1. PREÇO UNITÁRIO (PU)
1.1. Preço unitário do título, ou seja, o preço de negociação calculado em uma determinada data.
1.1.1. O cálculo do PU é o valor presente dos fluxos futuros de pagamentos do título.
1.1.1.1. Quanto maior o PU, menor será sua rentabilidade (seu retorno).
1.1.1.2. O valor do PU de um título pré-fixado é INVERSAMENTE proporcional a taxa de juros, ou seja, quanto maior a taxa de juros, menor será o PU do título.
1.2. Cálculo do PU de um título pré-fixado.
1.2.1. O preço unitário é o resultado da multiplicação da cotação vezes o valor de face. Assim, o preço unitário do título é: PU= CotaçãoX (ValordeFace/100) *Na maioria dos títulos públicos federais, o valor de face (valor nominal) é igual a R$1.000,00
1.2.2. Cotação: É o valor presente do fluxo do título, descontado pela taxa de juros informada ou pelo prêmio de deságio. Para títulos sem cupom como LTN e LFT, basta trazer a valor presente o valor do vencimento. Cotação=(100/(1+taxa) DU/252)
1.2.2.1. Qual o PU de um tesouro prefixado (LTN) (010120) que tem seu valor de face igual a R$1000,00, que foi resgatado antecipadamente, em 31/03/18, a 440 dias úteis do vencimento e com 5,00% de taxa de juros ao ano? P.U=(1000/(1+0,05)440/252)=918,34
1.2.2.1.1. HP12C
2. TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS (TPF)
2.1. Os títulos públicos são ativos de renda fixa que possuem a finalidade de captar recursos para o financiamento da dívida pública e financiar atividades do Governo Federal, como educação, saúde e infraestrutura. Por ser um investimento em ativos garantidos pelo governo brasileiro, o risco é considerado muito baixo.
2.1.1. TIPOS
2.1.1.1. COM CUPOM
2.1.1.1.1. LTN > Tesouro Prefixado > Deságio sobre o valor nominal (pré-fixado) LFT > Tesouro Selic > SELIC (Pós-Fixado) NTN-B (Principal) > Tesouro IPCA > Juros+IPCA
2.1.1.2. SEM CUPOM
2.1.1.2.1. NTN-B > Tesouro IPCA com juros semestral > Juros+IPCA NTN-F > Tesouro prefixado com juros nominal (pré-fixado)
3. NEGOCIAÇÃO COM TÍTULOS DE RENDA FIXA
3.1. DEALER
3.1.1. São instituições que podem ser bancos ou corretoras, que atuam como intermediários do Banco Central do Brasil (Bacen), promovendo o desenvolvimento do mercado primário e secundário de títulos públicos. Credenciada em títulos federais, é uma instituição financeira especializada na negociação desses títulos.
3.2. DEALERS PRIMÁRIOS
3.2.1. Até 12 instituições direcionadas para as colocações primárias de títulos públicos federais.
3.3. DEALERS ESPECIALISTAS
3.3.1. Até 10 instituições direcionadas para a negociação no mercado secundário de títulos públicos federais.
3.4. OPERAÇÕES COMPROMISSADAS
3.4.1. São operações de empréstimo de recursos (reservas bancárias) com garantia em títulos. Nessas operações existe um compromisso de recompra com vencimento em data futura, anterior ou igual à do vencimento do título-objeto.
3.5. MERCADO PRIMÁRIO
3.5.1. É aquele em os valores mobiliários de uma nova emissão da companhia são negociados diretamente entre a companhia e os investidores – subscritores da emissão -, e os recursos são destinados para os projetos de investimento da empresa ou para o caixa. Entretanto, alguns desses valores mobiliários, como as ações, representam frações patrimoniais da companhia e, dessa forma, não são resgatáveis em data pré-definida. Da mesma forma, outros podem ter prazos de vencimento muito longo. Essas características, entre outras, poderiam afastar muitos dos investidores do mercado de capitais, caso eles não tivessem como negociar com terceiros os valores mobiliários subscritos, dificultando o processo de emissão das companhias.
3.5.1.1. TIPOS DE OFERTAS PÚBLICAS DE TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS
3.5.1.1.1. Participantes: Bancos, corretoras e distribuidoras. Fundos: Não podem participar. Frequência: 1x por semana (às terças, em geral).
