laboratório clinico e segurança do paciente

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laboratório clinico e segurança do paciente por Mind Map: laboratório clinico e segurança do paciente

1. com atividades coordenadas entre equipes clínicas e laboratoriais fizeram esforços para redução dos erros diagnósticos causados por erros laboratoriais poderão ser concretizados, pois o processo laboratorial completo é complexo, as causas de erros são diversas e o contínuo desenvolvimento de novos exames muito rápido. com isso permitirá a profissionais de laboratório foquem nos “resultados exatos, no tempo oportuno ao menor custo possível” para permitir de forma rápida e eficiente a realização de diagnósticos de diferentes condições, a seleção de tratamentos apropriados e o efetivo monitoramento do estado de saúde.

2. No Brasil, a implantação dos Núcleos de Segurança do Paciente em nível nacional se tornou obrigatória, com o objetivo de “instituir ações para a promoção da segurança do paciente e a melhoria da qualidade nos serviços de saúde” (Anvisa- RDC 36/2013). Entretanto, foram excluídos do seu escopo os consultórios individualizados, laboratórios clínicos e os serviços móveis e de atenção domiciliar. Segundo a Anvisa, a partir de 2014 foram realizadas 8.435 notificações de incidentes relacionados à assistência à saúde, e descritos 11 incidentes em “laboratórios de análises clínicas, de microbiologia e anatomia patológica”. Das notificações, 194 referem-se a “sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte”. Entre os tipos de incidentes, foram descritas 59 “falhas relacionadas a laboratórios clínicos ou de patologia” e 254 “falhas na identificação do paciente”.

3. s convocado pelo IOM para elaborar o relatório alertou que a maioria das pessoas ao longo de sua vida terá sido vítima de pelo menos um erro diagnóstico, algumas vezes com consequências devastadoras. Os erros diagnósticos podem resultar em diferentes desfechos, que ainda merecem ser mais estudados, mas nem sempre resultam em danos aos pacientes. Segundo o relatório, os erros diagnósticos persistem ao longo de todos os ambientes da assistência, continuam causando danos a inaceitável número de pacientes. Os erros diagnósticos podem resultar em diferentes desfechos, que ainda merecem ser mais estudados, mas nem sempre resultam em danos aos pacientes. Esses podem ocorrer quando há demora ou não se indicam tratamentos apropriados; quando levam a tratamentos danosos ou desnecessários; ou quando ocorrem repercussões psicológicas ou financeiras.

4. O Instituto de Medicina (Institute of Medicine – IOM), reconheceu a necessidade de endereçar o erro diagnóstico como um imperativo moral, profissional e de saúde pública (IOM, 2015). Este relatório representa a continuação das publicações do IOM que se tornaram referência: “Errar é humano: construindo um Sistema de Saúde mais Seguro (2000)” (To Err is Human: Building a Safer Health System) e “Cruzando o Abismo da Qualidade: Um novo Sistema de Saúde para o Século XXI (2001)” (Crossing the Quality Chasm: A New Health System for the 21st Century), e afirma que a ocorrência de erros diagnósticos não tem sido reconhecida entre as diversas tentativas de melhorar a qualidade e a segurança da assistência à saúde.

5. evidenciaram mais erros médicos associados a diagnósticos (14%) do que a erros de medicação (9%), sendo que 47% dos primeiros resultaram em sérias incapacidades. Segundo Lippi et al (2015), a frequência de erros diagnósticos relacionada a diagnóstico in vitro pode ser maior do que 1 em 330 exames, com 25% desses erros produzindo importantes impactos nas decisões clínicas. A Sociedade para a Melhoria do Diagnóstico em Medicina (Society to improve diagnosis in medicine) refere que: o erro diagnóstico é a causa que lidera as queixas de má prática nos Estados Unidos da América do Norte, e estima-se causar entre 40.000 a 80.000 mortes/ano; um em cada 10 diagnósticos definidos é errado; e um em cada 1.000 diagnósticos buscados em nível ambulatorial resulta em dano ao paciente.

6. taxonomia indicando 5 causas para erros diagnósticos relacionados a exames laboratoriais: i) exame laboratorial solicitado inapropriadamente; ii) exame apropriado não é solicitado; iii) resultado de exame laboratorial, apropriadamente solicitado, é mal utilizado; iv) resultado de exame laboratorial, apropriadamente solicitado, é recebido com atraso, pela fragilidade existente em algum ponto do processo laboratorial; e v) resultado inexato de um exame apropriadamente solicitado.

7. erros laboratoriais representam um fator denominado “erro diagnóstico”, ligando definitivamente os erros laboratoriais a problemas de segurança do paciente. Segundo a Agência para Pesquisa da Assistência à Saúde e Qualidade (Agency for Healthcare Research & Quality- AHRQ (2014), “o erro diagnóstico é um evento relacionado à segurança do paciente que resulta de um diagnóstico não realizado, atrasado ou errado durante o curso da assistência. Progressos obtidos nessa área, assim como um melhor entendimento dos fatores individuais e sistêmicos relacionados ao diagnóstico, contribuirão para melhorar a qualidade da assistência à saúde.

8. Nesse sentido, esforços para melhorar o desempenho laboratorial em todas as fases do processo laboratorial têm valor, mesmo que não seja possível medir o impacto nos desfechos clínicos.

9. apenas uma pequena proporção de erros laboratoriais resulta em dano real ao paciente, graças a inúmeras barreiras e camadas de defesa existentes entre a liberação da informação pelo laboratório e o processo de decisão médica. O risco de eventos adversos causados por erros laboratoriais varia entre 2,7% a 12%, enquanto o percentual de casos que resulta em problemas de assistência inapropriada pode variar de 24,4% a 30%. Entre os problemas detectados estão: repetição desnecessária de exames invasivos ou investigação ou consulta adicional desnecessária; admissão em unidade de terapia intensiva; transfusões desnecessárias; e a modificação de doses terapêuticas de heparina e digoxina.

10. A atualização da norma do Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC) — da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), realizada em 2010, caracterizou-se pela inclusão de requisitos relacionados à segurança do paciente e a abordagem desse tema representou um marco pioneiro no setor laboratorial brasileiro (SBPC/ML 2010).