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Escola por Mind Map: Escola

1. Corredor de entrada

1.1. Trabalhos das crianças, cartazes com imagens genéricas da infância, retratos de momentos da creche e seus atores anunciam uma história vivida, expressam relações e concepções. Os sujeitos e seus corpos ocupam cada um dos espaços e se relacionam neles. Há locais que servem apenas como passagem ou deslocamento. Em determinados lugares, as crianças estão à vontade, em outros, na maioria das vezes, em fila. Em alguns locais o acesso é proibido às crianças, alguns intocáveis, outros servem a muitos usos.

2. Salas

2.1. As salas das crianças, às vezes, são referidas como “salas de aula”; outras, apenas como salas, ou “salinhas”. Nas paredes, as identidades das crianças: enfeites com desenhos, retratos e nomes pregados ou dependurados. Em todas podem ser encontrados os meses do ano, letras coloridas, números, bichos e datas de aniversários, signos e artefatos de aprendizados previstos. Mesas e cadeiras compõem grande parte do formato e das dinâmicas dos trabalhos realizados.

3. Corredores

3.1. Os corredores internos não são lugares onde as crianças devem permanecer. Mas são passagens obrigatórias. Conduzem para dentro antes que se possa sair para os espaços externos. De uma forma ou de outra, as crianças devem andar em filas e sem correr. Músicas, na maioria das vezes, são cantadas. Os corredores externos (frontal e lateral) ganham outros sentidos. Não são apenas passagens obrigatórias para outro espaço, mas expressam significados singulares. Nesses lugares, as professoras costumam fazer brincadeiras com as crianças. Não são as brincadeiras de sala de aula, relacionadas ao conteúdo ensinado no dia. Nem as brincadeiras do parquinho, em que há poucas e assistemáticas intervenções. Nesses corredores, as professoras ensinam brincadeiras, o que chamam de “brincadeiras dirigidas”: ensinam as regras, dividem as crianças e fazem as dinâmicas dos jogos.

4. Banheiros

4.1. A sala do Maternalzinho tem seu próprio banheiro constituindo parte integrada nas relações de cuidado e higiene das crianças. As demais crianças têm seu banheiro, “de meninos” e “de meninas”, no corredor, que desemboca no refeitório. Pressupõe que conhecimentos já tenham sido incorporados e que as crianças exerçam o que é denominado “higiene” e “cuidado de si” com maior autonomia. Não é usado para banho. Apenas o Maternalzinho toma banho na creche.

5. Cozinha

5.1. A cozinha é um local que as crianças não devem frequentar, como reforçam as coordenadoras e as professoras, por motivos de cuidado e de higiene. A menos que seja construída uma ida com a professora e envolvida em algum contexto pedagógico.

6. Refeitório

6.1. O refeitório é um local que pode ser denominado de “multiuso”. Alimentação, sala de vídeo, espaço de brincadeiras em dias de chuva ou muito calor, reuniões com os pais, descanso de professoras e crianças. Grandes mesas e bancos preenchem quase toda a sala. Este, na maioria das vezes, é o formato das relações e dinâmicas pedagógicas. Senta-se às mesas para o lanche e o almoço ou para ver vídeo e brincar. Por ser um espaço interno, precisa dar alguma forma às relações. É um lugar de silêncio: silêncio para comer, para ver a televisão e para brincar. Não é lugar de movimento, e as relações são delimitadas pelas mesas, pelo controle das professoras e pela impropriedade do lugar, que é pouco aconchegante. O refeitório também é saída para o pátio externo, o parquinho, embora as professoras prefiram dar a volta pela frente da creche.

7. Parquinho

7.1. O pátio externo é chamado de Parquinho. Nele há brinquedos de ferro tipo escorregador, zanga-burrinho, balanços e brinquedos giratórios. É um espaço gramado bastante ralo. As crianças brincam praticamente na terra, o que faz levantar considerável poeira. Uma sibipiruna ainda em crescimento ajuda a trazer alguma sombra na parte da tarde. No canto do pátio, uma pequena horta à porta da brinquedoteca. O pátio, aparentemente, é local de descanso para as crianças e para as professoras.