1. Afasia de Broca
1.1. Afeta a área de Broca
1.1.1. Localizada na região frontal do cérebro, no giro frontal inferior.
1.1.2. Responsável pela expressão da linguagem.
1.2. É caracterizada pela dificuldade de expressão verbal do indivíduo.
1.3. Também conhecidas como afasias motoras.
2. Há diversos tipos de afasia. Porém, abordaremos três tipos extremamente relevantes para nosso tema
3. Afasia Global
3.1. É a afasia mais grave, caracterizada pelo comprometimento severo na capacidade de fala, escrita, leitura e compreensão.
3.2. Causada por um enfarto completo no lobo temporal esquerdo e no lobo frontal ao mesmo tempo.
3.2.1. Atinge todo o território da artéria cerebral média esquerda.
3.3. É um misto das afasias de Broca e Wernicke.
3.4. A afasia global costuma ser acompanhado por:
3.4.1. Hemiparesia contralateral (geralmente à direita).
3.4.2. Hemianopsia homônima (Perda parcial ou completa da visão em uma das metades do campo visual de um ou ambos olhos).
3.5. Recentemente casos em que a afasia global não é acompanhada do déficit motor ou que o mesmo é transitório tem sido registrados.
3.5.1. Essa condição passa a ser conhecida como afasia global sem hemiparesia (AGSH).
4. Causas da afasia
4.1. Traumatismo craniano
4.2. AVC - Acidente Vascular Cerebral (principal causa da afasia)
4.3. Encefalite
4.4. Tumor cerebral
4.4.1. Caso a afasia seja resultado da progressão de um tumor cerebral, a mesma pode piorar progressivamente.
4.4.2. O tamanho da lesão cerebral e o tipo de doença de base determinam o grau de deficiência da linguagem.
5. Afasia de Wernicke
5.1. Afeta a área de Wernicke
5.1.1. Localizada no o hemisfério esquerdo do cérebro; no terço posterior do giro temporal superior.
5.1.2. Área responsável pela compreensão da linguagem.
5.2. É caracterizada pela dificuldade dos pacientes em produzir palavras e unir frases
5.3. Também conhecidas como afasias sensoriais
6. Relato de caso
6.1. Homem de 52 anos, destro, tabagista e hipertenso moderado, hospitalizado por apresentar-se há dois dias com "confusão mental" (diagnóstico inicial do setor de emergência de um hospital público), de início sendo levado a uma instituição psiquiátrica
6.2. Estava alerta, ansioso, incapaz de seguir comandos verbais ou escritos, nomear objetos, dizer seu nome ou repetir sentenças simples. Dizia apenas, com alguma dificuldade, SIM e NÃO.
6.3. Não havia déficit motor, os reflexos osteotendíneos e cutâneos eram normais. Foi impossível interpretar o exame da sensibilidade, assim como a campimetria por confrontação direta.
6.3.1. A ressonância magnética (RM) de crânio mostrou áreas de hipersinal em T2 e Flair, comprometendo a substância branca subcortical e o córtex no lobo parietal, partes dos lobos frontal e temporal esquerdos, que realçavam nas seqüências em T1 com contraste paramagnético endovenoso - Magnevistan-Shering ¾ (Figs 1 e 2). Angioressonância (ARM) encefálica mostrou redução do fluxo através da artéria cerebral média esquerda (Fig 3). ARM carotídea não evidenciou lesão ateroesclerótica.