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ITU por Mind Map: ITU

1. Infecção renal

1.1. Pielonefrite aguda

1.1.1. inflamação do rim

1.1.2. sintomas generalizados: calafrios, febre, dor a palpação no ângulo costovertebral + sintomas do trato inferior

1.1.3. exames

1.1.3.1. urina

1.1.3.1.1. leucócitos/piócitos, hematúria, nitrato

1.1.3.2. sangue

1.1.3.2.1. leucocitose, hemossedimentação elevada, proteina C reativa elevada

1.1.3.3. imagem

1.1.3.3.1. TC com contrate - confirma o diagnóstico, a infecção causa constrição de arteríolas periféricas e reduz a perfusão dos sedmentos renais

1.1.3.3.2. USB - afastar diagnóstico de obstrução

1.2. pielonefrite crônica

1.2.1. infecção renal repetitiva que resulta em uma retração cicatrial, atrofia e insuficiência renal.

1.2.2. quadro clínico - geralmente assintomático;

1.2.3. o diagnóstico é realizado acidentalmente, por meio da pesquisa de outras complicações renais

1.2.4. exames

1.2.4.1. urina - leucócitos/piócitos, proteinúria. mas é bastante provável que o exame esteja normal

1.2.4.2. imagem

1.2.4.2.1. Tc e USG - pode demonstrar retração cicatrial e atrofia renal

2. Infecção da bexiga

2.1. cistite aguda

2.1.1. quadro clínico - disúria, polaciúria, urgência miccional, dor lombar e suprapúbica, hematúria e urina fétida.

2.1.2. exames

2.1.2.1. urina - leucócitos e hematúria

2.1.2.2. urocultura com antibiograma

2.2. Cistite recorrente

2.2.1. reinfecção ou resistência bacteriana

2.2.2. exames

2.2.2.1. Quando é recorrente, a avaliação é necessária para evidencia de fistula vesicovaginal ou vesicoentérica, caso contrário, não é necessário.

2.2.2.2. urocultura com antibiograma - descobrir o agente causador

3. Conceito

3.1. Condição onde há colonização de bactérias no trato urinário, pode sintomática ou assintomática

4. Classificação

4.1. trato baixo:invasão superficial das mucosas como: cistite, uretrite, prostatite e epididimite.

4.2. trato alto: invasão tecidual do parênquima renal, pielonefrite.

4.3. complicada

4.3.1. associada a condições como

4.3.1.1. obstrução: litíase, HPB, estenose

4.3.1.2. alterações anatomofuncionais: bexiga neurogênica, refluxo vesicouretral...

4.3.1.3. presença de sonda vesical, cateter

4.3.1.4. doenças sistêmicas:

4.3.1.4.1. Insuficiência renal crônica, DM

4.4. não complicada

4.4.1. ocorre em paciente com estrutura e função do TU normal e é adquirida em comunidade

5. Vias

5.1. Vias ascendente

5.2. Disseminação hematogênica

5.3. Disseminação linfática

5.4. infecção recidivante

6. Outras infecções

6.1. prostatite aguda

6.1.1. infecção de próstata associada a ITU, é resultado de uma infecção uretral/ascendente ou refluxo urinário da urina infectada para os ductos prostáticos

6.1.2. em resposta, leucocitos são produzidos e armazenados dentro dos ácinos da próstata.

6.1.3. quadro clínico - início abrupto com febre, calafrios, mal estar geral, artralgia, mialgia, dor lombar inferior, retal, perineal, retenção urinária + sintomas urinários

6.1.3.1. toque retal - região quente e irregular, o toque retal não é indicado em quadros agudos devido a bacteremia

6.1.4. exames

6.1.4.1. urocultura antes e depois da massagem prostática, o material apresenta macrófagos cheios de gordura e leucócitos

6.1.4.2. imagem

6.2. prostatite bacteriana crônica

6.2.1. início insidioso causado por ITUs recorrentes causada pela persistência dos patógenos no líquido prostático apesar da antibiocoterapia

6.2.2. quadro clínico - disúria, urgência, polaciúria, nictúria, dor lombar/perineal + queixas de ITU recorrente

6.2.2.1. toque retal - normal

6.2.3. exames

6.2.3.1. urina - leucócitos e hematúria

6.2.3.2. hemograma - normal

6.2.3.3. imagem - não indicados

6.3. uretrite

6.3.1. inflamação da uretra/próstata adquirida na maioria por relação sexual.

6.3.1.1. quadro clínico - corrimento uretral + sintomas urinários

6.3.2. diagnóstico realizado por exame de urina e urocultura e espécime de dentro da uretra.

6.4. epididimite

6.4.1. inflamação do epididimo que é geralmente transmitida por relação sexual.

6.4.1.1. quadro clínico - dor escrotal intensa com irradiação para região inguinal ou flanco, edema da bolsa escrotal

7. Defesa do hospedeiro

7.1. característica de urina

7.2. barreira física

7.2.1. ativação de defesas imunes

7.2.2. células uroepiteliais com receptores Toll Like (TLR)

7.2.2.1. respostas inflamatórias, secreção de IL-8 que recruta neutrófilos afim de combater e impedir a invasão

7.2.2.2. secreção de anticorpos séricos específicos

8. Fatores patogênicos

8.1. Escherichia coli

8.2. Klebsiella

8.3. Proteus

8.4. Encerobacter spp

8.5. Enterococos

9. Tratamento

9.1. cistite aguda não complicada

9.1.1.  SMX-TMP – 3 dias  Nitrofurantoína – 5 a 7 dias  Trometadol de fosfomicina – 1 dia  Pivmecilinam - 3 a 7 dias  Flouroquinolona – 1 a 3 dias

9.2. pielonefrite aguda não complicada

9.2.1.  Flouroquinolona – 7 a 10 dias  cefalosporina (grupo 3ª) – 7 a 10 dias

9.3. ITU complicada, hospitalar e pielonefrite aguda complicada:

9.3.1.  Flouroquinolona – 3 a 5 dias  Aminopenicilina/ BLI - 3 a 5 dias  Cefalossporina de 3ª – 3 a 5 dias

9.4. prostatite aguda e crônica e epididimite

9.4.1.  Flouroquinolona Prostatite bacteriana:  Cefalosporina  Doxiciclina

9.4.1.1. - O tratamento para a forma aguda é de 2 a 4 semanas e para a forma crônica é de 4 a 6 semanas

10. Diagnóstico diferencial

10.1. Os diagnósticos diferenciais para infecção urinária baixa (cistite) são: síndrome uretral, agentes irritantes uretrais e vulvovaginites, estas últimas associadas ou não a uretrites. Para as infecções urinárias altas (pielonefrites), os diagnósticos diferenciais são dor lombar de causa osteomuscular, psoíte, cólica renal, abscesso peri-renal, entre outras.

11. Diagnóstico

11.1. exames de urina simples e urocultura com antibiograma