LINGUA(GEM)
作者:Juliana Helena R
1. Crítica de Lyons: Por outro lado, há muitos sistemas de símbolos voluntariamente produzidos que só consideramos linguagens no que nos parece um sentido amplo ou metafórico da palavra “linguagem”.
2. É possível ler em voz alta o que está escrito e, em contra partida, escrever o que é falado. Nesse sentido, a língua é independente do meio em que os sinais linguísticos se realizam, diremos que a língua tem a propriedade de passar por uma transferência de meio.
3. Algumas definições de linguagem
3.1. Novo Tópico
4. No sentido de que as mudanças são mais facilmente noitadas na fala do que na escrita, onde ainda se mantém por mais tempo a forma mais formal.
5. Sapir (1929): Para ele, a linguagem é um método puramente humano e não instintivo de se comunicarem ideias, emoções e desejos por meio de símbolos voluntariamente produzidos.
6. Bloch e Trager (1942): escreveram, uma língua é um sistema de símbolos vocais arbitrários por meio dos quais um “grupo social coopera”.
6.1. Crítica de Lyons: Para ele, a definição de Bloch e Trager restringe demais a lingua(gem) à língua falada.
7. Hall (1968): nos diz que a lingua(gem) é a “instituição pela qual os humanos se comunicam e interagem uns com os outros por meio de símbolos arbitrários orais-auditivos habitualmente utilizados”.
7.1. Crítica de Lyons: Para ele, Hall, como Sapir, trata a linguagem como instituição puramente humana, e o termo “instituição” explicita a visão de que a língua que é usada por uma determinada sociedade é parte da cultura daquela sociedade.
8. Robins (1979): Não oferece uma definição formal de lingua(gem), com razão, ele aponta que tais definições “tendem a ser triviais e a não trazer grande informação, a menos que pressuponham alguma teoria geral da linguagem e da análise linguística”.
8.1. Crítica de Lyons: É concebível que um sistema de hábitos venha a se alterar com o tempo, respondendo às mudanças nas necessidades dos seus usuários. Porém o termo “hábito” não é comumente associado ao comportamento adaptável.
9. Chomsky (1957): De acordo com ele, todas as línguas naturais são, seja na forma falada, seja na escrita, linguagens, no sentido de sua definição: uma vez que a) toda língua natural possui um número finito de sons e b), embora possa haver um número infinito de sentenças distintas na língua, cada sentença pode ser representada como uma sequência finita desses sons.
10. Novo Tópico
11. Um dos princípios fundamentais da linguística moderna é de que a língua falada é mais básica do que a língua escrita.
11.1. Novo Tópico
12. A semiótica, pode ser descrita como a ciência dos signos, do comportamento simbólico e dos sistemas de comunicação.
13. Nenhum outro sistema de comunicação, humano ou não, parece ter sequer de longe o mesmo grau de versatilidade e flexibilidade. Segundo Lyons, entre as propriedades mais específicas que contribuem para a flexibilidade e versatilidade da língua, há 4 que frequentemente foram mencionadas: arbitrariedade, dualidade, descontinuidade e produtividade.
13.1. Arbitrariedade: nesse caso, diz respeito à relação entre forma e significado, entre sinal e mensagem. Na grande maioria de palavras em todas as línguas, a conexão entre sua forma e significado é arbitrária visto que, dada a forma, é impossível prever o significado, e dado o significado, é impossível prever a forma.
13.2. Dualidade: entende-se a propriedade de possuir dois níveis de estrutura. As unidades do primeiro são compostas de elementos do segundo, e cada um dos dois níveis tem seus próprios princípios de organização.
13.3. Descontinuidade: é uma propriedade dos elementos secundários. Não é dependente da arbitrariedade, mas interage com ela para aumentar a flexibilidade e a eficiência dos sistemas linguísticos.
13.4. Produtividade: Possibilita a construção e a interpretação de novos sinais. O conceito de criatividade regida por regras é muito parecido com o de produtividade.
14. Comunicação: intenção de informar.
15. Vistas nessa perspectiva, as línguas naturais são códigos, e podem ser comparadas a outros códigos segundo os mais diversos prismas.
16. Língua e linguagem são termos com definições diferentes, mas que em algumas línguas como o inglês, é usada a mesma palavra, “language” para se referir ao mesmo termo. Esse fato implica muitas vezes na confusão dos linguistas, onde não fica claro de qual sentido da palavra está sendo falado.
16.1. Linguagem Natural: As linguagens naturais são aquelas usadas pelos seres humanos espontaneamente, sem um planejamento prévio.
16.2. Linguagem Artificial: Linguagens artificiais são aquelas planejadas pelos seres humanos para atender uma necessidade específica. Por exemplo o Esperanto, uma língua criada e planejada por um médico polonês, para atender às necessidades de comunicação internacional.
17. O profissional responsável pelo estudo das linguagens é o linguista, que tem como principal instrumento de estudo, as línguas naturais.
17.1. Segundo Lyons, o que o linguista quer saber é se as línguas naturais, todas, possuem em comum algo que não pertença a outros sistemas de comunicação, humano ou não, de tal forma que seja correto aplicar a elas a palavra “língua”, negando-se a aplicação desse termo a outros sistemas de comunicação.
18. SEMIÓTICA
19. Ficção da homogeneidade: Nada mais é do que a crença de que todos os membros de uma comunidade falam exatamente a mesma língua.
20. Outro fator bem importante de se explicar é o de que NÃO EXISTEM LÍNGUAS PRIMITIVAS (no sentido de menos evoluídas)
20.1. Todas as línguas até hoje estudadas, provaram ter um sistema de comunicação complexo e altamente desenvolvido. Todas as línguas vivas, pode-se presumir, são por natureza, sistemas eficientes de comunicação.