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As ferrovias por Mind Map: As ferrovias

1. O Império do café e a República

1.1. Desde o início do século XIX, a Inglaterra pressionava as autoridades brasileiras para extinguirem o tráfico negreiro e a escravidão;

1.2. Havia séculos que a sociedade se estruturas em torno do escravismo e o tráfico constituía uma das atividades mais rentáveis do Brasil. Formado com a função de manter a escravidão, o Estado monárquico teria de enfrentar seu maior impasse: promover o fim do escravismo e buscar alternativas para o problema da mão de obra;

1.3. Além do controle do Estado, a elite do Centro-Sul favoreceu-se da atividade cafeeira, empregando africanos escravizados. Pro- essencialmente doméstica até o final do século XVIII, o café passou a uma cultura comercial na década de 1820, na região do Vale do Paraíba, entre São Paulo e Rio de Janeiro.

2. Em torno do café organizou-se um conjunto de atividades e transformações - complexo cafeeiro - que envolvia desde a comercialização, o transporte e o ensacamento do produto até a venda de terras e equipamentos. Os transportes passaram a se desenvolver, acompanhando o crescimento da importância da cafeicultura;

2.1. Inicialmente, o escoamento da produção do Vale do Paraíba era feito por tropas de mulas, em estradas de terra, até os portos do Rio de Janeiro e de Santos.

2.2. Já a produção do Oeste Paulista, que viria a superar a do Vale do Paraíba na década de 1870, em 1867, foi construída, a partir de investimentos ingleses, a São Paulo Railway, ligando Jundiaí ao porto de Santos;

2.3. Um dos maiores símbolos da Revolução Industrial inglesa, a estrada de ferro passou a fazer parte do cenário agrícola do Brasil.

3. Um verdadeiro surto ferroviário acompanhando Estados Unidos no mesmo período, inaugurou um novo o de investimentos para o capital cafeeiro, trouxe mais rapidez e facilidade para os produtores do Oeste e consolidou a hegemonia econômica da região;

3.1. Os novos meios de transporte permitiram que os grandes cafeicultores estabelecessem suas residências nas cidades, deixando a administradores as tarefas diárias de suas propriedades, estimulando a urbanização de regiões do interior;

3.1.1. A maior parte do financiamento para a construção das estradas de ferro provinha de recursos do Estado e de empréstimos internacionais, sobretudo da Inglaterra. O Brasil figurava entre as principais desses investimento do capital e como mercado fornecedor de matérias primas e consumidor de seus produtos industrializados;

3.1.1.1. O capital inglês não só promovem a implementação das vias ferroviárias, como também impulsionou, obtendo larga margem de lucro, serviços que estariam associados à crescente urbanização Empréstimos constantes e uma balança comercial, como forma de justificar seu poderio, gerações posteriores identificariam São Paulo como "a locomotiva da nação", e seus habitantes como "uma raça de gigantes".

4. O questionamento à Escravidão

4.1. A hegemonia da elite branca corria fiscos com segregação e as violências decorrentes da existência regime escravista. Além disso, a escravidão começa ser questionada pelas consequências que trazia à e norma brasileira, limitando o desenvolvimento da cultura e da indústria, e pela degradação moral e cultural que provocava, tanto nos escravizados quanto em seus senhores, desqualificando e desmotivando o trabalho manual, embrutecendo as relações sociais e bestializando a maior parte da população.

5. O sistema de parceria

5.1. Em 1847, o senador liberal Nicolau de Campos Vergueiro dava início a uma experiência de substituição de escravizados por homens livres. Custeando a viagem de imigrantes alemães e suíços para suas fazendas em São Paulo, Vergueiro introduzia o contrato de parceria, por meio do qual os trabalhadores tornavam-se "sócios" da produção cafeeira de suas propriedades;

5.1.1. Aparentemente o negócio era vantajoso para os trabalhadores : tinham a viagem marítima e o transporte do porto de Santos até a fazenda financiados; recebiam mantimentos e instrumentos para o trabalho um número determinado de pés de café para o plantio acompanhamento e colheita, um pequeno pedaço de terra para o cultivo de gêneros alimentícios e uma casa rústica para sua moradia;

5.1.1.1. Em troca, deviam dar ao proprietário metade da produção de seus pés de café e não podiam deixar a fazenda até reembolsar todos os gastos assumidos pelo fazendeiro Na verdade, o trabalhador já iniciava sua jorna da no Brasil endividado. Durante quatro anos - tempo médio para a primeira colheita de um pé de café-c imigrante aumentava seu débito, sobre o qual eram cobrados juros, podendo contar apenas com a sua plantação de gêneros alimentícios;

5.1.1.1.1. Apesar de imitada por alguns fazendeiros de São Paulo, a experiência de Vergueiro não trouxe os resultados esperados. Mesmo assim, em 1855, havia cerca 3500 imigrantes trabalhando em 30 fazendas da província.

5.2. Padrão escravista

5.2.1. O fracasso do sistema de parceria decorria principalmente do padrão escravista nas relações de trabalho no Brasil. As dívidas contraídas eram o principal meio de e os fazendeiros dispunham para obrigar seus trabalhadores a executarem suas tarefas;

5.2.1.1. O investimento inicial nos imigrantes, que se dispunham a atravessar o Atlântico e se dedicar aos trabalhos manuais, deveria ser recuperado por meio da produtividade dos próprios imigrantes. O cumprimento dos contratos, que acarretava uma limitação da liberdade desses trabalhadores, e a dificuldade de saldar as dívidas os desmotivavam. Ao contrário do que faziam com os escravizados, os fazendeiros não podiam usar a força e a violência para obrigá-los a trabalhar.

