Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina (ISRS)
저자: Giovanna Bela Almeida Cunha
1. Sobre a fisiologia da transmissão serotonérgica, sabe-se que ocorre a transmissão das monoaminas do neurônio pré-sináptico, onde são produzidas, para a fenda sináptica, já no neurônio pós-sináptico as monoaminas se ligam aos receptores e o impulso nervoso é conduzido.
2. Maior é a forma mais comum da síndrome de depressão. A causa específica não é elucidada, entretanto há evidências de que seja multifatorial. Com relação às bases biológicas, existem duas teorias que associam o quadro depressivo com desequilíbrios relacionados a três principais neurotransmissores e seus receptores: norepinefrina, serotonina e dopamina.
2.1. Transtorno Depressivo maior
2.2. A primeira teoria chamada “Hipótese das Monoaminas” relaciona a depressão com uma disfunção na transmissão monoaminérgica, de modo que há uma redução na quantidade de neurotransmissores como a serotonina, essa redução pode ser causada por diversos fatores como a depleção de precursores da serotonina, por exemplo
2.2.1. A “Hipótese dos receptores monoaminérgicos” propõe que existe um mecanismo compensatório do organismo frente à diminuição dos neurotransmissores, tal fenômeno é responsável pelo aumento do número de receptores, o que foi chamado de mecanismo Up Regulation. A diminuição do número de neurotransmissores e o aumento da sensibilidade dos receptores geram o quadro de depressão. Desse modo, a resposta terapêutica surge quando há Down Regulation, ou seja, quando há redução no número de receptores somada ao aumento dos neurotransmissores, já iniciado logo após a administração do fármaco.
3. Os ISRS são a classe farmacológica de antidepressivos mais prescrita mundialmente, são melhor tolerados que as demais classes devido principalmente ao seu perfil de segurança pois apresentam baixa toxicidade e mínimos efeitos anticolinérgicos.
3.1. Por esse motivo, os ISRS são amplamente utilizados na condição de Transtorno Depressivo Maior (TDM), que inclui sintomas como humor deprimido, apatia e perda de interesse, transtornos de sono, fadiga, alterações de peso e apetite, ideias e impulsos suicidas, sentimento de culpa e inutilidade, entre outros.
4. Mecanismo de ação
5. Classificação dos ISRS
5.1. A classe dos ISRSs é composta de medicamentos tão eficazes quanto os antidepressivos tricíclicos (ADTs), mas com uma menor quantidade de efeitos adversos (maior segurança), como também em relação à tolerância. Esses medicamentos inibem de forma potente e seletiva a recaptação de serotonina e, como consequência, potencializa a transmissão de serotonina.
6. Medicamentos e efeitos colaterais
6.1. CITALOPRAM: tratamento de depressão de longo prazo para previnir a prevalência de novos episódios de depressão, no caso de depressões decorrentes. Tratamento de pacientes com transtorno do pânico com ou sem agrofobia e para tratamento de pacientes com transtorno obsessivo conpulsivo(TOC)
6.2. Suprime o sono ou sono com movimento oculares rápidos, e aumenta sono profundo
6.3. FLUOXETINA: indicado para tratamento de depressão relacionada a bulimia nervosa , TOC e transtorno disfórico-pré menstrual
6.4. Ela é bem absorvida após administração oral, atingindo sua concentração máxima no intervalo de 6 a 8 horas.
6.5. Interações importantes com a fluoxetina: medicamentos ativos no sistema nervoso central (ex.: fenitoína, carbamazepina, haloperidol, diazepam e desipramina); drogas que se ligam às proteínas plasmáticas (ex.: diclofenaco); Varfarina (por alterar os efeitos anticoagulantes); Ácido acetilsalicílico e AINES (ex.: ibuprofeno, nimesulida, naproxeno); Tioridazina (arritmias cardíacas graves, podendo levar o indivíduo a óbito).
6.6. PAROXETINA: indicado para tratamento de todo os tipos de depressão, e ansiedade
6.7. paroxetina pode afetar a fertilidade em homens por alterar a qualidade dos espermas.
6.8. SERTRALINA: absorvida lentamente quando tomada por via oral, máxima concentração plasmática de 4 a 6 horas depois da ingestão
6.9. possui ação inibitória baixa na recaptação de dopamina, ação agonista do receptor sigma 1 e antagonista do receptor alfa1-adrenérgico.
6.10. FLUVOXAMINA: um medicamento utilizado no tratamento dos transtornos de ansiedade, como TOC, ansiedade generalizada, fobia social, transtorno de estresse pós traumático e os estados mistos de ansiedade depressão.
7. TIPOS DE EFEITOS COLATERAIS
7.1. GASTRINTESTINAIS: NÁUSEAS, VÔMITOS, DOR ABDOMINAL,DIARREIA. A DIARREIA E MAIS COMUM COM A SERTRALINA, EM RELAÇÃO A FLUOXETINA E CITALOPRAM
7.2. PSIQUIATRICOS: AGITAÇÃO, ANSIEDADE, NERVOSISMO, INSÔNIA PRINCIPALMENTE NA FLUOXETINA
7.3. NEUROLÓGICOS:TREMORES EFEITOS EXTRAPIRAMIDAIS
7.4. ALTERAÇÃO DE PESO: PERDA DE PESO SERTRALINA( DISCRETA) E FLUOXETINA (AGUDA)
7.5. DISfuNCÕES SEXUAIS: RETARDO EJACULATÓRIO NOS HOMENS E ANORGASMIA NAS MULHERES. ACONTECE MAIS NA PAROXETINA
7.6. REAÇÕES DERMATOLOGICAS: MAIS FREQUENTES COM A FLUOXETINA PODENDO ESTAR ACOMPANHADA DE FEBRE