3.6. MERCADO SECUNDÁRIO
3.6.1. O mercado secundário cumpre essa função. É o local onde os investidores negociam e transferem entre si os valores mobiliários emitidos pelas companhias. Nesse mercado ocorre apenas a transferência de propriedade e de recursos entre investidores. A companhia não tem participação. Portanto, o mercado secundário oferece liquidez aos títulos emitidos no mercado primário.
3.6.1.1. TIPOS DE OFERTAS PÚBLICAS DE TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS
3.6.1.1.1. Títulos: Os títulos constantes da carteira do BC ou das instituições participantes são oferecidos para venda ou compra. Oferta: A oferta por meio de leilão informal (go-around). Participantes: Somente dealers credenciados.
4. TÍTULOS DO TESOURO AMERICADO - TREASURIES
4.1. O QUE SÃO
4.1.1. Os Treasuries são títulos de dívida pública dos Estados Unidos. Os papéis são negociados no mercado financeiro norte-americano com objetivo de captar recursos para financiar iniciativas públicas.
4.2. GRUPOS
4.2.1. TREASURY BILL
4.2.1.1. T-Bills, são títulos de dívida do governo dos EUA, emitidos pelo Tesouro Nacional americano com um prazo de validade de curto prazo. Normalmente, os títulos possuem um vencimento em um ano ou até menos, mas mesmo assim são caracterizados como títulos de baixíssimo risco. Afinal, são títulos de dívidas dos Estados Unidos e, portanto, o risco de inadimplência é quase nulo.
4.2.1.1.1. COMO FUNCIONA
4.2.2. TREASURY BOND
4.2.2.1. Obrigações de dívida de longo prazo do governo norte-americano (pelo menos dez anos). São emitidas pelo sistema de leilão em datas determinadas e normalmente efetuam pagamento de cupom semestral, com preço de emissão próximo ao par (100). O prazo mais comum é o de dez anos
4.2.3. TREASURY BOND DE 30 ANOS
4.2.3.1. Obrigações de dívida de longo prazo (30 anos), emitidas pelo governo norte-americano. Também conhecido no mercado internacional como “Long Bond”
4.2.4. TREASURY NOTE
4.2.4.1. Obrigações de dívida do governo norte-americano com prazo entre um e dez anos, que são emitidas pelo sistema de leilão em datas determinadas, normalmente com pagamento de cupom semestral e preço de emissão próximo ao par (100). Os prazos mais comuns são dois e cinco anos.
4.2.5. TREASURY INFLATION PROTECTED SECURITIES (TIPS)
4.2.5.1. Dívida do governo norte-americano protegida da inflação. O valor do título é ajustado pelas variações do Consumer Price Index (CPI) e os juros são semestrais (título com cupom).
5. TÍTULOS DA DÍVIDA EXTERNA DO BRASIL (GLOBAL BONDS)
5.1. São títulos da dívida externa que o Brasil possui. São negociados internacionalmente e podem ser emitidos tanto por uma nação quanto por uma grande organização que deseja angariar recursos financeiros. Sendo assim, este investimento pode ser outra alternativa para investir no exterior.
6. O QUE É?
6.1. Um investimento cujo rendimento (taxa de juros) é definido no momento da compra do título. o rendimento pode ter sua remuneração:
6.2. - pré-fixada
6.2.1. Um título é pré-fixado quando o valor dos rendimentos é conhecido no início da operação. EX: 9% a.a
6.3. - pós-fixada
6.3.1. Um título é pós-fixado quando o valor dos juros somente é conhecido no momento do resgate. ex: x% do ipca.
6.3.1.1. A rentabilidade pode ser atrelada a diversas taxas de juros, índices de preços ou correções monetárias.
6.3.1.2. -CDI
6.3.1.2.1. CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO (é um título de curto prazo emitido pelos bancos, usado pelas instituições para captar recursos; não é oferecido diretamente aos investidores individuais, ele serve para que os bancos emprestem e tomem recursos entre si de um dia para o outro. O CDI tem prazo de vencimento de um dia útil. A razão da existência do CDI é a regulação do sistema financeiro. O Banco Central determina que os bancos devem encerrar todos os dias com saldo positivo de caixa. É uma medida de segurança que procura assegurar que o sistema financeiro seja estável e esteja saudável. É uma taxa que determina o rendimento anual de diversos tipos de investimentos financeiros, como CDBs.
