A busca crítica e descolonial de epistemologias e discursos interculturais

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A busca crítica e descolonial de epistemologias e discursos interculturais создатель Mind Map: A busca crítica e descolonial de  epistemologias e discursos  interculturais

1. Porque? Pela busca da justiça social e cognitiva (Sousa Santos, 2018); pela luta contra uma hegemonia cultural e o favor do pluri-diálogo ético e glocal; pela construção de uma ecologia dos saberes (Sousa Santos, 2014)

1.1. Crítico e intercultural inelutavelmente interligados

2. MULTICULTURALIDADE versus INTERCULTURALIDADE

2.1. Guilherme (2004: 112): admite a existência de múltiplas culturas como entidades autônomas, embora heterogêneas em essência, mas focaliza-se nos espaços intermediários, ou seja, em sua interação dialógica, na natureza elástica das identidades culturais e na dinâmica dos encontros interculturais .

2.2. Byram: ser intercultural e agir interculturalmente - traz noção de ser e estar para o conceito

2.3. Unesco: existência e interação equitativa de diversas culturas e à possibilidade de gerar expressões culturais compartilhadas através do diálogo e do respeito mútuo.

2.4. Zhu (2010:189): processo de desenvolvimento de novas identidades sociais e culturais

2.5. Nishizaka (1995:301) "interculturalidade" da comunicação intercultural é encontrada no e através do curso real da interação".

2.6. Kecskes (2012:69) em sua abordagem sociocognitiva esclarece que "a interculturalidade tem componentes relativamente normativos e emergentes ... tem tanto um lado a priori quanto um lado emergente que ocorrem e agem simultaneamente no processo comunicativo."

2.7. Tinghe (2017:309): processo fluido de ser e tornar-se assim como uma dimensão hermenêutica, "descrevendo um contexto e uma situação existente" na interculturalidade.

2.8. Collins (2018: 174-5): "a relação paradoxal entre os discursos neoliberais e a institucionalização da interculturalidade"

2.8.1. - De cima: discussão ilusória e superficial. - De baixo: professores universitários e estudantes, implica "o reconhecimento de que os discursos de competência não são iguais em termos de poder e status"

2.8.1.1. Interculturalidade funcional

2.8.1.2. Interculturalidade neocolonial superficial

2.9. Dietz (2028:3): tensão entre duas abordagens

2.9.1. Interculturalidade como estratégia programática, político-educativa para suavizar ou mitigar as relações e, por outro lado, uma visão da Interculturalidade como estratégia transformadora para desvendar, questionar e mudar desigualdades historicamente enraizadas na sociedade.

3. INTERCULTURALIDADE CRÍTICA

3.1. Para debater a interculturalidade crítica é necessário questionar a geopolítica do conhecimento, a descolonalidade, como epistemologias do Sul, os direitos humanos multiculturais e a ética intercultural.

3.2. A natureza do discurso intercultural é, em seu cerne, ideológica, epistemológica e política

4. Crítica: explicitação das motivações subjacentes ao conceito, suas especificidades em cada contexto e seu real significado na rede semântica social e cultural na qual ele permeia. Ou seja, o seu papel e seu potencial numa determinada rede de poder.

4.1. Toda crítica supõe um aprendizado intercultural

5. Questões: Quão intercultural deve ser a crítica? Ou, como definir a crítica a partir de perspectivas interculturais que não sejam teoricamente europeias? Como a crítica deve ser descolonial?

6. Palavras-chave: Intercultural; diversidade cultural; interculturalidade crítica; multicultural; epistemologias; descolonial

6.1. Texto discute sobre as terminologias atualmente utilizadas para descrever as estruturas e relações em sociedades culturalmente diversas e fornece uma análise crítica dos debates acadêmicos.

7. Cultura: "parte integrante da prática de vida de uma comunidade social em relação aos outros" (Shi-xu 2016: 2)

7.1. Ou seja: a cultura não é externa ao sujeito, logo não pode ser "agregada", mas, antes construída com/por ele, de maneira integrada e interacional, dentro de processos semânticos que são necessariamente contextuais.

8. TRANSCULTURALIDADE: caminho ou saída?

8.1. Caminho alternativo: tentativa de descrever outros aspectos que não foram suficientemente ou adequadamente contemplados em outras terminologias

8.2. Saída: esforço para se afastar da bagagem sociopolítica negativa atribuída tanto ao "interculturalismo" quanto ao "multiculturalismo"

8.2.1. RISCOS

8.2.1.1. Portera (2008:484): vê o conceito de educação transcultural como arriscado, já que pode ser inspirado no universalismo de Kant, psicologia transcultural e psiquiatria transcultural, e "pode ​​vir a ser uma nova e nova forma de imperialismo cultural" Guilherme: o principal risco deste conceito deriva da ideia de neutralidade enganosa ou de cosmopolitismo desenraizado.

8.2.2. EM CONTRAPOSIÇÃO

8.2.2.1. Estermann (2010: 30): "transculturalidade" leva em conta os desenvolvimentos históricos de mudança que cada cultura sofre. Canclini (1995): posiciona-se numa rede de conceitos: por exemplo, contradição, mestiçagem, sincretismo, transculturação e crioulização ". O autor defende" o estudo de processos de hibridização, situando-os em relações de causalidade - e dando capacidade hermenêutica ao conceito " Monceri (2009): co-construção de si mesmo e concentrando-se mais no processo do que no produto da transculturação.