M2. MORAL
作者:Cláudio Francisco
1. "E de que modo que entre todos os perigos fosse justamente a moral o perigo por excelência?" (pag. 18).
1.1. "Necessitamos de uma crítica dos valores morais e, antes de tudo, deve-se discutir o valor desses valores e por isso é totalmente necessário conhecer as condições e os ambientes em que nasceram, em favor dos quais se desenvolveram e nos quais se deformaram (a moral como consequência, como sintoma, como máscara, hipocrisia, enfermidade, equívoco; mas também a moral como causa, remédio, estimulante, inibição, veneno)" (Nietzsche, pag. 18, 1881).
2. GENEALOGIA DA MORAL
2.1. Nietsche chama de lei: "não há ninguém que não seja estranho a si mesmo"(pag. 13).
2.2. Qual é a origem dos nossos preconceitos morais? A genealogia da moral sugere que a autonomia e a moral se excluem um ao outro. Pág. 5. Minutos.
2.3. Qual é a origem de nossa ideia do bem e do mal?
3. Aforismo: máxima ou sentença que, em poucas palavras, explicita regra ou princípio de alcance moral; apotegma, ditado.
4. BEM E MAL
5. "O ponto de vista da utilidade é totalmente estranho e inaplicável quando se trata da fonte viva dos juízos de valor supremos que fixam e determinam a hierarquia: foi o sentimento, não a utilidade - e não em uma hora de exceção, senão em todo o tempo - repito, a consciência da superioridade e da distância, ..., fundamental e constante de uma espécie superior e dominadora, em oposição a uma espécie inferior e baixa, que determinou a origem da oposição entre "bom" ou "mau". ( O direito de dar nomes vai tão longe que se pode considerar a própria origem da linguagem como um ato de autoridade que emana daqueles que dominam; eles dizem: "Aí está o que é isto e o que é aquilo", apõem seu selo sobre todas as coisas e todos os acontecimentos por meio de um som e, de alguma forma, se apoderam desse fato)" (pag, 25).
5.1. "A oposição "puro" e "impuro" serviu primeiramente para distinguir as castas e se desenvolveu mais tarde uma diferença entre "bom" e "mau" num sentido que se aplica melhor ao status social.
6. SOBRE OS SACERDOTES
6.1. "Os sacerdotes são os inimigos mais malignos Por quê? Porque são os mais desprovidos de poder. É essa impotência que faz crescer neles um ódio monstruoso, inquietante, até torná-lo supremamente espiritual e supremamente venenoso" (pág. 31).