DIVERSIDADE E DIFERENÇA
создатель HELEN PATRÍCIA
1. Em 03 de novembro de 2001, foi assinada, na 31ª sessão da Conferência Geral da Unesco, em Paris, a Declaração Universal da Unesco sobre a diversidade cultural. Os membros que compunham a Conferência responsabilizaram-se por “assegurar a preservação e a promoção da fecunda diversidade das culturas” no que tange às diferenças no contexto social e educacional.
2. FATOR HISTÓRISCO
3. MULTICULTURALISMO E EDUCAÇÃO
3.1. O multiculturalismo é o reconhecimento das diferenças, da individualidade de cada um, do respeito ao gênero; é o resultado da mistura de raças — negra, branca, indígena; é a luta pela minoria; enfim, é o respeito pelos costumes, valores, pelo modo de vida.
3.2. O multiculturalismo emerge não apenas como movimento social em defesa das lutas dos grupos culturais, das minorias, dos negros, mas também como uma fecunda abordagem curricular contrária a toda forma de preconceito e discriminação no espaço escolar.
3.3. Na sociedade capitalista contemporânea, o discurso da igualdade na Educação apresenta-se como um mito bastante perigoso, pois o modelo pedagógico vigente evidencia que as oportunidades são iguais e afirma que o sistema educacional é o principal aspecto gerador de igualdade da nossa sociedade livre.
3.4. A manifestação do multiculturalismo na Educação fez emergir desafios essenciais sobre o conhecimento, abrindo possibilidades para se pensar em práticas curriculares e de formação docente voltadas à construção de identidades discente e docente multiculturalmente comprometidas com o ensino-aprendizagem, visando promover o respeito à diferença e à pluralidade cultural.
3.4.1. É importante enfatizar que não se devem entremear exclusivamente os processos discursivos, mas combater o preconceito na sociedade, especificamente na escola, pois é ela formadora de opinião, de identidade e transformadora da sociedade.
3.4.1.1. O multiculturalismo é tão importante para o exercício da cidadania que sua prática no espaço escolar é indispensável. Discussões calorosas silenciam antes de chegar à sala de aula, e as diferenças se transformam em barreiras separatistas num ambiente que, obrigatoriamente, deveria reduzir distâncias e dar um basta na disputa entre multiculturalismo e educação multicultural para, assim, suprir as perspectivas dos “filhos do hibridismo cultural”.