5.3. Santa Catarina e o falanstério de Fourier

5.3.1. Entre 1842 e 1843 na região de Saí, Santa Catarina foi formada uma pequena comunidade baseada no sistema socialista de associação mútua proposto por Charles Fourier . O médico francês, Benoît Jules Mure liderou cerca de 270 franceses num projeto denominado União Industrial, contando com o apoio de d. Pedro II e do presidente da Província de Santa Catarina. Divergências internas acabaram levando à criação de duas colônias: a do Palmital e a do Falanstério do Saí, formadas, principalmente, por operários e artistas franceses entusiasmados com as ideias socialistas, mas sem conhecimentos agrícolas.

6. A transição para o trabalho assalariado

6.1. Na metade do século XIX, quando aconteceu a proibição do tráfico negreiro, não existia mão-de-obra disponível para a produção cafeeira, naquele momento em plena ascensão. Então, se uma solução não fosse encontrada, o mercado de trabalho capitalista perderia força e capacidade para sustentar-se, uma vez que a formação histórica da sociedade e da economia brasileira era pouco desenvolvida em relação às demais nações;

6.1.1. As evidências do que estava por vir eram muitas e as oligarquias cafeeiras, até mesmo de alguns segmentos de outras oligarquias vinculadas à economia açucareira, começaram a mover-se temendo que a proibição do tráfico internacional de escravos e o fim da escravidão, gerassem uma grave escassez de força trabalhadora no Brasil. Esse medo acabou se transformando numa grande questão da política nacional: faltaria mão-de-obra para gerir a produção cafeeira;

6.2. As lutas pela abolição da escravidão

6.2.1. Intensificou-se após o fim do tráfico negreiro em 1850, resultando na formação de quilombos próximos às cidades, na intensificação de ações de resistência e de reprodução das comunidades, como furtos e saques, além de ações contra os senhores e prepostos, que muitas vezes resultavam em mortes;

6.2.1.1. Esse movimento de resistência foi anterior ao movimento abolicionista e foi por sua virulência, além de ser uma ação autônoma da classe trabalhadora escrava, que houve a pressão que resultou no surgimento da legislação abolicionista.

6.2.2. Abolicionistas negros

6.2.2.1. Luís da Gama: foi escravizado, vendido e enviado para São Paulo aos 10 anos. Oito anos depois, conseguiu reconquistar sua liberdade formou-se em direito. Dedicou-se a processos ajudando aos escravos conquistarem sua liberdade;

6.2.2.1.1. José do Patrocínio: homem pobre, filho de uma quitandeira e de um padre, tornou-se jornalista;

6.3. As letras e as raças

6.3.1. A Constituição da nação brasileira funcionou como o plano de fundo das transformações da segunda metade do século XIX. A campanha abolicionista eu estimular a migração puseram em causa o tipo de nação que o estado monárquico teria condições de estabelecer. Além de ser diferenciar dos demais grupos da sociedade a elite caberia interferir no processo de Constituição da nação brasileira. Com o estabelecimento das primeiras faculdades de direito em São Paulo e no Recife em 1827 e qual a fundação do Instituto Histórico e geográfico brasileiro em 1838 criaram-se bases para a formação e atuação da Elite intelectual brasileira.

6.4. O romantismo e a busca da identidade nacional

6.4.1. Gonçalves de Magalhães, José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, Castro Alves e Gonçalves Dias, conhecidos escritores e poderes românticos, destacaram-se também por suas atividades políticas no processo de Constituição do Estado Nacional. Divididas quando a escravidão, os românticos buscaram no indianismo a base de uma incipiente manifestação nacionalista. A identidade nacional deveria ser resgatada no elemento indígena, um tanto idealizado, mais suficiente e distante do "perigoso" e "selvagem" negro.

6.5. O realismo e as bases científicas da identidade nacional

6.5.1. A idealização romântica, imbuída no desejo de definir aquilo que seria genuinamente Nacional começou a ser substituída na década de 1870 pelo realismo. Os primeiros estudos afro-brasileiros surgiram das preocupações de letrados, como ser de piano Sílvio Romero e o Maranhense Nina Rodrigues com a questão racial;

6.5.1.1. Para Silvio Romero, havia uma verdadeira "luta entre as raças", na qual elemento Branco acabaria por preponderar após um longo período de miscigenação. Nina Rodrigues acabou por reconhecer o mestiço com uma expressão da identidade nacional ponto Catete tipo racial teria um habitat onde Poderia desenvolver-se adequadamente;

6.5.1.1.1. Os estudos sobre a mestiçagem traziam à tona a senzalas impediam que se constatasse claramente. Após quase quatro séculos de escravidão e apesar de todas as restrições de acesso à cidadania no Brasil, o país era composto, em sua maioria, por negros mestiços;

6.5.1.1.2. O discurso abolicionista procurava celular o processo de emancipação e dar garantias da integração do negro na sociedade. Realizada a emancipação política no Brasil, constituído o Estado Nacional e garantida a unidade territorial tornava-se imperativo reconhecer as cores da nação.

6.6. Identidade e Diversidade

6.6.1. As manifestações, expressões vírgulas saberes, fazeres, lugares, tradições que compõem a Trama do nosso tecido sociocultural, durante muito tempo, no Brasil, abordagem do tema esteve ligada ao patrimônio histórico e artístico é associado aos monumentos vírgulas construções, sítios arqueológicos e a produção artística da Elite;

6.6.1.1. Entre tais bem sem inclem: as formas de expressão, os modos de criar, fazer e viver, as criações científicas, entre outras ponto essa dinâmica visão de patrimônio constitui as bases do entre "registros de bens culturais de natureza imaterial";

6.6.1.1.1. Para valorização do patrimônio cultural é importante a participação das diversas comunidades no sentido de valorizar e reivindicar seu conhecimento ponto no máximo o que melhor se caracteriza.