6.3.1.3. -SELIC
6.3.1.3.1. Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela influencia todas as demais taxas de juros do Brasil, como as cobradas em empréstimos, financiamentos e até de retorno em aplicações financeiras. Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um programa virtual em que os títulos do Tesouro Nacional são comprados e vendidos diariamente por instituições financeiras. Além do Banco Central, apenas instituições financeiras têm autorização para negociar títulos nesse ambiente. Ou seja, pessoas comuns não têm acesso. Já a Selic está ligada aos juros dos títulos públicos que o governo oferece neste sistema.
6.3.1.3.2. E quem decide o valor dessa taxa?
6.3.1.4. -TR
6.3.1.4.1. A taxa referencial foi criada na década de 90, durante o governo de Fernando Collor, com o objetivo de servir de referência para a economia brasileira e controlar a inflação. Naquela época, viveu-se a hiperinflação, onde os valores ultrapassaram os 2.400%. Com a TR, o Estado divulgava diariamente o preço do dinheiro, que por sua vez, também tinha grandes variações. Atualmente, a TR ainda é utilizada cada índice de reajuste, porém, seu foco está voltado para outras áreas, como para algumas aplicações financeiras.
6.3.1.5. -TBF
6.3.1.5.1. A Taxa Básica Financeira (TBF) é utilizada como base para o cálculo da conhecida Taxa Referencial (ou TR), que corrige o FGTS e aplicações como a poupança. É definida e divulgada diariamente pelo Banco Central, e é calculada a partir das taxas médias praticadas pelas principais instituições financeiras do Brasil. A TBF foi criada em 1995 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O objetivo era obter um indexador ligado diretamente a operações financeiras e ao rendimento de investimentos. A TBF é bem menos conhecida do que outras taxas e índices, como Selic, IGP-M e IPCA, por exemplo. No entanto, ela é tão importante quanto os indicadores mais populares, pois é a partir dela que é calculada a TR. Por sua vez, a TR é utilizada não somente na poupança ou FGTS, mas também em financiamentos imobiliários e investimentos como títulos públicos e de capitalização.
6.3.1.6. -IPCA
6.3.1.6.1. Índice de Preços ao Consumidor - é um dos índices de inflação mais tradicionais e importantes do Brasil. Criado em 1979, o indicador tem uma razão de existência simples: medir a variação dos preços de um conjunto de produtos e serviços vendidos no varejo e consumidos pelas famílias brasileiras. O indicador tem como objetivo abranger 90% das pessoas que vivem nas áreas urbanas no país – e é justamente por isso que é chamado de “amplo”. O resultado da conta indica se, na média, os preços aumentaram, diminuíram ou permaneceram estáveis de um mês para o mês seguinte.
6.3.1.7. -IGP-M
6.3.1.7.1. IGP-M significa Índice Geral de Preços – Mercado. Ele compõe uma “família” de índices criada no final dos anos 1940 para medir a movimentação dos preços no país em diferentes atividades – e em etapas distintas do processo produtivo. Dessa forma, o IGP poderia ser usado como um indicador do nível de atividade econômica abrangendo desde o custo de materiais, equipamentos e mão de obra até gastos com alimentação, transporte e recreação sob o ponto de vista dos produtores e dos consumidores.
6.3.1.7.2. Como o IGP-M é calculado?
6.4. - híbrida
6.4.1. Parte acompanhará um índice da economia) ex: x% + ipca.
7. TRIBUTAÇÃO
7.1. Os investimentos em renda fixa seguem uma mesma sistemática de tributação. Estão sujeitos a uma tabela regressiva de Imposto de Renda, com alíquotas que diminuem conforme o prazo do investimento.
7.2. A alíquota mais alta é de 22,5%, para aplicações mantidas por até seis meses. Para os que ficam de seis meses a um ano, a alíquota cai para 20% e, se o investimento for de um a dois anos, para 17,5%. A menor alíquota, de 15%, vale para investimentos mantidos por dois anos ou mais. Isso vale para CDBs, fundos, debêntures e vários outros produtos de renda fixa. Há, no entanto, algumas exceções e especificidades:
7.2.1. • Fundos de renda fixa que tenham carteiras de curto prazo – ou seja, com uma carteira de títulos com prazo médio de até 365 dias – são tributados com apenas duas alíquotas. Se o investimento for mantido por menos de seis meses, o Imposto de Renda é de 22,5%. Se for mantido por mais tempo que isso, é de 20%.
