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Psicanálise por Mind Map: Psicanálise

1. O inconsciente foi um conceito fundamental para Freud e constituiu o ponto em torno do qual se sustentou o edifício teórico e técnico da psicanálise. Para Freud, a maior parte da vida psíquica é inconsciente, não dominada pela razão, mas regida pela força das pulsões e das paixões. Portanto, procure compreendê-lo muito bem.

1.1. Para conseguir o acesso ao Inconsciente o método psicanalítico utiliza, articulando-as, duas técnicas: a livre associação e a interpretação dos sonhos. Além destas duas técnicas, há dois processos que acompanham a terapia psicanalítica: a resistência e a transferência.

2. O Romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico das últimas décadas do século XVIII que se estendeu pelo século XIX, caracterizandose por uma visão de mundo contrária ao Racionalismo e ao Iluminismo. Considerando as formulações sobre o inconsciente

2.1. O método de investigação do inconsciente pôde ser validado no espaço da análise, em um trabalho persistente, que teve “um longo percurso evolutivo e que começou com o método catártico de Breuer. Graças a este método, a psicanálise pôde fazer constantemente, e continua fazendo, novas descobertas no campo do psiquismo”

2.1.1. Entre os anos de 1893 a 1899, quando Freud iniciava suas teorizações, a hipnose era método utilizado no tratamento da histeria. A hipnose era considerada uma manifestação do inconsciente e descrita como “um fenômeno que havia sido anteriormente denominado magnetismo, magnetismo animal, mesmerismo, fariismo e braidismo

3. Segundo a abordagem psicanalítica, sonhos e lembranças que surgem aparentemente do nada são manifestações inconscientes, não controláveis pela razão, ou, voltando no tempo de Janet, “formas inferiores da vida mental”.

3.1. Segundo a teoria de Janet, a personalidade seria constituída de uma instância que conservava as organizações do passado e de outra que sintetizava e organizava os fenômenos do presente, devendo funcionar de forma harmônica e integrada em condições normais.

3.1.1. A pesquisa sobre histeria e hipnose interessava não apenas a especialistas, Freud reconheceu que as obras de Janet anteciparam resultados que ele e Breuer haviam encontrado durante o emprego do método catártico em pacientes histéricas.

3.1.1.1. A catarse possibilitava que o inconsciente, local em que as lembranças não ab-reagidas se encontravam, se tornasse consciente, ou seja, a ab-reação, a partir da verbalização, conseguia liberar a “emoção estrangulada” pela integração simbólica da linguagem.

4. Contudo, Freud identificou a resistência no paciente, que impedia as ideias inconscientes de se tornarem conscientes. Portanto, para acessar o inconsciente, era preciso romper a resistência pela sugestão hipnótica que, temporariamente, a suspendia, permitindo ao sujeito, sob hipnose, elaborar com palavras as lembranças associadas ao sintoma.

4.1. Diante da resistência, o pressuposto do estado de dupla consciência foi reelaborado como uma teoria da defesa que, posteriormente, originou a teoria do recalque ou repressão. A repressão tornou-se um dos principais conceitos da psicanálise e passou a ser descrita como uma operação na qual as representações de desejo eram inscritas no inconsciente.

4.1.1. Outro conceito muito importante é a associação livre, tanto presente na teoria quanto fundamental para a prática

4.1.1.1. O conceito de trauma, no início da psicanálise, estava diretamente ligado a acontecimentos externos reais, que sobrepujavam a capacidade do indivíduo de processar a angústia e a dor psíquica provocados por um evento traumático.

5. O termo trauma apareceu pela primeira vez nas obras de Freud por volta de 1893, enquanto fazia seus estudos com pacientes histéricas, relacionando-o a uma primitiva sedução sexual perpetrada pelo pai contra a paciente. Posteriormente, reconheceu também o trauma do “nascimento”, do “impacto da cena primária”, da “angústia da castração”

5.1. A teoria do trauma foi importante no nascimento da psicanálise, pois Freud considerou que a causa dos sintomas da histeria estaria na lembrança de um trauma não ab-reagido, isto é, que não tivesse sido devidamente simbolizado pela linguagem e integrado ao sistema simbólico do sujeito.

5.1.1. Freud logo se deu conta de que, por trás das histórias contadas por seus pacientes, havia muita fantasia, e passou a se interessar mais pelo significado do que era trazido do que pelo contexto real como relatado.

