MODERNISMO NO BRASIL(SEGUNDA GERAÇÃO)

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MODERNISMO NO BRASIL(SEGUNDA GERAÇÃO) 作者: Mind Map: MODERNISMO NO BRASIL(SEGUNDA GERAÇÃO)

1. No campo das artes e da cultura, o advento do cinema comercial contribui para a popularização da arte, que ganha público por se tornar acessível às massas. A música ganha espaço paralelamente, também em sua vertente mais popular.

2. Por terem se tornado mais acessíveis, os meios de comunicação também passam a ser usados para a propaganda política e a divulgação das ideologias correntes. Assim, cresce a cobrança aos intelectuais por uma orientação ideológica: entre a perspectiva de igualdade e transformação social do comunismo e a estabilidade promovida pelo paternalismo fascista, que também poderia reduzir as desigualdades sociais.

3. Além de abordar os efeitos negativos da modernidade sobre o homem, a arte dos escritores da nova geração, comprometida politicamente, é usada para refletir sobre a condição nacional e as contradições do Brasil: rural e urbano, artesanal e industrial – moderno, porém desigual.

4. Associando as propostas modernistas ao regionalismo do período romântico, os autores procuram determinar os tipos brasileiros, abordando a identidade nacional sob o prisma das facetas regionais. No Nordeste, uma relevante geração de escritores produz obras de denúncia – conhecidas como “Romance de 30” –, tendo por foco os problemas da sociedade patriarcal, da seca, da cultura do açúcar em decadência e do modelo latifundiário. Paralelamente, autores do Sul do Brasil, dentre os quais Érico Veríssimo e Dyonélio Machado, expõem o contexto histórico e político de sua região e a luta pelo dinheiro.

5. A poesia de 30(Principal Influencia e Característica)

6. A poesia da segunda geração modernista é influenciada pelas conquistas estéticas dos autores da geração anterior, como o verso livre e a linguagem mais cotidiana. Contudo, recursos dos movimentos artísticos do fim do século XIX voltam a ganhar espaço, como as formas fixas da poesia.

7. As imagens sugestivas e a utilização de sinestesias, que caracterizam a poesia simbolista, apare cem, sobretudo, na poesia de tendência espiritualista, que tem por foco o confronto do homem com a realidade por meio da perspectiva espiritual. Essa tendência alcança também a prosa, em sua versão mais intimista.

8. Cecília Meireles

9. O espiritualismo é marca de sua poesia intimista, que frequentemente aborda a morte, a solidão, a finitude e o mistério da vida de forma reflexiva, filosófica e existencial. A na tureza é presença constante em seus poemas, como o gosto pelas metáforas e a temática do etéreo, sempre com delicadeza e linguagem musical. Em 1953 lança o Romanceiro da Inconfidência, sobre a Inconfidência Mineira, aumentando o destaque para as questões sociais – que nunca ignorou.

10. CONTEXTO HISTÓRICO E CULTURAL

11. A subida de Getúlio Vargas ao poder, na década de 1930, marca o fim da República Velha no Brasil e a inauguração de uma fase de transformações profundas, diante da necessidade de modernização do país.

12. Para assumir posição mais relevante no contexto internacional. Foi um período de grande desenvolvimento industrial, mas também de atenção aos atrasos sociais que o interior do país sofria.

13. O mundo presencia o enfrentamento de duas ideologias opostas: o socialismo/comunismo, conso lidado pela Revolução Russa (1917), e o liberalismo, abalado pela Crise de 1929. Tendências totali tárias também crescem internacionalmente, como o nazismo alemão e o fascismo italiano.

14. A Segunda Geração Modernista

15. Nesse contexto, nasce nos anos 1930 a segunda geração do Modernismo brasileiro, que se divi de em diferentes correntes. Na prosa, terá destaque o romance regionalista e, na poesia, a corrente espiritualista.

16. O Romance Regionalista(As suas Principais Características)

17. Os Principais Autores da Segunda Geração Modernista(Com Suas Respectivas Obras)

18. Jorge Amado

19. Um dos autores mais lidos da literatura brasileira, sua obra reflete seu engajamento social e o coti diano da Bahia, sua terra natal. Suas primeiras obras, como Cacau (1933), Mar morto (1936) e Capitães da areia (1937), relatam com lirismo as dificuldades das classes baianas mais pobres, tanto na zona rural quanto nas grandes cidades. Elas revelam a orientação comunista do autor: personagens como trabalhadores, prostitutas e meninos de rua são retratadas como estereótipos para denunciar a luta de classes e as relações de exploração e opressão na sociedade.