7.2.1.1. • Alguns investimentos de renda fixa são isentos de Imposto de Renda. Além da poupança, é o caso das letras de crédito imobiliário e agrícola (LCI e LCA), por exemplo.
8. REMUNERAÇÃO
8.1. Papéis prefixados: Nas aplicações desse tipo, os juros são fixos e estabelecidos no momento em que elas são lançadas. Por isso, o investidor consegue saber quanto receberá no vencimento em reais.
8.2. Papéis pós-fixados: Nesse caso, a remuneração é atrelada a algum indicador de referência (como a Selic ou a taxa do CDI) e o valor do título é atualizado com base nele. O investidor sabe, de antemão, que indicador é esse, mas não tem certeza de quanto receberá no vencimento em reais, porque a taxa pode variar ao longo do tempo.
8.3. Papéis híbridos: Eles mesclam características de aplicações pré e pós-fixadas. Uma parcela da remuneração se dá por juros fixos e outra é atrelada a um indicador que pode variar ao longo do tempo. O caso clássico é o dos títulos atrelados à inflação, que pagam uma taxa prefixada mais a variação do IPCA ou outro índice de preços.
9. PRINCIPAIS INVESTIMENTOS
9.1. 1. Títulos Públicos
9.1.1. Quem aplica em títulos públicos empresta dinheiro para o governo fazer a máquina pública funcionar. Os títulos púbicos são considerados os investimentos mais seguros, porque são emitidos pela mesma grande entidade – o governo – que imprime o dinheiro do país. Há papéis de três tipos disponíveis no Tesouro Direto, sistema criado pelo governo em 2002 para facilitar as aplicações das pessoas físicas. Podem ser prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), pós-fixados (Tesouro Selic) ou híbridos, atrelados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais). Para investir em títulos públicos é preciso encarar algumas taxas. A primeira é uma tarifa de custódia paga à B3, já que é a bolsa de valores que organiza o sistema do Tesouro Direto. A segunda possível taxa é de administração, cobrada por alguns bancos e corretoras que fazem a intermediação das operações. Essa cobrança não é uma regra: na Rico, por exemplo, é possível investir no Tesouro Direto com taxa zero.
9.2. 2. Poupança
9.2.1. A poupança é o investimento mais tradicional do Brasil. Dezenas de milhões de pessoas têm pelo menos algum dinheiro guardado na caderneta. Nessa modalidade, as regras de funcionamento e de rentabilidade seguem diretrizes estabelecidas pelo governo. Não há taxas para aplicar na poupança, nem incidência de Imposto de Renda – os rendimentos são isentos. A remuneração oferecida aos investidores é a mesma em todas as instituições financeiras e, desde 2012, varia de acordo com o patamar em que se encontra a Selic. PaRa os depósitos feitos a partir do dia 4 de maio de 2012, quando as novas regras entraram em vigor, o rendimento da poupança passou a ser de 0,5% ao mês mais a variação da TR se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Quando estiver igual ou abaixo disso, a rentabilidade será equivalente a 70% da Selic mais a variação da TR. Quem mantém poupanças anteriores recebe rendimentos como antigamente: 0,5% ao mês mais a variação da TR. Além da rentabilidade, que é baixa, outro ponto negativo da poupança é o fato de que a rentabilidade só é creditada para os investidores uma vez por mês, no mesmo dia em que a aplicação foi realizada. Alguém que aplique no dia 5 de um mês e precise resgatar o dinheiro no dia 3 do mês seguinte não receberá nenhum rendimento pelo período. Para obter o retorno, seria preciso manter os recursos na poupança até a “data de aniversário” – no caso, todo dia 5. A poupança é assegurada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que devolve até R$ 250 mil por investidor em casos de insolvência da instituição financeira.
9.3. 3. CDBs
9.3.1. Assim como o governo levanta dinheiro emitindo títulos públicos, os bancos fazem o mesmo lançando Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) no mercado. Os CDBs mais comuns são pós-fixados e oferecem como remuneração um percentual de algum índice de referência de renda fixa – normalmente, a taxa do CDI. Em alguns bancos, essa rentabilidade pode ser tão baixa quanto a da poupança (de 70% do CDI, por exemplo). Mas, para atrair investidores, alguns outros podem oferecer até mais do que 100% do CDI. Assim como a poupança, os CDBs contam com a cobertura do FGC. Por outro lado, seus rendimentos são tributados pelo Imposto de Renda, seguindo a tabela regressiva (de 22,5% a 15%).