5.1.1.1. De 1905 a 1920, Freud começou a elaborar os conceitos da metapsicologia psicanalítica a partir do desenvolvimento sexual infantil, no qual o paradigma da situação traumática passou a ser as fantasias originárias, isto é, aquelas que envolvem angústias de sedução e castração

6. A partir de 1920, Freud começou a reformular sua concepção do aparelho psíquico e extraiu da Embriologia a metáfora de “vesícula viva”, cuja camada mais externa se transformaria em um escudo protetor. Posteriormente, por volta de 1925, Freud propôs uma nova teoria da angústia que relacionava o trauma à perda de um objeto de afeto, fazendo distinção entre as situações traumáticas: uma automática enquanto sinalização sobre situações de perigo e aproximação do trauma; e outra relacionada com a ideia da angústia que, diante de uma experiência de desamparo, proporcionava excesso de excitação

6.1. JacquesJacques-Marie Émile Lacan (1901-1981) foi um psicanalista francês que, a partir de 1951, promoveu um retorno aos conceitos originais propostos por Freud, dando uma estrutura filosófica à sua obra. Por exemplo, referiuse ao inconsciente em praticamente todos seus seminários e à histeria em vários deles.

6.1.1. Freud percebeu que a fantasia, assim como o sonho, o lapso, o sintoma e os atos falhos, seria uma produção do inconsciente e, portanto, sua lógica de funcionamento não seria determinada nem pela racionalidade nem pelo tempo cronológico, mas insubordinada a qualquer ordenação, coexistindo passado, presente e futuro enlaçados no devaneio pelo desejo como um fio condutor.

6.1.1.1. Os transtornos mentais formam um campo de investigação interdisciplinar que envolve áreas como a psicologia, a psiquiatria e a neurologia. São usados para referenciar anormalidades ou o comprometimento de ordem psicológica no indivíduo, sendo caracterizados pela contrariedade, decepção e atitudes que revelam desarranjo ou desordem neurológica.

7. As neuroses, caracterizadas pela tensão excessiva e prolongada de um conflito persistente ou de uma necessidade prolongadamente frustrada, a qual leva a modificações na personalidade, mas não a desestrutura nem compromete a percepção da realidade, ou seja, são transtornos que não afetam o ser humano em si, pois, por não apresentarem base orgânica, o paciente continua consciente e com percepção clara da realidade, não confundindo a experiência subjetiva com a realidade exterior.

7.1. As psicoses, caracterizadas pela oscilação entre estados de depressão e de extrema euforia e agitação, que influenciam o modo de agir e se comportar, num claro indício de desestruturação da personalidade, além de apresentar alterações no juízo da realidade, a partir do que o paciente passa a perceber a realidade de maneira diferenciada, mas com convicção de que suas percepções, apesar de parecerem irreais para os outros, são apoiadas na lógica e na razão, sendo comuns as alucinações, provenientes de alterações dos órgãos dos sentidos

7.1.1. As psicopatias, ou perversões, como chamadas por Freud, são caracterizadas por falha na construção da personalidade, mas sem desestruturá-la totalmente. Podem apresentar a ausência de alucinações e manifestações neuróticas, a presença de um bom nível de inteligência e de baixa capacidade afetiva, a incapacidade de adiar satisfações, a intolerância a esforços rotineiros, a busca por fortes estimulações, a ausência de empatia (decorrente da incapacidade de envolvimento emocional), a falta de confiança tanto em si como (e principalmente) nos outros, a falta de capacidade de aprender com os próprios erros por não reconhecê-los e a diminuição ou ausência da consciência moral, que leva a problemas na diferenciação entre certo e errado ou o permitido e o proibido, fazendo com que o simular, dissimular, enganar, roubar, assaltar ou matar não causem nenhum tipo de sentimento como repulsa ou remorso, seja na própria imaginação ou em ações reais, uma vez que são apenas considerados os próprios interesses.

8. O termo neurose foi inventado por William Cullen, na segunda metade do séc. XVIII, quando a abertura de cadáveres passou a ser considerada um método científico para a observação direta e post mortem de órgãos que tinham sofrido de alguma patologia.

8.1. Após o encontro de Freud com Charcot, a histeria continuou a ser considerada uma neurose, desvinculada da presunção uterina, mas associada à etiologia sexual e ao enraizamento no inconsciente. A partir do discurso psicanalítico, a histeria tornouse um modelo para a neurose, e esta passou a ser definida como uma doença nervosa relacionada a um trauma.As neuroses podem ser classificadas em perturbação obsessiva-compulsiva, transtorno do pânico, transtornos de ansiedade, fobias, depressão, distimia, síndrome de Burnout, entre outras.

