SD. DA DOR COMPLEXA REGIONAL

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SD. DA DOR COMPLEXA REGIONAL por Mind Map: SD. DA DOR COMPLEXA REGIONAL

1. QUADRO CLÍNICO

1.1. Fraqueza dos músculos afetados está presente associada com alteração da acurácia de pequenos movimentos

1.2. Os sintomas são unilaterais; sintomas bilaterais no início sugerem um diagnóstico diferente

1.3. A dor — geralmente em queimação ou contínua — é uma característica essencial

2. DIAGNÓSTICO

2.1. Certos critérios clínicos (critérios de Budapeste) são atendidos

2.1.1. Os critérios de Budapeste são divididos em quatro categorias

2.1.1.1. Sensorial: hiperestesia (como um sinal, ao estímulo de picada) ou alodinia (como um sinal, a toque leve, pressão somática profunda e/ou movimento articular)

2.1.1.2. Vasomotor: assimetria de temperatura (> 1° C como sinal) ou alterações assimétricas na coloração da pele

2.1.1.3. Sudomotor ou edema: alterações na transpiração, sudorese assimétrica ou edema

2.1.1.4. Motora ou trófica: alterações tróficas na pele, cabelo ou unhas, diminuição da amplitude de movimento ou disfunção motora (fraqueza, tremor e/ou distonia)

2.1.2. O paciente deve relatar pelo menos um sintoma em três das quatro categorias, e o médico deve detectar pelo menos um sinal em duas das mesmas quatro categorias (os sinais e sintomas se sobrepõem)

3. O QUE É

3.1. É uma dor neuropática crônica que ocorre após lesão de tecido mole ou ósseo (tipo I) ou lesão de nervo (tipo II) e persiste com intensidade e duração desproporcionais à lesão do tecido original

3.1.1. Rara condição, que ocorre normalmente após traumas e algumas cirurgias

4. ETIOLOGIA

4.1. SDRC tipo I

4.1.1. Costuma ocorrer após uma lesão (habitualmente na mão ou no pé), geralmente causada por colisão, em especial no membro inferior

4.1.2. Pode ocorrer após infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico ou câncer (p. ex., no pulmão, na mama, no ovário, no sistema nervoso central)

4.1.3. Ocorre comumente após imobilização do membro para tratar a lesão inicial

4.2. SDRC tipo II

4.2.1. É similar à do tipo I, mas envolve lesões evidentes em um nervo periférico

5. FISIOPATO

5.1. A fisiopatologia não está clara

5.1.1. A sensibilização central e nociceptiva periférica e a liberação de neuropeptídeos (substância P, peptídeo relacionado com o gene da calcitonina) ajudam a manter a dor e a inflamação

5.1.2. O sistema nervoso simpático está mais envolvido na SDRC do que em outras síndromes de dor neuropática

5.1.2.1. A atividade simpática central está aumentada e os nociceptores periféricos estão sensibilizados para noradrenalina (um neurotransmissor simpático)

5.1.2.1.1. Essas alterações podem causar sudorese anormal e fluxo sanguíneo deficiente decorrente de vasoconstrição