosa com os aparelhos em geral; teve dúvidas entre a elétrica e a eletrônica; preferiu a eletrônica, que trabalha com pequenas amplitudes, altas frequências e baixas tensões.

5. Perspectivas e vida como estudante

5.1. JV

5.1.1. Os primeiros três semestres foram os ciclos básicos, então não sabia o que realmente era seu curso. Ao pegar matérias da área de eletrônica, ficou ainda mais interessado pelo curso e, ao comprar seus próprios equipamentos e fazer testes em casa, ficou mais confiante sobre suas habilidades relacionadas a área. Isso que um engenheiro faz; ele vê um problema, pode não saber como resolvê-lo, mas vai atrás da teoria para pô-la em prática e, enfim, resolver o problema. Hardware e software andam muito juntos, então também estudou bastante programação. O estágio foi essencial para aprender habilidades como pensamento crítico e análise de dados, essenciais ao bom engenheiro. A ideia de manipulação de algo resulta numa liberdade de aplicações gigantescas, e criar coisas o atraiu ao curso.

6. Atrativos a escolha do curso

6.1. JE

6.1.1. Tendeu a essa área influenciado pelo pai, que mexia com circuitos por hobby. Ao entrar numa escola profissionalizante, teve contato com algumas matérias relacionadas à eletrônica, mas nada em tanta profundidade quanto na faculdade. Teve contato com programação na escola técnica ao mexer com robôs, mas sempre preferiu mexer com o aspecto físico (hardware) da coisa.

7. PERGUNTA DA COMUNIDADE: Quais as vertentes da Engenharia Eletrônica?

7.1. MA

7.1.1. Na FGA há ênfase em telecomunicação, espaços físicos (transmissão e fibra óptica) e sua qualidade, área do desenvolvimento de hardware em conjunto com software para permitir essa qualidade; o programa de pós-graduação do Gama mais conhecido é o de Engenharia Biomédica, que pode ser na área de instrumentação (hardware), dispositivos de mensuração de sinais vitais, imagens médicas e processamento de sinais (basicamente software); também há a área de microeletrônica (capacitação para concepção de chips e circuitos integrados); e a área com ênfase em software dentro do próprio curso de eletrônica, com uso de linguagens mais diretamente ligadas ao hardware, como C e C++.

8. Start-ups

8.1. JV

8.1.1. A Elastic surgiu de um projeto da UnB, junto do Marcelino, e era uma empresa aparentemente como qualquer outra, mas seu diferencial é sempre buscar inovações e trabalhar em áreas de incerteza. A proposta é fornecer hardwares que tragam aferições de sinais vitais cada vez mais precisas para fisioterapeutas e educadores físicos. Não é um mercado vasto, ainda está em desenvolvimento e é onde reside a incerteza: é um mercado que vingará? O hardware envolvido é chamado de dinamômetro, usado para medir a força que o paciente aplica, e há um software para acompanhar essa força por um aplicativo, gerando relatórios e análises médicas para tornar mais prático o trabalho do avaliador. O arduíno é uma placa com um microcontrolador que permite manipular e gerar um resultado a partir de hardware e software; o kit inicial é de baixo-custo e é a parte mais básica e prática para adentrar mais no cenário da eletrônica. É possível realizar diversos projetos de forma autônoma.

9. Estágios e Empresas Júnior

9.1. JE

9.1.1. É uma boa oportunidade principalmente para quem já tem experiência com empresas júnior, porque é o primeiro contato com uma realidade empresarial. A Eletro-Jungo (EJ) funciona como qualquer empresa, tem divisões como diretoria e marketing, mas o diferencial é trabalhar com projetos de fato, aplicando a teoria recebida na faculdade.

10. PERGUNTA DA COMUNIDADE: Segundo profetizou Moore, a quantidade de transistores existentes numa área específica dobraria a cada 18 meses, permitindo grande desenvolvimento na capacidade de processamento e armazenamento. Se há uma limitação física para a diminuição do tamanho dos transistores (níveis atômicos), qual a expectativa na evolução da capacidade de processamento e armazenamento daqui a 10 anos? O computador quântico parece viável?

10.1. MA

10.1.1. Um caminho para a concretização dessa teoria é o material: construção de novos materiais e descobrimento de substâncias que permitam maior nível de integração, mas isso depende mais da física que da engenharia. Outro caminho é a já citada máquina quântica. Empresas grandes já fazem projetos, inclusive abertos, para criação de hardware e códigos para máquinas quânticas.

10.2. LR

10.2.1. Pela história da evolução tecnológica, sempre estivemos quebrando limites, mas a grande pergunta é: qual o limite de quebrar limites? Acredita que não a evolução não vai se estagnar. Algumas limitações ocorrem porque esbarra-se em outras áreas, como a física e temporal, exigindo que essas áreas avancem para que a tecnologia avance em conjunto. O limite é temporário, e não eterno.

11. Salário médio do Engenheiro Eletrônico

11.1. MA

11.1.1. Um profissional competente em sistemas dinâmicos, por exemplo, excelente formação em programação (lógica e resolução de problemas com códigos), que sabe projetar máquinas... Só passa fome se não correr atrás e se acomodar. Cada indivíduo é singular e cada diferencial vai determinar seu futuro. Não pensemos em piso salarial médio e fixo (kkkkk), porque somos excelentes e não medianos. A formação e competência depende do profissional, progredir sempre dentro dos esforços individuais.

12. PERGUNTA DA COMUNIDADE – Como seria a engenharia eletrônica se não existissem fios?

12.1. JV

12.1.1. O fio é o básico, não teria como projetar nada porque não haveria como manipular nem conduzir corrente satisfatoriamente, pelo menos com o conhecimento que se tem hoje em dia.

12.2. JE

12.2.1. A ideia de transmissão de energia via wireless do Tesla não deu certo, mas esse seria o caminho.

12.3. LR

12.3.1. Não consegue imaginar a eletrônica sem fios, pois até a parte sem fios, para ser realizada precisa de fios conduzindo energia para que aconteça. É como o tijolo para o engenheiro civil.

12.4. MA

12.4.1. Uma conexão é feita para transmitir dados e energia. É o sonho da eletrônica não precisar mais de fios, como a área de telecomunicações é praticamente inteira wireless. É objetivo diminuir a parte física de uma conexão.

13. Recomendação de Obras

13.1. JV

13.1.1. Homem de Ferro: é muito fictício, mas o herói é criado com eletrônica pura. É uma inspiração para a criatividade e futuro da tecnologia.

13.2. JE

13.2.1. Robôs: inspiração para criação e inovação, a procura de um propósito para a concepção das ideias.

13.3. LR

13.3.1. Jobs: para futuros profissionais. Acredite no seu sonho e no seu potencial. Não se compare com os outros, busque ultrapassar os seus próprios limites e olhe para o mundo refletindo sobre como é possível contribuir para sua evolução.

13.4. MA

13.4.1. Star Trek: assistente de comunicação!