8.1.1. Freud retomou o conceito a partir de 1894, usando-o para designar a reconstrução inconsciente de uma realidade delirante ou alucinatória. Entretanto, Freud dedicou mais atenção à neurose, pois julgava a psicose quase sempre incurável. É na correspondência com Jung que melhor se apreende a maneira como, entre 1909 e 1911, foi elaborada a doutrina da psicose, a qual propunha a ideia de dissociação da consciência e privilegiou o conceito de paranoia, em oposição à noção de esquizofrenia.

8.1.1.1. A psicopatia, ou perversão, como chamada por Freud, designa um transtorno psíquico que se manifesta no plano de uma conduta antissocial, podendo ser tomada como um defeito moral. Segundo o saber psiquiátrico do séc. XIX, as perversões eram práticas sexuais tão diversificadas quanto o incesto, a homossexualidade, a zoofilia, a pedofilia, a pederastia, o fetichismo, o sadomasoquismo, o travestismo, o narcisismo, o autoerotismo, a coprofilia, a necrofilia, o exibicionismo, o voyeurismo e as mutilações sexuais.

9. A Psicanálise surgiu no final do século XlX, seu fundador considerado o Pai da Psicanálise, Sigmund Freud. O momento histórico do surgimento da psicanálise é chamado de Modernidade.

9.1. 1873 o termo inconsciente apareceu num dicionário de Língua Portuguesa.Embora já era usado anteriormente por escritores e pesquisadores

10. O conceito de Modernidade é fundamental para a compreensão da concepção de homem que serviu como alicerce para o desenvolvimento de conceitos básicos da psicanálise

11. O que a psicanálise faz é analisar a sociedade para compreender o indivíduo. A proposta freudiana é de determinismo psíquico, isto é, a base da personalidade e, consequentemente das escolhas do sujeito, se formam durante a infância a partir de instintos (que são inatos) e das fantasias e desejos inconscientes que se desenvolvem através de um processo de repressão dos instintos mediante a relação do bebê e, posteriormente da criança, com a realidade e na relação com os pais

12. Houaiss da Língua Portuguesa define a palavra concepção: Além desses significados, o dicionário também informa que essa palavra entrou para a Língua Portuguesa no século XV. Mas será que antes do século XV não existia nenhuma concepção em português? Talvez a palavra ainda não tivesse sido usada, mas o conceito é, sem dúvida, anterior, pois sua origem vem do latim conceptio, que é a ação de conter, de abranger, do que é contido, ideia, noção. Não pode faltar Reflita Existem muitos dicionários e alguns trazem até significados diferentes da mesma palavra. Por exemplo, em relação à palavra concepção, há também no dicionário indicado um significado mais biológico, relacionado à reprodução. Reflita sobre os significados apresentados, suas possíveis relações com o conceito biológico de reprodução e também sobre o sentido de “Natureza Humana”, como encontrado na Wikipédia, na qual há até uma referência a Sigmund Freud. “1. ato ou efeito de conceber […] 2. obra da inteligência; produção, criação, teoria 3. trabalho de criação; projeto, plano, ideia 4. fantasia, imaginação, ficção 5. faculdade ou ato de apreender uma ideia ou questão, ou de compreender algo; compreensão, percepção 6. modo de ver ou sentir, ponto de vista; entendimento, noção - Concepção do mundo:

13. Do ponto de vista dos períodos históricos, a visão de mundo da Modernidade abrange tanto a Idade Moderna quanto a Idade Contemporânea. A Idade Moderna pode ser considerada de 1453 até 1789 e é caracterizada pelo nascimento do modo capitalista de produção, pelos descobrimentos marítimos europeus (que vão do séc. XV até o séc. XVII), pela invenção da imprensa (séc. XVI) e pelo Renascimento (que vai do fim do séc. XIV até o fim do séc. XVII, com transformações evidentes na cultura, na sociedade, na economia, na política e na religião)

13.1. A Idade Contemporânea vai desde 1789, data do início da Revolução Francesa, até praticamente os dias atuais, sendo caracterizada pela valorização da razão em detrimento da religiosidade, na qual o regime capitalista se consolidou