9.4. 4. Debêntures
9.4.1. Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais. Eles também representam uma dívida, como os títulos públicos e os CDBs, mas com emissores diferentes do governo ou dos bancos. Normalmente, os recursos levantados pelas empresas com as debêntures servem para financiar grandes projetos, como a construção de uma nova fábrica ou um processo de expansão internacional. Por isso, elas costumam ter um vencimento mais longo que outros produtos de renda fixa. Não é raro encontrar debêntures com prazo de cinco ou até dez anos à frente. Elas também podem ter retornos prefixados, pós-fixados ou híbridos. Via de regra, as debêntures são tributadas pela tabela regressiva do Imposto de Renda, com alíquotas que variam de 22,5% a 15%. Mas há uma exceção: as chamadas debêntures incentivadas, que são usadas para captar recursos para a realização de grandes obras de infraestrutura no país, são isentas. As debêntures não são cobertas pelo FGC.
9.5. 5. LCI e LCA
9.5.1. A lógica do funcionamento das letras de crédito, tanto imobiliário (LCI) quanto do agronegócio (LCA), é semelhante à dos CDBs. Elas também são emitidas por instituições financeiras, com a diferença de serem restritas àquelas com alguma atividade de crédito relacionada ao setor imobiliário ou do agronegócio. Elas também contam com a cobertura do FGC. As letras de crédito pós-fixadas são mais comuns e é normal que ofereçam remuneração levemente abaixo que a dos CDBs. Isso acontece porque as LCIs e LCAs são isentas de Imposto de Renda. Por conta dessa vantagem, mesmo com uma rentabilidade menor, esses produtos podem ser atraentes para alguns investidores – e por isso, as instituições financeiras podem oferecer uma condição um pouco menos favorável sem comprometer as emissões.
9.6. 6. CRI e CRA
9.6.1. Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRA) são produtos financeiros um pouco mais complexos. Eles envolvem securitização, um processo que, grosso modo, transforma direitos de crédito – como as parcelas de um financiamento imobiliário ou o pagamento de aluguéis mensais – em papéis negociados no mercado financeiro. Um exemplo é uma construtora que esteja recebendo por um apartamento que vendeu parcelado. Quem comprou se comprometeu quitar a dívida ao longo de vários meses, mas a construtora pode precisar desse dinheiro no curto prazo para finalizar uma parte da obra. Em vez de esperar até o fim do prazo, uma opção é “empacotar” esse fluxo futuro em um CRI e vendê-lo no mercado. Dessa forma, transfere a dívida para outro credor e consegue coletar o dinheiro todo de uma vez. uem compra um CRI ou um CRA no mercado recebe juros como remuneração. Uma vantagem desses produtos é que eles são isentos de Imposto de Renda. Não possuem, no entanto, garantia do FGC.
10. ARMOTIZAÇÃO E PAGAMENTO DE JUROS
10.1. Os juros de um título podem ser amortizados com pagamento periódico de juros (COM CUPOM) ou sem pagamento periódico de juros (SEM CUPOM)
10.1.1. TÍTULO COM CUPOM
10.1.1.1. EX: investir R$1.000,00 por cinco anos e receber, durante esse período, cupons de juros anuais de 10%. Dessa maneira, o investidor irá receber, após cada ano, R$100,00 (10% sobre o principal) e, no vencimento do título, R$1.100,00 (R$1000,00 de principal e R$100,00 referente aos juros do último período), totalizando R$1.500,00.
10.1.1.1.1. 1000 100 100 100 100 venc 5 anos (1000+100) |----------|----------|----------|----------|----------| 1 2 3 4 1000.10%= 1000/10= 100/1=100 a.a
10.1.2. TÍTULO SEM CUPOM
10.1.2.1. Investir R$1.000,00 e, após 5 anos, resgatar o título, recebendo de volta o principal + juros de 10% ao ano acumulado (do período). Nesse caso, o valor total de resgate será de R$1.610,51 (R$1.000,00 de principal+R$610,51 de juros).
10.1.2.1.1. 1000 venc 5 anos (1.000 + 610,51) |---------------------------------------------|