20. José Lins do Rego

21. Sua obra é caracterizada por linguagem oral, pesquisa histórica, personagens fortes e imaginação. Dividiu sua própria produção literária em três ciclos. O ciclo da cana-de-açúcar, considerado o mais relevante, inclui obras como Menino de engenho e Fogo morto, romance de maior destaque. No ciclo do cangaço destaca-se Pedra bonita e, dentre os romances independentes, Riacho doce.

22. Graciliano Ramos

23. Raquel de Queiros

24. Autora de uma das obras mais importantes do “Romance de 30”, O quinze (1930), que narra duas histórias paralelas que acabam por se cruzar: a primeira é a do amor fracassado de Vicen te, criador de gado, e sua prima, a professora Conceição. A segunda é a da família de Chico Bento, que vive o drama da seca e a miséria dos retirantes.

25. Ao mesmo tempo que retrata a vida no sertão, com foco no contraste econômico, o romance revela traços psicológicos das personagens. No trecho reproduzido a seguir, o narrador tem acesso aos pensamentos e sentimentos de Conceição quando ela se lembra da ocasião em que recebera o convite para ser madrinha de Duquinha. Agora, evita tomar o próprio afilhado no colo, impressionada com o estado em que se encontra.

26. Erico Verissimo

27. Principal representante da literatura do Sul, tem sua obra caracterizada pela linguagem simples e narrativas envolventes. Na fase urbana, da década de 1930, os romances aliam a reflexão sobre a sociedade burguesa à elaboração psicológica das personagens. Destaca-se a trilogia Clarissa, Mú sica ao longe e Um lugar ao sol. Na fase histórica, das décadas de 1940-1950, a trilogia O tempo e o vento, sua obra mais importante, retoma a história do Rio Grande do Sul desde seus primórdios. Por fim, nas décadas de 1960-1970, Incidente em Antares e O senhor embaixador tratam de temas políticos, influenciados pela vigência de governos ditatoriais na América do Sul.

28. Murilo Mendes

29. A obra do inquieto poeta mineiro é múltipla e variada; de início, carrega o nacionalismo irônico da primeira geração, para depois conquistar mais liberdade e se tornar uma poesia transformadora da realidade, de traços surrealistas, revelando também seu engajamento socialista. Em 1934 converte-se ao catolicismo e logo lança o livro Tempo e eternidade, em conjunto com Jorge de Lima. A partir de então a religiosidade marca presença em sua litera tura, paralelamente à angústia existencial de antes. Na década de 1950 aproxima-se dos ex perimentos da poesia concreta.

30. Vinicius de Moraes

31. Embora mais conhecido como compositor da bossa nova, escreveu poesia ao longo de toda a vida. O próprio autor distingue as duas fases de sua obra lírica ao lançar sua Antologia poética (1955): a primeira, mística, é marcada pela religiosidade de um eu lírico desesperado e angustiado diante de seu pecado e sua culpa. Tem como traços característicos a linguagem solene e os temas espirituais, expressos em versos longos.

32. Na segunda fase, predomina o tema do amor e do erotismo, abordado em diversas formas po éticas – algumas clássicas, como o soneto. O desejo, antes a mácula da alma, agora é a inspiração maior do poeta, que passa a renegar a religiosidade dos primeiros anos. No entanto, a temática social também é frequentemente abordada, como a guerra e as desigualdades sociais no Brasil.

33. Carlos Drummond de Andrade

34. Carlos Drummond de Andrade, um dos principais escritores da segunda geração modernis ta, inicia sua carreira literária ainda na década de 1920. Nas inovações de seu primeiro livro, Alguma poesia, o poeta mineiro mostra sua adesão às ideias modernistas da primeira geração: verso livre, coloquialismo e irreverência, às vezes em forma de humor ácido.Drummond já apresenta, contudo, traços da obra que produziria mais tarde, mais alinhada à segunda fase modernista, distanciando-se, desde o início, do nacionalismo característico da geração de 22. Os temas de sua poesia de reflexão são muitos, como questões metalinguísticas, sociais, filosóficas e existenciais, além de uma maior liberdade, criando novos camnhos e, eventualmente, recuperando elementos da tradição que a primeira geração repudiava.