13.1.1. Por definição, a Modernidade marcou a ruptura com a tradição medieval, dominada por dogmas religiosos, caracterizando-se pelo estabelecimento da autonomia da razão, com reflexos e repercussões sobre a filosofia, a cultura e toda a sociedade ocidental. Um dos marcos do início da Modernidade foi a publicação do livro “Discurso sobre o método”, em 1637, do filósofo, físico e matemático francês René Descartes (1596-1650), considerado o primeiro pensador moderno. A afirmação “penso, logo existo” (cogito ergo sum, em latim) estabeleceu a importância do uso da razão para a compreensão do mundo à sua volta, tomando por base a verificação de evidências, a análise racional dos fenômenos naturais e a síntese e enumeração de princípios que permitiram ordenar o pensamento e propiciaram o aparecimento e desenvolvimento do método científico

14. Galileu Galilei (1564-1642), personalidade fundamental na revolução científica e que defendia o heliocentrismo, fazendo-o renunciar publicamente às suas crenças, mas não sem reafirmar, com sua célebre citação, que, contudo, a Terra se move

14.1. a família, defendida até hoje pela Igreja Católica, constituída por um núcleo familiar composto por pai, mãe e filhos, vivendo numa mesma casa, é típica da Modernidade, não existindo, por exemplo, no período feudal, no qual a população se organizava em guildas, de acordo com as profissões, sendo que os filhos estariam destinados a seguir a profissão dos pais, aprendendo com estes as habilidades necessárias para sua inserção na sociedade como os filhos seguiam a profissão dos pais, os filhos dos nobres eram nobres e os filhos dos servos continuavam servos

14.1.1. como os filhos seguiam a profissão dos pais, os filhos dos nobres eram nobres e os filhos dos servos continuavam servos

15. a. A importância de Charles Darwin (1809-1882), naturalista britânico e o terceiro principal pensador do séc. XIX, vem justamente do conceito de evolução relacionado às espécies, isto é, da teoria que as espécies animais e mesmo vegetais evoluíram por meio de uma seleção natural, porém não necessariamente do “melhor” sobre o “pior”

16. Freud começou sua clínica com o tratamento de pacientes com histeria, sob a orientação de Jean-Martin Charcot (1825-1893), médico e cientista francês, famoso na área da psiquiatria e neurologia, a histeria sempre esteve cercada de mistérios e tabus,esse transtorno psicológico era atribuído apenas às mulheres

16.1. Em 1895, em parceria com Josef Breuer (1842-1925), médico e fisiologista também austríaco, Freud publicou o livro “Estudos sobre a histeria”, quando ainda esboçava suas ideias psicológicas ligadas ao dinamismo da sexualidade reprimida, e para buscar tratamento e cura dos sintomas neuróticos e histéricos, que Freud começou suas investigações sobre os processos mentais.

16.2. A importância de Freud como um dos principais pensadores do séc. XIX vai muito além de seus estudos médicos baseados no sistema nervoso a partir do modo tradicional da Medicina. Um dos conceitos mais importante é justamente o “inconsciente”, que revela que a racionalidade não é suficiente para explicar o comportamento humano.

17. A partir de 1896, Freud adotou o conceito de perversão sem qualquer conotação pejorativa ou valorizadora, conservando a ideia de desvio sexual em relação a uma norma. O termo perversão abrangia um campo mais amplo que a neurose e a psicose, pois tanto as fantasias quanto as práticas e os comportamentos por ele englobados eram apreendidos em relação à norma social, estando geralmente ligada às formas de arte erótica tanto ocidentais quanto orientais. Segundo tal interpretação, a estruturação psicopática se manifestava acompanhada pela falta de responsabilidade e ausência.de culpa, por meio de três características básicas: 1) impulsividade; 2) repetitividade compulsiva, conhecida atualmente como repetitividade obsessiva compulsiva; e 3) uso predominante de atuações de natureza maligna

17.1. Apesar de traços da psicopatia serem inerentes à natureza humana, suas três características tornavam-se um fim em si mesmas, acompanhadas por uma total falta de consideração pelas pessoas cúmplices no jogo psicopático. Considerando a prática psicanalítica, os psicopatas dificilmente entram espontaneamente em análise, e, quando o fazem, mostram propensão para atuações e para o abandono do tratamento, não só pela dificuldade de ingressarem numa posição depressiva, como também pela predominância da pulsão de morte e seus derivados, que os obriga a uma conduta hetero e autodestrutiva. Além disso, diante da característica ausência de culpa, em sua própria mania de grandeza, o psicopata sente-se como se estivesse sempre certo, não reconhecendo qualquer necessidade de terapia, mas atribuindo essa necessidade aos outros, num comportamento típico de soberba, como era chamado antigamente.