1. CEREBRO E MENTE
1.1. Cerebro é a estrutura anatômica (a parte física)
1.1.1. O cerebro cria a imagem
1.1.1.1. Um objeto é percebido pelo organismo, essa percepção ativa circuitos cerebrais e esses estimulam mudanças no funcionamento do corpo (emoção); essa ativação e essas mudanças são percebidas por outros circuitos cerebrais (sentimento); um padrão neuronal de segunda ordem tem lugar reunindo a percepção do objeto percebido inicialmente e a percepção das mudanças na paisagem corporal (consciência)
1.2. Mente é a responsável por gerar o pensamento que motivou o cerebro a iniciar seu trabalho (é a parte abstrata)
1.2.1. A mente gera o sentimento
1.2.1.1. A consciência, de seus níveis elementares aos mais complexos, é o padrão mental unificado que reúne o objeto e o self.
1.2.1.2. O proto-self seria um conjunto coerente de padrões neurais que mapeiam, a cada momento, o estado da estrutura física do organismo nas suas numerosas dimensões.
1.2.1.3. O self central é caracterizado ainda como o protagonista transitório da consciência gerado por qualquer objeto que acione o mecanismo da “consciência central”
1.2.1.4. A consciência central é gerada de modo pulsante, para cada conteúdo do qual devemos estar conscientes. A “consciência central” seria a imagem mental
1.2.1.5. A memória autobiográfica é constituída por memórias implícitas de múltiplos exemplos de experiência individual do passado vivido e do futuro antevisto e tem como base os aspectos invariáveis da biografia de um indivíduo
1.2.1.6. O self autobiográfico requer a presença de um self central para iniciar seu desenvolvimento gradual, assim como requer o mecanismo da consciência central para a ativação de suas memórias.
1.2.1.7. A consciência ampliada é o estágio mais evoluído da experiência consciente
2. CONSCIENCIA
2.1. Significa conhecimento, percepção, honestidade.
2.1.1. É uma qualidade da mente, abrange qualificações como subjetividade, autoconsciencia, senciencia, sapiencia e a capacidade de perceber a relação entre si e o ambiente.
2.1.1.1. Há dois tipos distintos de problemas envolvendo a consciência
2.1.1.1.1. Como o cérebro é capaz de transformar um padrão neural (ou objeto) em um padrão mental (ou imagem)?
2.1.1.1.2. Como concomitantemente ao engendramento de padrões mentais (imagens) para um objeto, o cérebro também faz emergir um sentido do self no ato de conhecer?
2.2. A consciência é tanto em seu modo central como ampliado, um sentimento de algo a ser conhecido, um fenômeno mental sustentado por circuitos e sistemas neurofisiológicos que garantem ao indivíduo um sentido do self complexo e duradouro.
2.3. A consciência que nos permite saber o que sentimos e o que conhecemos, e só através de sua compreensão, levada a cabo por aquelas ciências, poderemos nos comunicar cada vez mais e melhor.
3. Modelo de Fuster de cerebro e mente
3.1. É um modelo que descreve as funções executivas
3.1.1. Descreve a estrutura e funcionamento cerebral a partir da perspectiva filo e ontogenética
3.1.1.1. Cognits são unidades de conhecimento e memória
3.2. Oferece uma descrição perfeitamente compativel com as propposições piagetianas
3.2.1. É na descrição (filo/onto) que podemos encontrar uma correspondência notável com o modelo piagetiano de cognição e desenvolvimento cognitivo
3.2.1.1. As cinco funções cognitivas essenciais do cérebro humano – quais sejam, atenção, percepção, memória, inteligência e linguagem
3.2.1.2. As funções executivas do córtex pré-frontal são variantes, componentes ou combinações dessas cinco funções cognitivas
4. Modelo de Piaget de cerebro e mente
4.1. O crescimento cognitivo se dá por assimilação e acomodação
4.1.1. O conhecimento decorre da interação entre o sujeito e o objeto
4.1.1.1. O ciclo percepção-ação é um princípio biológico que se aplica a todas as espécies superiores, e que regula a organização de todas as ações dirigidas para um objetivo no domínio temporal
4.1.1.1.1. O modelo completo descreve de forma detalhada a formação no córtex dessas estruturas cognitivas
4.1.1.1.2. O comportamento está baseado na experiência
4.1.2. A adaptação cognitiva, como a sua equivalente biológica, consiste em um equilíbrio entre assimilação e acomodação
4.1.2.1. Nos sistemas nervosos dos organismos superiores, o ciclo percepção-ação tem uma importante característica nova, qual seja o feedback interno dos efetores para os sensores
4.1.2.1.1. O modelo esclarece o quanto há de integração entre essas estruturas de níveis hierárquicos diferentes.
4.1.2.1.2. A memória e o processamento perceptuais e a representação de imagens e conceitos do mundo externo estão ancorados na parte posterior do córtex
4.2. Piaget sugere qua a criança passa por quatro estágios diferentes de desenvolvimento mental
4.2.1. As funções cognitivas seriam os órgãos especializados da autorregulação das trocas a nível do comportamento
4.2.1.1. O conceito de interação e construção são interdependentes e complementares, pois a atividade assimiladora e acomodadora, que se desenrola na ação do sujeito, resulta na formação de esquemas
4.2.1.1.1. Cada estágio do desenvolvimento cognitivo vai sendo construído através da diferenciação, integração e síntese de novas estruturas a partir das estruturas anteriores, o que torna a sequência dos estágios cognitivos logicamente necessária
4.2.2. A autorregulação deve ser entendida no sentido de uma interação cibernética, como sequências de compensações ativas do sujeito em resposta às perturbações exteriores e de regulagem ao mesmo tempo retroativa,
4.2.2.1. O conhecimento resulta de uma dinâmica de interação entre as características do objeto e os aportes do sujeito, sendo fruto, portanto, da atividade mental construtiva
4.2.2.1.1. Três características definem os estágios ou fases do desenvolvimento cognitivo