1. Atuais desafios do TEA
1.1. O manejo dos desafios do autismo no século XXI envolve uma abordagem holística e multidisciplinar, que inclui intervenções educacionais, terapêuticas e de suporte, além de conscientização e inclusão social. Tais desafios podem incluir:
1.2. Falta de conhecimento sobre o TEA: Apesar da conscientização sobre o autismo ter aumentado nos últimos anos, ainda há uma grande falta de compreensão e aceitação sobre o TEA, isso pode levar a discriminação e isolamento social.
1.3. Comorbidades de saúde mental: Muitas pessoas com TEA têm comorbidades de saúde mental, como ansiedade, depressão e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). O manejo dessas comorbidades pode ser complexo e requer uma abordagem integrada.
1.4. Transição para a vida adulta: Período desafiador para pessoas com TEA, pode incluir desafios na transição para a faculdade ou trabalho, além da gestão de independência e autonomia.
1.5. Custos financeiros associados ao diagnóstico, tratamento e intervenção do autismo
1.6. Acesso ao diagnóstico: O diagnóstico precoce é essencial para a intervenção e manejo dos desafios do autismo, porém, muitas famílias enfrentam desafios para obter acesso a serviços de intervenção, especialmente em áreas rurais ou de baixa renda.
2. evolução histórica
2.1. 1943
2.1.1. Descrito pela primeira vez por Leo Kanner como “Distúrbios autísticos do contato afetivo”. Seu estudo se deu a partir da análise de onze casos infantis do qual foi observado comportamentos como: inabilidade para estabelecer contato afetivo, ecolalia, comportamentos obsessivos e estereotipia.
2.2. 1944
2.2.1. Hans Asperger apresentou um estudo, baseado em casos clínicos, dominado como “Psicopatia Autística”. Asperger em seus estudos apontou que o TEA afeta mais o sexo masculino e que os sinais podiam ser observados nos primeiros dois anos de vida.
2.3. Década de 1960
2.3.1. Lorna Wing introduziu o conceito de um “espectro” de transtornos do autismo, sugerindo que os sintomas do autismo eram mais amplos e variáveis do que a descrição de Kanner. Apresentando que o TEA pode afetar as pessoas em níveis diferentes.
2.4. 1980
2.4.1. O autismo foi incluído pela primeira vez o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-III), passando a ter a designação própria: “Transtorno Autista”. Os critérios para classificação do transtorno refletiam as manifestações inicialmente descritas por Kanner.
2.5. 1990
2.5.1. O DSM-IV ganhou uma perspectiva mais clara de desenvolvimento, mostrando relações com déficit cognitivo
2.6. 2000
2.6.1. a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência reconheceu o autismo como uma deficiência.
2.7. Século XXI
2.7.1. Foram realizadas conferências para levantamento da literatura de transtornos mentais produzidas até aquele momento, contribuindo para o desenvolvimento do DSM-5 (2014). No DSM-5 o autismo passa a ser considerado um transtorno do neurodesenvolvimento e denominado transtornos do espectro autista (TEA).